Pós-Cirurgia Bariátrica: Quando devemos nos preocupar com o reganho de peso?

Você realizou uma cirurgia bariátrica há pouco tempo e está ganhando peso novamente? Será que todo o esforço foi por água abaixo? Calma, pois nem todo ganho de peso deve causar preocupações! Durante os primeiros meses após a cirurgia bariátrica o paciente perde peso de forma significativa e acentuada. Na maioria dos casos, mais de 50% do excesso de peso inicial é eliminado no primeiro ano de cirurgia. Entretanto, após esse período, o corpo passa a se adaptar e alcança um estágio conhecido como “platô” (saiba mais sobre o efeito platô aqui) e a velocidade de perda de peso passa a desacelerar. Em alguns casos, é possível ganhar peso novamente. Não devemos nos preocupar com ganhos de 5% ou 10% em relação ao peso perdido. Isso é perfeitamente normal! Entretanto, se o reganho de peso for acima de 30%, devemos acender uma luz de alerta. O reganho acelerado pode indicar que estejamos cometendo equívocos comportamentais e é necessário recorrer à equipe transdisciplinar para realinhar condutas e terapêuticas precocemente. Na maioria dos casos, a questão está mais relacionada ao comportamento do paciente que ao resultado técnico da cirurgia. Por isso, as consultas com psicólogo, nutricionista e até preparador físico, são indicadas para identificação de pontos de melhoria. CAUSAS FREQUENTES DE REGANHO DE PESO A obesidade é uma doença que possui certa complexidade. Existem multi fatores para que ela permaneça na vida das pessoas e sempre surgem novas dúvidas. O reganho de peso está associado aos 4 pilares dos fatores de origem da obesidade. Saiba quais são: O primeiro é o comportamental. Mais de 90% dos casos de reganho de peso não está relacionado a problemas técnicos da cirurgia, mas sim no comportamento do paciente, que deixa de lado o acompanhamento com a equipe transdisciplinar e volta a praticar hábitos pouco saudáveis. Dietas inadequadas, escolha dos alimentos incorretos, falta de atividades físicas regulares corroboram para o reganho de peso. Mais um ponto a se levar em consideração é a reposição multivitamínica. A deficiência de vitaminas e minerais pode causar compulsão alimentar e isso favorece o reganho de peso. O uso de alguns tipos de medicação provocam o aumento do apetite e retenção de líquidos, como os corticóides em altas doses ou medicações antidepressivas, promovendo assim o ganho de peso. COMO SE TRATA O REGANHO DE PESO? Começando com um diagnóstico correto da causa desse reganho de peso. Através de uma avaliação clínica criteriosa para identificar quais são os fatores responsáveis pelo reganho de peso é possível abordar e esperar respostas sinceras dos pacientes. A partir daí, atuar nestes pontos falhos e trabalhar em conjunto à equipe transdisciplinar, lembrando que o maior responsável pelos resultados é o próprio paciente! Em alguns casos podemos incluir medicações específicas para o controle do reganho de peso, promover ajustes na dieta ou no programa de atividades físicas. A resposta de um paciente bariátrico ao tratamento clínico é muito melhor que a resposta de um paciente que não passou por cirurgia. Se neste diagnóstico for verificado um problema técnico da operação, a indicação é uma cirurgia revisional, ou seja, uma revisão da primeira cirurgia bariátrica realizada. Embora representem situações muito raras e pontuais, estima-se que 2-5% dos pacientes operados precisem passar por uma cirurgia revisional após 10 anos. Caso você esteja ganhando peso de forma rápida, mesmo após a cirurgia bariátrica, é importante agendar uma avaliação individualizada com a equipe responsável por seu tratamento. Não deixe de acompanhar sua saúde, ela é seu maior bem!
