Dr. José Afonso Sallet analisa a aprovação do Mounjaro para adolescentes em entrevista à Rádio Senado

Em recente entrevista concedida à Rádio Senado, o cirurgião Dr. José Afonso Sallet discutiu a nova resolução da Anvisa que autoriza o uso da tirzepatida (Mounjaro) para adolescentes de 10 a 17 anos diagnosticados com diabetes tipo 2. O especialista alertou para a gravidade da epidemia de obesidade no país e reforçou a necessidade de uma abordagem multidisciplinar na saúde de jovens. O cenário da obesidade e do diabetes no Brasil O Dr. Sallet apresentou dados alarmantes: cerca de 60% da população brasileira apresenta sobrepeso ou algum grau de obesidade. O diabetes tipo 2, que tem 90% de suas ocorrências relacionadas ao excesso de peso, já afeta mais de 20 milhões de pessoas no país. Muitos adultos que chegam ao consultório com indicação para a cirurgia bariátrica convivem com a obesidade desde a infância. Controlar essa condição na adolescência é crucial para evitar danos a longo prazo, especialmente no sistema cardiovascular. Cuidados e riscos no uso da medicação por jovens Embora a liberação do Mounjaro represente um avanço importante para preencher uma lacuna no tratamento de pacientes que ainda não têm idade para a cirurgia metabólica, o uso do medicamento requer cautela. O Dr. Sallet explicou que qualquer emagrecimento rápido e agressivo traz riscos de perda de massa magra, além de potenciais efeitos colaterais como náuseas, constipação crônica e problemas na vesícula biliar. Em uma fase da vida marcada por intensas transformações hormonais e de crescimento, o tratamento não deve se basear apenas na medicação. O suporte de uma equipe interdisciplinar (composta por endocrinologista pediátrico, nutricionista, psicólogo e orientador físico) é indispensável para garantir a segurança nutricional e metabólica do adolescente. A importância da prevenção e de políticas públicas O médico concluiu a entrevista enfatizando que a medicação é uma ferramenta de controle, mas não a cura para a obesidade, que é uma doença crônica. A melhor estratégia continua sendo a prevenção. Existe uma necessidade urgente de políticas públicas voltadas à infância, promovendo a educação alimentar nas escolas, o combate ao sedentarismo e o incentivo à prática de atividades físicas regulares. O áudio completo da participação do Dr. José Afonso Sallet na Rádio Senado está disponível no portal oficial do Senado Federal. Ou nesse link: https://www12.senado.leg.br/radio/1/conexao-senado/2026/05/15/anvisa-aprova-uso-do-mounjaro-para-adolescentes-com-diabetes-tipo-2.
Dr. José Afonso Sallet discute os perigos da obesidade e hipertensão em entrevista para rádio Brasil Campinas

Recentemente, o Dr. José Afonso Sallet foi convidado pela Rádio Brasil Campinas para participar de uma matéria especial sobre dois dos maiores desafios da saúde pública atual: a obesidade e a hipertensão arterial. Durante a conversa, o especialista detalhou como essas duas condições estão profundamente interligadas e o que pode ser feito para reverter esse cenário. Os índices de hipertensão no Brasil atingem entre 26% e 35% da população adulta. O Dr. Sallet utilizou o espaço para alertar que a pressão alta é uma doença silenciosa e multifatorial, envolvendo genética, ambiente e, principalmente, comportamento. Os pontos principais da fala do Dr. Sallet Durante a participação, o doutor destacou tópicos fundamentais para quem busca mais qualidade de vida: Riscos Cardiovasculares: Ele reforçou que a hipertensão não controlada é a porta de entrada para complicações graves, como infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal e AVC. O papel da alimentação: Dr. Sallet enfatizou a necessidade de reduzir o consumo de sódio e alimentos ultraprocessados. Ele sugeriu a substituição de temperos prontos por ervas naturais e o aumento da ingestão de potássio através de frutas e legumes. Estilo de vida: A prática de exercícios físicos e a moderação no consumo de álcool foram apontadas como pilares essenciais para o controle da pressão arterial. A Cirurgia Bariátrica e o Pós-Operatório Como referência na área, Dr. Sallet também comentou sobre a cirurgia bariátrica. Ele explicou que, embora o procedimento seja um aliado poderoso no combate à obesidade severa e, consequentemente, na melhora da hipertensão, o sucesso real depende do compromisso do paciente. Segundo o especialista, o maior desafio não é o procedimento em si, mas a manutenção dos resultados a longo prazo. Isso exige uma mudança genuína de hábitos e o acompanhamento constante de uma equipe multiprofissional. Acesse a matéria completa aqui!