Como reverter o reganho de peso em cirurgias bariátricas e metabólicas

A cirurgia bariátrica vem ganhando credibilidade, principalmente, pelos ótimos resultados conquistados nos últimos 20 anos. Porém, devemos ter consciência de que ela não resolve tudo. É fundamental que o paciente esteja disposto a uma significativa mudança comportamental. Tudo começa com a decisão pessoal e evolui para a escolha de uma equipe médica bem preparada, definição da técnica cirúrgica adequada, o apoio da família, o preparo para a cirurgia, os cuidados no pós-operatório e o acompanhamento com equipe transdisciplinar especializada. Um processo bem feito é o que garante bons resultados. No centro de todo este processo está, justamente, o paciente. A cirurgia bariátrica envolve dois órgãos do aparelho digestivo. O estômago – que é responsável pelo armazenamento de alimentos, e o intestino delgado – que é encarregado pela absorção de nutrientes. As técnicas cirúrgicas podem ser aplicadas em um ou em dois órgãos em conjunto. Saiba mais sobre as técnicas cirúrgicas lendo aqui. Seja qual for o procedimento bariátrico aplicado, o objetivo sempre será o auxílio à perda de peso significativa e duradoura. É importante destacar que a cirurgia bariátrica é uma procedimento de alta complexidade e indicado a pacientes que sofram com Obesidade Grau III (obesidade mórbida: IMC > 40) ou Obesidade Grau II (IMC >35) com comorbidades e doenças associadas. A cirurgia bariátrica tem um efeito metabólico muito importante principalmente no paciente com diabetes tipo 2 e uma série de doenças que estão relacionadas ao excesso de peso. A possibilidade de reganho de peso existe e é mais frequente após os primeiros 2 anos da cirurgia. Isso é mais comum entre os pacientes que não aderem a mudança comportamental proposta e não seguem o acompanhamento com equipe transdisciplinar especializada. Essas pessoas podem ter um reganho de peso parcial ou total, geralmente em médio ou longo prazo. A obesidade é uma doença crônica, inflamatória e incurável, que precisa ser acompanhada durante toda a vida. O acompanhamento tem que ser constante e periódico mesmo após a cirurgia bariátrica. DIFERENÇA ENTRE REGANHO DE PESO E A RECIDIVA DA OBESIDADE Conceitualmente, o percentual de reganho de peso pós-cirurgia bariátrica é baseado no total de peso perdido pelo paciente. Se um paciente de 120 kg, 1,80m de altura, tem 40 Kg de excesso de peso e perde 30 Kg, nos primeiros 2 anos da cirurgia, podemos considerar o resultado como ótimo. Já um outro paciente, com 160 kg e 1,60m de altura, perde 40 Kg no mesmo período, ainda precisará perder mais alguns quilos para que seu índice de massa corpórea (IMC) saia da faixa de risco. Calcule seu IMC clicando aqui. O parâmetro de cirurgia bariátrica ou metabólica bem sucedida não é o peso ideal do que seria um paciente não obeso previamente, mas sim, uma perda a partir de 50% do excesso de peso inicial. Esse número é significativo porque ajuda a reverter ou melhorar a maioria das doenças associadas à obesidade e prevenir a recidiva destas futuramente. Um reganho de peso nos primeiros 2 anos de aproximadamente 10% do peso perdido máximo, não deve ser considerado como reganho de peso, mas sim como adaptação fisiológica. A curva da perda de peso no primeiro ano de pós-operatório é bastante acentuada. A partir do segundo ano de cirurgia acontece a estabilização do ritmo de perda de peso. A recidiva (retorno) da obesidade pode ser considerada quando o paciente tem um reganho de peso acima de 30% do volume corporal perdido após a cirurgia. A qualidade de vida deve ser levada em consideração, além de somente a perda do peso em números absolutos. “A maneira mais fácil de termos decepção na vida é esperar mais do que a vida pode dar”. O grande objetivo da cirurgia bariátrica e metabólica é trazer uma qualidade de vida melhor e com saúde, além de reduzir o risco de mortalidade. O benefício estético existe, mas não deve ser colocado à frente dos demais benefícios que a cirurgia traz.
O Que Muda no Corpo Com a Perda de Peso?

Mais do que apenas obter ganhos estéticos, a perda de peso pode trazer inúmeros benefícios físicos e mentais para o paciente, sobretudo para as pessoas que já foram submetidas a uma cirurgia bariátrica. Ainda que a mudança mais perceptível no processo de emagrecimento seja a diminuição de medidas, as transformações mais importantes são, muitas vezes, invisíveis aos olhos, porém extremamente perceptíveis à saúde. Neste artigo, descubra mais detalhes sobre o que muda em nosso corpo com a perda de peso, em especial no organismo de quem passou por uma cirurgia bariátrica. Acompanhe. Cirurgia Bariátrica e Perda de Peso Para os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, o processo cirúrgico é um grande passo para sua mudança de vida. No entanto, depois disso, é preciso manter hábitos saudáveis, práticas regulares de atividade física e dieta balanceada para que os resultados sejam duradouros e consistentes. De fato, a cirurgia bariátrica estimula a perda de peso rápida. Porém, o paciente pode voltar a engordar caso não siga as orientações dadas pela equipe transdisciplinar. Nos primeiros seis meses após a cirurgia bariátrica, acontece a maior perda de peso. Entretanto, o emagrecimento total acontece em até dois anos. Assim, para garantir os resultados, é essencial continuar seguindo as recomendações da equipe em médio e longo prazo. Transformações no Corpo Devido à Perda de Peso Após um processo de perda de peso, é importante preservar o emagrecimento de forma gradual e segura. Isso porque quem perde peso lentamente, com foco em alimentação saudável e atividades físicas, transforma sua composição corporal. Quando a pessoa passa a perder gordura e ganhar massa muscular simultaneamente, o organismo tem a sensação de que não está perdendo. Assim, quanto mais massa muscular, maior o metabolismo basal e maior a probabilidade de o organismo utilizar a gordura do corpo como “combustível” a ser queimado. Alguns Benefícios da Perda de Peso Os ganhos com a perda de peso, sobretudo quando combinada com uma dieta balanceada, são abrangentes e refletem de diferentes formas em nosso corpo. Veja só: Pele e cabelo: a ingestão de, ao menos, três litros de água por dia, alimentos ricos em colágeno, biotina, ômega 3 e vitamina C, aliada a uma dieta para perda de peso, trazem benefícios para a beleza e a saúde de pele e cabelos. Unhas: o emagrecimento e consumo de alimentos ricos em vitaminas B, C e E e aminoácidos auxiliam na produção de queratina e outras proteínas importantes para o desenvolvimento de unhas fortes. Barriga: a gordura visceral, a mais perigosa e também a que mais incomoda a maioria das pessoas, tende a reduzir com a alimentação saudável e atividade física. Pressão alta: a perda de peso contribui para diminuição na pressão arterial, causadora de diversas doenças, como derrame e infarto. AVC: essa síndrome metabólica provoca um maior acúmulo de gordura no sangue, o que dificulta a circulação e eleva a incidência de doença vascular cerebral. Assim, a perda de peso diminui os riscos de AVC. Diabetes: a perda de peso pode favorecer a diminuição do uso da medicação. Já para quem não possui o diagnóstico de diabetes, com o emagrecimento, as chances diminuem em até 83%. Colesterol: o emagrecimento ajuda na elevação dos níveis de HDL (bom colesterol) e na diminuição do LDL (colesterol ruim). Doenças cardiovasculares: os riscos da manifestação dessas doenças pode cair 85% com o processo de emagrecimento. É importante saber que os resultados após a cirurgia bariátrica dependem muito do paciente e dos hábitos que ele seguirá para contribuir com a perda de peso e o ganho de qualidade de vida. Agora que você já sabe mais sobre o que ocorre com o corpo com o processo de emagrecimento, descubra também qual é o tempo de preparação necessário para a cirurgia bariátrica.