Alerta da Anvisa: Dr. Sallet explica a relação entre canetas emagrecedoras e pancreatite na BandNews

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu um sinal de alerta ao investigar notificações de efeitos adversos graves, incluindo casos de pancreatite e mortes suspeitas associadas ao uso de medicamentos para emagrecer (como a semaglutida e a tirzepatida). Para esclarecer os riscos e a importância do critério médico, o Dr. José Afonso Sallet, diretor do Instituto de Medicina Sallet, concedeu uma entrevista exclusiva à BandNews TV. O especialista reforça que, embora as “canetas” sejam ferramentas eficazes no combate à obesidade, o uso indiscriminado e sem acompanhamento pode expor o paciente a perigos evitáveis. O que causa a pancreatite no uso desses medicamentos? Segundo o Dr. Sallet, a relação entre o uso das canetas emagrecedoras e a inflamação do pâncreas (pancreatite) ocorre principalmente por duas vias: Formação de Cálculos Biliares: O emagrecimento rápido promovido pela medicação pode desequilibrar a produção de colesterol e ácidos biliares, levando à formação de microcálculos na vesícula. Esses cálculos podem migrar e obstruir o canal do pâncreas [02:42]. Ação Direta no Pâncreas: O princípio ativo atua nas células beta do pâncreas para aumentar a produção de insulina, o que, em casos raros, pode gerar uma reação inflamatória direta [03:01]. O papel mandatório do ultrassom antes do tratamento Um dos pontos mais importantes destacados pelo Dr. Sallet é a prevenção. Cerca de 20% a 25% da população possui “pedras na vesícula” sem apresentar sintomas. Se essa pessoa inicia o uso de semaglutida sem saber, o risco de uma complicação grave aumenta drasticamente. “O exame de ultrassom da vesícula e das vias biliares é mandatório antes de iniciar o tratamento. Se houver cálculos, o uso da medicação deve ser evitado ou postergado até o tratamento cirúrgico da vesícula”, alerta o médico. Equilíbrio entre risco e benefício Apesar dos alertas, o Dr. Sallet esclarece que não há motivo para alarde generalizado, mas sim para vigilância. Os casos notificados são raros proporcionalmente aos milhões de usuários no Brasil. O emagrecimento induzido por essas medicações (ou por outros métodos como a cirurgia bariátrica e o balão intragástrico) traz benefícios imensos, incluindo a remissão do diabetes tipo 2 em até 90% dos casos e a melhora da apneia do sono e de riscos cardiovasculares. Dicas de segurança para o paciente: Fuja do uso estético: A medicação deve ter indicação clínica para obesidade ou sobrepeso com doenças associadas. Cuidado com a procedência: Evite produtos manipulados sem o devido controle ou procedência duvidosa para fugir de falsificações. Acompanhamento Transdisciplinar: O sucesso e a segurança dependem de uma equipe que domine não apenas a prescrição, mas também o diagnóstico de possíveis efeitos colaterais. Assista à análise técnica completa do Dr. Sallet no canal da Band Jornalismo.