Conheça os 5 maiores Avanços Tecnológicos no Tratamento da Obesidade e Doenças Metabólicas

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a obesidade atinge 600 milhões de pessoas no mundo, sendo 30 milhões somente no Brasil. Mas com os avanços tecnológicos, o tratamento da obesidade e de doenças metabólicas permite que estes números diminuam. Dia 29 de setembro, às 20h, o Instituto de Medicina Sallet promoverá um evento online e gratuito que abordará temas sobre os Avanços Tecnológicos no Tratamento da Obesidade e apresentará as melhores opções para quem sofre de obesidade e doenças metabólicas. Entre as tecnologias estão: Balão Intragástrico, que não necessita de cirurgia, endoscopia ou anestesia; o recém chegado ao Brasil sistema de escaneamento corporal 3D que mostra uma visão geral do corpo com grande precisão. Na lista de assuntos do evento estarão também o Bypass Gástrico, cirurgia padrão Ouro no combate à obesidade e o Sleeve Gástrico, técnica que permite diminuir a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar. Quer saber mais sobre estes processos e como eles podem ajudar no tratamento da obesidade? Inscreva-se para participar deste grande evento! Inscreva-se para participar!
Live: Aspectos Psiquiátricos Cirurgia Bariátrica e Metabólica

Amanhã, 24/06, às 20h, o Dr. José Afonso Sallet, médico-CEO do Instituto de Medicina Sallet estará com com o Dr. Paulo Sallet, Coordenador da Equipe de Psiquiatria e Psicologia do Instituto de Medicina Sallet, respondendo às principais dúvidas de nossos pacientes sobre os Aspectos Psiquiátricos Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Você pode enviar as suas perguntas antecipadamente e nós as responderemos durante a live. Acesse nosso perfil @institutosallet. Não deixe de assistir!
Instituto de Medicina Sallet participa do Fórum de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

No último dia 06 de dezembro, a equipe do Instituto de Medicina Sallet participou do Fórum de Cirurgia Bariátrica e Metabólica promovido pela Medtronic em seu centro de inovação em São Paulo. O Dr. José Afonso Sallet palestrou sobre os “Dilemas da cirurgia bariátrica e metabólica – a escolha das técnicas cirúrgicas” – para uma plateia de convidados formada por renomados especialistas em suas áreas. A definição da melhor técnica cirúrgica O fórum primou pelo debate de situações diferenciadas e de difícil decisão ou controle dentro da especialidade cirúrgica da obesidade. Foram tratadas situações de para a escolha da técnica cirúrgica – tema principal da palestra – bem como os critérios de definição da melhor indicação conforme a individualidade e histórico de vida de cada paciente. Sabendo que essa individualização da técnica é fundamental para os resultados positivos a curto, médio e longo prazos, os debatedores concordaram que é fundamental realizar um criterioso estudo do paciente no pré-operatório. Esta investigação, necessariamente, envolve uma equipe formada por vários profissionais, tais como o psicólogos e psiquiatras (quando necessário), nutricionistas, endocrinologistas, orientadores de atividades físicas e membros da equipe cirúrgica. Também é de fundamental importância conhecer o nível de obesidade de cada paciente e as doenças metabólicas associadas apresentadas, principalmente, se o paciente está diabético e hipertenso. A partir desses fatores é que será definida, junto ao paciente, qual a melhor técnica cirúrgica aplicada. Cabe lembrar que o bom resultado de qualquer procedimento cirúrgico, seja qual a técnica utilizada, depende muito de o paciente fazer sua parte, realizando a proposta de mudança comportamental assumida, auxiliado pela cirurgia bariátrica e metabólica e suporte da equipe interdisciplinar. Cirurgia bariátrica e metabólica revisional Um outro tema de muita relevância abordado foram as cirurgias revisionais nos casos de reganho de peso significativo no médio e longo prazo ou recidiva das doenças metabólicas associadas à obesidade. Conhecemos algumas técnicas que são amplamente preconizadas em casos de procedimentos mais simples como a banda gástrica ou gastrectomia vertical. Já, em outras técnicas, como o bypass gástrico, a cirurgia revisional se torna mais complexa e exige uma investigação muito maior. É fundamental saber que, a cirurgia revisional, em qualquer caso, será a última alternativa recomendada. Quando o paciente começa a apresentar reganho de peso ou recidiva das doenças associadas, ele precisa ser muito bem acolhido pela equipe interdisciplinar no sentido de resgatar a proposta inicial da cirurgia. Faz se necessário investigar as causas do reganho de peso, avaliar a técnica cirúrgica primária, bem como descartar problemas anatômicos do procedimento realizado. A primeira escolha é o tratamento medicamentoso, apoiado pela equipe de endocrinologia. Alguns procedimentos endoscópicos são propostos para