Obesidade no Brasil: Dr. Sallet analisa o aumento de casos e as fronteiras do tratamento na Band News

Dados recentes do Ministério da Saúde acenderam um alerta vermelho: mais de 60% dos brasileiros estão acima do peso, e cerca de 25% da população já se encontra em quadro de obesidade. Para debater esse cenário e orientar a população, o Dr. José Afonso Sallet, especialista em cirurgia bariátrica e metabólica e diretor do Instituto de Medicina Sallet, concedeu uma entrevista esclarecedora ao Band News. Na conversa, o Dr. Sallet explicou que a obesidade é a “ponta do iceberg” de uma série de doenças crônicas que, se não tratadas, podem ser fatais, como o diabetes tipo 2, infartos e derrames cerebrais. Por que os números da obesidade continuam subindo? Segundo o especialista, o Brasil segue uma tendência mundial impulsionada por fatores comportamentais. O sedentarismo e o consumo de alimentos ultraprocessados são os grandes vilões. Inatividade Física: O tempo excessivo em redes sociais e internet tem reduzido a prática de atividades físicas, especialmente entre crianças e adolescentes. Alimentação Inadequada: O consumo errado de calorias supera a capacidade de gasto do organismo, gerando o acúmulo de peso. Fator Genético: Embora o comportamento seja preponderante, o Dr. Sallet destaca que a carga genética também possui um peso importante e deve ser estudada para tratamentos individualizados. Do Diabetes à Cirurgia: O impacto da perda de peso Um dos pontos altos da entrevista foi a discussão sobre a remissão de doenças. O Dr. Sallet trouxe dados impressionantes sobre como o tratamento correto da obesidade pode transformar a saúde do paciente: Diabetes Tipo 2: Em pacientes não dependentes de insulina, o índice de remissão após o tratamento adequado chega a 90%. Colesterol e Hipertensão: Melhora significativa nos níveis de gordura no sangue (80%) e controle da pressão arterial em mais de 50% dos casos. Canetas Emagrecedoras vs. Cirurgia Bariátrica Questionado sobre a “febre” das medicações injetáveis (as famosas canetas), o Dr. Sallet reforçou que, embora sejam ferramentas úteis, elas não fazem milagre sozinhas. “O uso da medicação, mesmo sendo efetivo, vai funcionar enquanto o paciente estiver usando. Se não houver mudança comportamental, a recidiva é inexorável ao parar o uso”, alerta o médico. Para casos de obesidade extrema (graus 2 e 3), o Dr. Sallet defende que a cirurgia bariátrica e metabólica continua insubstituível. Além de limitar a ingestão de alimentos, a cirurgia induz a produção de mais de 40 hormônios (incretinas) que as canetas entregam de forma sintética, oferecendo uma manutenção de peso muito mais sustentável a longo prazo. Procure Ajuda Especializada A mensagem final do Dr. Sallet é clara: não espere chegar a níveis extremos para buscar ajuda. O tratamento ideal deve ser conduzido por uma equipe transdisciplinar que domine todas as técnicas — desde a mudança de hábitos e medicações até procedimentos endoscópicos e cirúrgicos. Assista à entrevista completa no canal do Band Jornalismo.
O que o IMC realmente diz sobre sua saúde? Dr. Sallet esclarece ao Catraca Livre

O Índice de Massa Corporal (IMC) é, há décadas, a ferramenta mais utilizada para classificar o peso e identificar riscos à saúde. No entanto, será que esse cálculo sozinho é suficiente para um diagnóstico completo? Recentemente, o Dr. José Afonso Sallet, especialista em obesidade e diretor do Instituto de Medicina Sallet, colaborou com o portal Catraca Livre para explicar quando o IMC deve acender o sinal de alerta. Na reportagem, o especialista detalha as potencialidades e as limitações desse índice, reforçando que a saúde vai muito além dos números na balança. Quando o IMC liga o alerta de saúde? O cálculo do IMC (peso dividido pela altura ao quadrado) é uma forma rápida de triagem. Segundo o Dr. Sallet, o alerta deve ser ligado quando os valores ultrapassam a faixa de normalidade, especialmente ao entrar nas classificações de sobrepeso e obesidade. IMC acima de 25: Início do sobrepeso, onde o corpo começa a dar sinais de sobrecarga. IMC acima de 30: Classificação de obesidade, ponto em que o risco de doenças associadas (comorbidades), como diabetes tipo 2 e hipertensão, aumenta significativamente. IMC acima de 35 e 40: Casos em que a intervenção médica, seja clínica ou cirúrgica, torna-se essencial para a preservação da qualidade de vida. As limitações do cálculo: Músculo vs. Gordura Um dos pontos fundamentais destacados pelo Dr. Sallet na matéria é que o IMC não diferencia massa magra de massa gorda. “Um atleta de alta performance pode ter um IMC de ‘obesidade’ devido ao volume muscular, enquanto uma pessoa com IMC normal pode ser um ‘falso magro’ com altos níveis de gordura visceral”, alerta o médico. Por isso, no Instituto Sallet, o IMC é apenas o ponto de partida. O diagnóstico preciso utiliza exames complementares, como a bioimpedância, que analisa a composição corporal real do paciente, permitindo um plano de tratamento personalizado. O IMC como ferramenta de prevenção Apesar das limitações, o Dr. Sallet reforça que o IMC é um excelente indicador epidemiológico e de prevenção primária. Monitorar o índice regularmente ajuda a identificar tendências de ganho de peso antes que elas se tornem problemas crônicos. Se você quer saber em qual faixa de IMC se encontra, pode utilizar a nossa calculadora de IMC e iniciar o seu acompanhamento. Confira a reportagem completa com as orientações do Dr. Sallet no portal Catraca Livre.
Comer arroz aumenta a glicose? Dra. Renata esclarece mitos e verdades ao Portal Metrópoles

O arroz é um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, mas também um dos primeiros a serem “vilanizados” em dietas de emagrecimento. Recentemente, a Dra. Renata, endocrinologista do Instituto de Medicina Sallet, foi fonte de uma reportagem especial na coluna de Claudia Meireles, no Portal Metrópoles, para explicar o real impacto deste carboidrato nos níveis de açúcar no sangue. A discussão ganha relevância especialmente para pacientes com diabetes, pré-diabetes ou aqueles que buscam o controle do peso, onde o índice glicêmico dos alimentos desempenha um papel crucial. O arroz é realmente um vilão para a glicose? Segundo a Dra. Renata, a resposta não é um simples “sim” ou “não”, mas depende da forma de consumo. O arroz branco, por passar por um processo de polimento que remove as fibras, possui um índice glicêmico mais elevado, o que pode gerar picos de insulina se consumido de forma isolada e em grandes quantidades. Dicas da especialista para equilibrar o prato: Para evitar que o consumo de arroz resulte em um aumento brusco da glicemia, a Dra. Renata destaca estratégias práticas de combinação alimentar: Acompanhamentos Inteligentes: Nunca consuma o arroz sozinho. Ao combiná-lo com fibras (folhas verdes e legumes) e proteínas (carnes, ovos ou frango), a velocidade de absorção do carboidrato diminui drasticamente. O papel das fibras: Optar pelo arroz integral ou adicionar grãos e sementes ao arroz branco ajuda a manter a saciedade por mais tempo. Quantidade e Proporção: O equilíbrio está na distribuição do prato, onde o carboidrato deve ocupar uma porção moderada, priorizando o aporte de vegetais. Saúde Metabólica além da dieta A endocrinologista reforça que o controle da glicose é um pilar fundamental não apenas para quem quer emagrecer, mas para a prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas. No Instituto Sallet, esse olhar especializado da endocrinologia trabalha em conjunto com a nutrição para criar planos que não sejam restritivos, mas sim inteligentes e sustentáveis. “Não precisamos excluir alimentos culturalmente importantes, como o arroz, mas aprender a consumi-los de maneira que favoreça a nossa saúde metabólica”, afirma a Dra. Renata. Confira a matéria completa com todos os detalhes técnicos no Metrópoles.
Fome, gula ou compulsão? Ana Beatriz explica as diferenças em destaque na mídia nacional

Identificar o que nos leva a comer é um dos maiores desafios para quem procura uma relação saudável com a comida. Recentemente, o tema ganhou grande repercussão em diversos veículos de comunicação, contando com a expertise de Ana Beatriz, nutricionista do Instituto de Medicina Sallet e especializada em comportamento alimentar. Em entrevistas concedidas a portais como iG Saúde, Terra e Revista AnaMaria, a especialista detalhou como distinguir os sinais do corpo e da mente, ajudando a combater o ciclo de culpa e o efeito sanfona. Entenda a diferença: Fome Física vs. Fome Emocional Segundo Ana Beatriz, saber diferenciar esses estados é o primeiro passo para o controle do peso e a saúde mental. Fome Física: Surge gradualmente, é sentida no estômago e pode ser saciada com qualquer alimento saudável. Gula: É um desejo específico por um sabor ou textura, muitas vezes ligado ao prazer imediato, mas sem a necessidade fisiológica. Compulsão Alimentar: Um transtorno mais profundo, onde há perda de controlo sobre a ingestão, geralmente rápida e em grandes quantidades, seguida por sentimentos de angústia. Por que é importante identificar esses sinais em 2026? Com a rotina cada vez mais acelerada, é comum “descontarmos” as emoções na comida. Ana Beatriz reforça que, para quem passou ou pretende passar por tratamentos como a cirurgia bariátrica ou o uso de medicações, o acompanhamento psicológico é indispensável para evitar o reganho de peso. Confira a repercussão completa na mídia: A participação da nossa especialista gerou uma série de matérias ricas em orientações práticas. Pode ler o conteúdo detalhado em cada um dos veículos abaixo: Portal iG: Fome, gula ou compulsão alimentar? Entenda as diferenças Terra (Vida e Estilo): Saiba identificar e agir perante a compulsão Revista AnaMaria: Especialistas explicam como lidar com a alimentação emocional Bons Fluidos: Equilíbrio e comportamento alimentar Correio do Estado: No Dia da Gula, saiba diferenciar os sinais Afina Menina: Guia prático para identificar a fome em 2026 Terra (Degusta): Alimentação com saúde e consciência
Reganho de peso após emagrecer: Dr. Sallet explica como evitar o efeito sanfona na Boa Forma