a investigação complementar. A cirurgia revisional, realmente, acontece em última instância, quando se detecta uma falha na cirurgia primária e as demais alternativas de evitar um novo procedimento não surtem o efeito desejado. Isto ocorre porque, é sabido, que as cirurgias revisionais apresentam risco maior de complicações que a cirurgia primária, além de alcançarem sucesso em menos de 50% dos casos. O tratamento da obesidade em pacientes com câncer Outro tópico muito debatido no fórum dentro do tema obesidade foi o aumento da incidência de câncer de aparelho digestivo, endométrio, pele e ginecológico em pacientes obesos. O evento contou com a participação de especialistas renomados na área de oncologia clínica, carcinogênese e cirurgia oncológica que puderam apresentar seus casos e discutiram sobre o aumento da incidência dessa doença em pacientes obesos. Entretanto, o tratamento da obesidade tende a diminuir essa incidência mesmo em pacientes de câncer diagnosticado. Os pacientes que estão em tratamento da obesidade têm uma resposta melhor aos tratamentos adjuvantes se comparados aos que continuam com excesso de peso. Estes fatores evidenciam a importância do tratamento da obesidade na prevenção de canceres do aparelho digestivo e ginecológicos, assim como melhora significativa no quadro clínico dos pacientes. Quer saber mais? Acompanhe nossas publicações semanais no site e em nossos perfis sociais!
Cirurgia plástica pós-bariátrica: o que você precisa saber

Será que a cirurgia plástica sempre deve ser realizada após uma cirurgia bariátrica? Em que casos ela é recomendada e quais os cuidados tomar? Tire suas dúvidas sobre o tema! Um dos métodos mais eficazes para o tratamento de obesidade é a cirurgia bariátrica. No entanto, apesar da perda de peso evidente e da redução dos fatores de risco, algumas pessoas têm a sensação de que ainda precisam de algo a mais depois do procedimento e optam pela cirurgia plástica pós-bariátrica. É sabido que, para realizar a cirurgia bariátrica, é necessário não apenas o aval do paciente, como a autorização do médico, já que nem sempre esse é o tratamento indicado. Apesar de os benefícios serem comprovados e já conhecidos, alguns pacientes sentem a necessidade de complementar os resultados e continuar em um processo de busca pelo corpo ideal, de recuperação da autoestima, saúde e bem-estar. Neste artigo, compreenda melhor essa questão, as motivações e os cuidados envolvidos na opção por realizar uma cirurgia plástica pós-bariátrica. Acompanhe. Por que realizar a cirurgia plástica pós-bariátrica? Quando falamos em tratamento de obesidade, a saúde do paciente é a grande prioridade, mas resgatar a autoestima perdida também pode ser um fator determinante para uma vida mais feliz e plena. Nesse contexto, a cirurgia é procurada, e geralmente indicada, para pacientes que passaram por gestações, oscilações de peso e que, por conta da cirurgia, ficaram com excesso de pele. As cirurgias plásticas mais procuradas são: abdome, mamas, braços, coxas e face, nessa respectiva ordem. Para realização do procedimento, podem ser utilizadas tanto anestesia geral como peridural com sedação. Nele, a gordura é removida e os músculos abdominais são expostos e saturados, com o intuito de ficarem mais firmes, melhorando assim o contorno da região trabalhada. Além disso, a cirurgia plástica é capaz de eliminar a condição da diástase, ou seja, a separação dos músculos da região do abdômen. Sendo assim, a pele é esticada e todo o excesso é removido. Os riscos de complicações graves são mínimos, mas, para que tudo saia como planejado e para que os resultados atendam as expectativas, é preciso tomar alguns cuidados básicos. Principais pontos de atenção para realizar a cirurgia plástica pós-bariátrica Apesar de muitas pessoas submetidas à bariátrica se interessarem por remover o excesso de pele e diminuir a flacidez, é preciso tomar alguns cuidados antes de passar por outro processo invasivo. Existem algumas restrições e indicações médicas. Conheça as principais. Pacientes com IMC abaixo de 30, acima disso apenas aqueles que tenham outras razões consideradas fundamentais pela equipe médica. Pessoas com peso já estabilizado e dentro do esperado pelo cronograma médico. O que ocorre entre um ou dois anos após o processo cirúrgico. Existem exceções nas quais é autorizada a realização da cirurgia plástica pós-bariátrica antes do período de estabilização. Isso acontece quando há sobra de pele e excesso gorduroso que podem prejudicar a locomoção do paciente. Pessoas saudáveis que não tenham condições médicas que possam prejudicar a cicatrização ou aumentar o risco da cirurgia anterior. Para saber mais sobre cirurgia bariátrica e todos os cuidados que devem ser tomados antes e depois do procedimento cirúrgico, continue acompanhando o nosso blog ou baixe nossos materiais educativos. Até a próxima.