O reganho de peso é uma das maiores preocupações de quem busca o emagrecimento saudável. Em entrevista recente à revista Boa Forma, o Dr. José Afonso Sallet, cirurgião bariátrico e CEO do Instituto de Medicina Sallet, esclareceu por que esse processo não deve ser visto como um fracasso, mas sim como um sinal de que a obesidade, como doença crônica, precisa de acompanhamento contínuo. Com a popularização das “canetas emagrecedoras” (agonistas de GLP-1), as dúvidas sobre a manutenção dos resultados a longo prazo aumentaram. Abaixo, resumimos os principais pontos abordados pelo Dr. Sallet na matéria. Por que o reganho de peso acontece? Segundo o Dr. Sallet, a obesidade é uma doença complexa e multifatorial. Por isso, o foco deve ser sempre no tratamento a longo prazo, e não apenas em uma meta de peso momentânea. O mito do milagre: Dados mostram que cerca de 80% dos pacientes que utilizam medicações sem mudança de estilo de vida recuperam o peso após um ano da interrupção. A eficácia da Cirurgia Bariátrica: O médico explica que a cirurgia é uma ferramenta potente, mas não é mágica. O reganho de peso na bariátrica é monitorado de perto quando ultrapassa 20% a 30% do menor peso atingido. Como evitar o efeito sanfona e manter os resultados? A chave para o sucesso, de acordo com o especialista, está na mudança comportamental. Não basta apenas o uso da medicação ou a realização da cirurgia; é necessário uma reorganização da rotina que inclua: Plano alimentar equilibrado: Sem restrições extremas que levem ao abandono do tratamento. Atividade física regular: Essencial para a manutenção do metabolismo ativo. Equipe Multidisciplinar: O apoio de nutricionistas, psicólogos e endocrinologistas é o que garante a sustentabilidade do peso. “O verdadeiro protagonista do processo é o paciente, que precisa assumir o compromisso com a mudança de hábitos”, afirma o Dr. Sallet. Saiba mais sobre o tratamento da Obesidade O Instituto Sallet é referência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica em São Paulo, oferecendo um suporte transdisciplinar completo para evitar o efeito sanfona e promover saúde com segurança. Confira a entrevista completa do Dr. Sallet no portal Boa Forma.
Novas regras da OMS para uso dos agonistas da GIP e GLP-1

A nova diretriz da OMS coloca as terapias com agonistas de GLP‑1 e GIP no centro do tratamento de longo prazo da obesidade em adultos, mas com recomendações condicionais e forte ênfase em acompanhamento comportamental e acesso equitativo. As novas regras também reforçam a importância do reconhecimento da obesidade como doença crônica, recidivante e pertinente a cuidado contínuo, integrado e multiprofissional. O que a OMS passou a recomendar A OMS publicou em 1º de dezembro de 2025 sua primeira diretriz global sobre o uso de agonistas de GLP‑1 (como semaglutida, tirzepatida e liraglutida) especificamente para tratar obesidade em adultos. A recomendação é condicional: reconhece eficácia consistente na redução de peso e melhora metabólica, mas destaca incertezas de longo prazo, alto custo e limitações de oferta mundial. A diretriz é direcionada a adultos com IMC ≥ 30 kg/m², exceto gestantes, e reforça que a obesidade deve ser manejada como doença crônica, com perspectiva de tratamento por toda a vida. A OMS também relembra que, em setembro de 2025, incluiu GLP‑1 na Lista Modelo de Medicamentos Essenciais para diabetes tipo 2 em grupos de alto risco, o que fortalece o papel dessa classe dentro das políticas públicas. GLP‑1: sempre com mudança de estilo de vida A segunda grande mensagem da diretriz é que o uso de GLP‑1 nunca deve caminhar sozinho. A OMS orienta que as medicações sejam sempre associadas a terapia comportamental intensiva, com metas estruturadas de atividade física, plano alimentar com restrição calórica, sessões regulares de aconselhamento e monitorização contínua dos resultados. Essa combinação é apontada como a melhor estratégia para potencializar e manter, no longo prazo, os benefícios da perda de peso e do controle metabólico. A organização destaca que, mesmo com resultados expressivos dos GLP‑1, eles não substituem políticas de alimentação saudável, promoção de atividade física e ações populacionais contra obesidade. Benefícios clínicos e limites atuais Os estudos que embasam a diretriz mostram que os agonistas de GLP‑1 podem levar a perda de peso relevante, melhorar glicemia, pressão arterial, perfil lipídico e reduzir risco cardiovascular e complicações renais em pessoas com obesidade, especialmente quando há diabetes tipo 2 associado. Por isso, a necessidade de integrar GLP‑1 em uma linha de cuidado contínua, em vez de enxergá‑los como solução isolada ou de curto prazo. Na prática, isso significa: triagem criteriosa de IMC e comorbidades, discussão franca sobre expectativas, efeitos adversos e duração do tratamento, além de acompanhamento multiprofissional próximo. Caso busque uma equipe preparada e confiável, entre em contato conosco do Instituto de Medicina Sallet.