Cirurgias Bariátricas: O que são, quais as indicações e quem realiza

A obesidade afeta muitas pessoas no mundo todo e atua como uma doença crônica. A prevalência crescente desta doença é considerada, em alguns países, como uma epidemia ligada à sociedade moderna. O impacto negativo deste problema afeta não somente o portador da doença, mas a sociedade de forma geral. A comunidade médica e os governos estão preocupadas com os índices cada vez mais crescentes de comorbidades (doenças relacionadas à obesidade) que causam inúmeros gastos com atendimentos e muitas mortes. Diante disso, iniciativas visando a conscientização da sociedade, que incluem campanhas de reeducação alimentar e incentivo à prática de exercícios físicos, tornaram-se comuns na mídia. As pessoas estão cada vez mais informadas sobre os riscos da obesidade e, muitas vezes, buscam soluções extremas para este grande mal. Hoje em dia é comum ouvirmos falar da indicação de cirurgia bariátrica para pessoas com sobrepeso patológico como alternativa para solução de alguns casos de obesidade. Mas será que as cirurgias bariátricas são indicadas para todos os casos? Se não, quais seriam esses casos de indicação cirúrgica? O procedimento é seguro ou oferece riscos? Quais são os profissionais da saúde que podem indicar a cirurgia bariátrica como uma solução contra a obesidade mórbida? Continue lendo até o final e compreenda a grande importância deste procedimento considerado invasivo e as suas contraindicações clínicas e psicológicas! Quando surgiu a cirurgia bariátrica? A cirurgia bariátrica surgiu em 1991 durante a Conferência de Desenvolvimento de Consenso realizada pelo NIH – National Institutes of Health. Quando surgiu, a cirurgia bariátrica era um procedimento indicado apenas para indivíduos com classificação de obesidade grau II ou III, com riscos de saúde consideráveis. A condição pré-mórbida dos pacientes, por natureza, acabava elevando os casos de óbito em mesas de cirurgia. Os fatores de risco pré e pós-operatório passaram a ser fortemente considerados antes da aprovação do procedimento por vários profissionais. A indicação cirúrgica passou a ocorrer mediante avaliação nutricional, clínica, laboratorial e psiquiátrica. A obesidade mórbida tem, na cirurgia bariátrica, a ferramenta mais eficaz diante dos tratamentos existentes. Porém, uma equipe multidisciplinar deve assumir um papel extremamente delicado antes e depois da realização do procedimento. Profissionais envolvidos em uma cirurgia bariátrica A equipe de profissionais envolvidos no tratamento da obesidade e doenças metabólicas conta com endocrinologista, cirurgião, psicólogo, psiquiatra, nutricionista e preparador físico. Além dos profissionais citados, o paciente precisa contar com a fundamental assistência de sua família e amigos antes e depois da cirurgia. É importante ter ciência dos riscos e mudanças de hábitos relacionados a uma cirurgia que afeta boa parte do trato digestivo. Por ser uma cirurgia de grande porte, todos os pacientes deverão passar por avaliação cardiológica e apresentar um risco cirúrgico-anestésico compatível com o procedimento proposto. Alguns pacientes deverão, por vezes,realizar avaliações em outros profissionais a critério do cirurgião bariátrico (cirurgião vascular, pneumologista etc). No pré-operatório, também ocorrem avaliações com nutricionistas – responsáveis pela preparação e adaptação da dieta do paciente a fim de melhorar o seu comportamento alimentar pré-cirurgia, corrigir carências nutricionais e estimular defesas do organismo que serão importantes para a recuperação cirúrgica – preparadores físicos – responsáveis por preparar o tônus muscular e melhorar a capacidade cardiovascular dos pacientes. A perda de massa muscular no pós-operatório é significativa e de difícil reposição. Os exercícios resistidos de fortalecimento como a musculação, pilates com aparelhos e ginástica localizada com pesos, são os mais indicados nessa fase. Psicólogos também são envolvidos no pré-operatório, pois analisam o histórico do paciente, identificam fatores psicossociais, transtornos psiquiátricos e clínicos de risco, suas motivações e conscientização para cirurgia. Assim como no pré-operatório, após a realização da cirurgia bariátrica o paciente deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar de profissionais especialistas por um longo prazo. Esse processo envolve avaliações individuais e dinâmicas em grupo para a troca de experiências. Onde são realizados os procedimentos de cirurgia bariátrica Os procedimentos são realizados em hospital com total capacidade de atendimento ao paciente com obesidade mórbida: suporte de UTI se necessário, médico anestesista capacitado, total monitorização, equipe de enfermagem e fisioterapia treinada para o tratamento adequado do pós-operatório imediato. As cirurgias são prioritariamente realizadas por laparoscopia com cerca de 5 ou 6 furinhos de 1,0-2,0 cm por onde entra uma câmera de vídeo (através de um dos furinhos) e os instrumentos que usamos para operar como grampeador, pinças, material de sutura, tesouras, etc (colocados nos outros furinhos restantes). A vantagem desta técnica está na recuperação mais rápida do paciente, menos complicações e dor pós-operatória, além de uma cicatriz cirúrgica mínima. Essa via de acesso é feita em quase 100% das cirurgias. Raramente o cirurgião não consegue fazer toda a operação através da técnica laparoscópica (pacientes com muitas cirurgias prévias, por exemplo). Nesta situação pode ser necessário fazer um corte (converter a operação para a via aberta) para terminar a operação. Tipos de cirurgias bariátricas As operações usadas no tratamento da obesidade mórbida são também conhecidas como cirurgias bariátricas. Estes procedimentos reduzem o tamanho do estômago e/ou o comprimento do intestino, cujo objetivo é limitar a quantidade de comida que você pode ingerir e/ou absorver. Por muito tempo nós dividimos os procedimentos apenas em restritivos, disabsortivos ou mistos como descritos abaixo: Restritivos: são procedimentos que reduzem o tamanho do estômago. Mesmo que o paciente queira, ele não consegue ingerir uma grande quantidade de alimentos de uma única só vez, porque se tem a impressão que seu estômago está repleto (cheio). Exemplos: Banda Gástrica e o Sleeve (Gastrectomia Vertical). Malabsortivos ou Disabsortivos: são operações que reduzem parcialmente o tamanho do estômago e reduzem o comprimento do intestino delgado, diminuindo a quantidade de alimento que o organismo (intestino) absorve. Este tipo de operação foi muito usada no passado, mas as complicações pós-operatórias fizeram com que estes procedimentos só sejam utilizados, atualmente, em casos excepcionais. Mistos: são procedimentos que associam tanto a redução do tamanho do estômago como do comprimento do intestino delgado. Desta forma, ocorre tanto uma redução de quantidade de alimento que pode ser ingerida, como da quantidade de alimento que pode ser absorvida
Tratamento Cirúrgico da Obesidade e Doenças Metabólicas: Conheça as técnicas disponíveis

Você conhece quais doenças estão ligadas à obesidade? E quais as cirurgias de redução de estômago existem? Nesse eBook você conhecerá os detalhes de cada tipo de procedimento e quais são as indicações.
Cirurgia Bariátrica tem aumento de pacientes no mundo todo

A disposição para enfrentar as dietas é cada vez menor e cresce o número de pessoas que partem para a cirurgia bariátrica sem tentar outro tratamento antes.