1º Bariatric Channel Internacional: Especialistas debatem o futuro e a evolução do tratamento da obesidade em Manaus

A primeira edição do evento internacional do Bariatric Channel, realizada em novembro em Manaus, revisitou debates cruciais sobre a evolução técnica e tecnológica da cirurgia bariátrica e metabólica. O encontro serviu para traçar um panorama da situação atual do tratamento da obesidade no Brasil e no mundo, alinhando as condutas nacionais às diretrizes dos principais eventos globais de 2025. A Consolidação das Técnicas Cirúrgicas Durante as discussões, ficou estabelecido que as técnicas tradicionais, especificamente o Bypass Gástrico e o Sleeve, continuarão sendo responsáveis pela maior parte das cirurgias realizadas, mantendo-se como o padrão de segurança e eficácia. Simultaneamente, houve espaço para o debate sobre técnicas de derivação mais robustas e invasivas. Do ponto de vista metabólico, estes procedimentos são comumente reservados a perfis específicos de pacientes: Casos de superobesidade; Portadores de doença metabólica grave; Candidatos a cirurgias revisionais (pós-reganho ou recidiva de comorbidades), a depender da técnica utilizada na cirurgia primária. Tratamentos Intermediários: Indicações e Cuidados Outro ponto alto do evento foi a análise dos chamados “tratamentos intermediários”, que incluem opções clínicas e endoscópicas, como o uso de análogos de GLP-1 (as canetas emagrecedoras), o balão intragástrico e a endosutura gástrica. Embora essas tecnologias tenham demonstrado sucesso, os especialistas reforçaram a necessidade de cautela quanto à durabilidade dos resultados. O balão intragástrico, por exemplo, possui um tempo de vida útil (geralmente de seis meses a um ano). Como a obesidade é uma doença crônica e recidivante, a tendência é que a doença retorne após a retirada do dispositivo, caso não haja um acompanhamento rigoroso. Da mesma forma, as medicações injetáveis apresentam excelentes resultados no controle de peso e doenças associadas, sendo indicadas principalmente para sobrepeso ou obesidade graus 1 e 2, mas exigem uso crônico. A Visão do Especialista: O Papel da Equipe Transdisciplinar Diante desse cenário, o consenso médico é que pacientes com indicação formal de tratamento cirúrgico e boa condição clínica continuam sendo melhor tratados pela cirurgia bariátrica, que oferece uma solução mais definitiva a longo prazo. O Dr. José Afonso Sallet destaca a importância da estrutura clínica nesse processo: “A síntese de tudo isso é que uma boa clínica que trabalhe com tratamento para obesidade e doenças metabólicas tem a obrigação de ter uma equipe transdisciplinar formada por cirurgiões, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas e orientadores de atividade física. É fundamental ter no seu arsenal terapêutico todas as diferentes técnicas para que o paciente escolha a melhor opção de forma individualizada, visando o melhor resultado.” Medicina Baseada em Evidência O evento em Manaus reforçou que o futuro da especialidade segue o caminho da medicina baseada em evidência. Com mais de 30 anos de dados sobre a cirurgia bariátrica e metabólica, e resultados conhecidos sobre balões e novas medicações, a comunidade médica está alinhada em priorizar a segurança e a individualização do tratamento. O Instituto Sallet segue acompanhando essas evoluções, oferecendo aos seus pacientes o que há de mais moderno e seguro no combate à obesidade.