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Balão intragástrico na superobesidade: um estudo sobre as abordagens combinadas

A superobesidade, caracterizada por um índice de massa corporal (IMC) superior a 50 kg/m², tem crescido entre os candidatos à cirurgia bariátrica, apresentando um grande desafio do ponto de vista técnico, anestésico e metabólico. Pacientes superobesos frequentemente apresentam comorbidades graves como apneia do sono, hipertensão arterial refratária e diabetes descompensada, o que aumenta os riscos e a complexidade das cirurgias bariátricas iniciais. Diante disso, surge o conceito de “ponte terapêutica”, uma estratégia pré-operatória que visa a redução estratégica do peso para minimizar riscos cirúrgicos, facilitar o procedimento e melhorar a segurança anestésica. O balão intragástrico (BIG) tem sido uma das ferramentas utilizadas como ponte cirúrgica na superobesidade. Seu objetivo não é a perda total de peso, mas sim uma perda parcial, de 10 a 15% do peso, suficiente para reduzir o volume hepático, a gordura visceral e, consequentemente, facilitar a exposição laparoscópica, diminuir o tempo cirúrgico e reduzir a perda sanguínea. Tal abordagem melhora significativamente a segurança anestésica e cirúrgica em pacientes de alto risco. Experiências brasileiras relatam resultados promissores no uso do balão intragástrico como ponte para cirurgia bariátrica. Em um estudo com 496 pacientes do Instituto de Medicina Sallet superobesos com IMC médio de 52 kg/m², a perda média de peso foi de 25 kg e não houve mortalidade associada ao procedimento. Além disso, 85% dos pacientes apresentaram melhora nas comorbidades e houve uma redução do risco anestésico de ASA III/IV para ASA II. Apenas 15% dos pacientes precisaram realizar a cirurgia em dois tempos, o que demonstra a eficácia da preparação com balão para a cirurgia definitiva. Os incidentes com o balão foram majoritariamente menores, como náuseas, vômitos e refluxo gastroesofágico, com poucas remoções precoces devido à intolerância. Ademais, os pacientes seguiram para cirurgias bariátricas seguras, incluindo bypass gástrico em Y de Roux, banda gástrica ajustável e gastrectomia vertical. Com o advento dos medicamentos agonistas do receptor GLP-1, como a semaglutida, surge a discussão sobre o espaço do balão intragástrico nesse contexto. No entanto, ainda há indicações para o uso do balão, especialmente em pacientes com IMC extremo, hepatomegalia importante ou resistência ao tratamento farmacológico. Assim, o balão intragástrico permanece uma ferramenta valiosa, principalmente em centros de referência que oferecem integração entre equipes cirúrgicas, transdisciplinares e endoscópicas. Em conclusão, a superobesidade representa um desafio crescente na cirurgia bariátrica, e o conceito de ponte terapêutica é fundamental para o preparo pré-operatório desses pacientes. O balão intragástrico, apesar das novas terapias, continua desempenhando um papel essencial na redução estratégica de peso, redução do risco cirúrgico e melhora das condições perioperatórias, mantendo seu espaço como uma opção eficaz e segura para pacientes selecionados. Este artigo baseia-se nos dados e experiências do Instituto de Medicina SALLET e estudos apresentados no 25º Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, ressaltando os aspectos técnicos, clínicos e os resultados alcançados com o uso do balão intragástrico na superobesidade como ponte para cirurgia

Importância da suplementação correta pós-cirúrgica

  A suplementação após a cirurgia bariátrica é fundamental para a saúde da pele, cabelo e unhas devido aos novos hábitos alimentares e à redução da capacidade de absorção de nutrientes causada pelo procedimento. Após essa cirurgia, muitos pacientes apresentam carências de vitaminas e minerais essenciais, como biotina, ferro, zinco, selênio, colágeno e vitaminas A, C, D, E e do complexo B. Essas substâncias são cruciais prevenindo queda de cabelo, unhas quebradiças e problemas na cicatrização. A suplementação adequada, recomendada e acompanhada por um nutricionista, ajuda a suprir essas deficiências, melhora a recuperação pós-cirúrgica e contribui para o fortalecimento dos tecidos, evitando complicações estéticas e aumentando a qualidade de vida do paciente. Além disso, a hidratação adequada é essencial para a manutenção da saúde da pele e anexos cutâneos. Portanto, a suplementação não é apenas uma recomendação estética, mas uma necessidade nutricional e de saúde após a cirurgia bariátrica, atuando diretamente na prevenção e tratamento dos sintomas comuns decorrentes da redução da absorção de nutrientes pelo organismo.   Health Hair Gummies   O Instituto de Medicina Sallet acaba de lançar mais um produto para a linha da ST Health, especialmente dedicada aos pacientes no pós-operatório. Recomenda-se esse tipo de suplemento para pacientes devido à sua formulação focada em micronutrientes essenciais para a saúde da pele, cabelo e unhas, que são frequentemente comprometidos pela absorção e restrição alimentar após o procedimento. As vitaminas A, E, B (especialmente biotina e ácido fólico) e os minerais zinco e cromo são reconhecidos por apoiar a regeneração celular, a síntese de colágeno, a fortificação capilar e a integridade das unhas e da pele. Para uso, o fato do suplemento estar em formato de goma torna a administração mais palatável e pode aumentar a adesão, mas é importante respeitar a dose indicada, não excedendo o consumo para evitar hipervitaminoses, especialmente da vitamina A. De forma geral, esse produto é indicado para apoiar a recuperação e manutenção da saúde da pele, cabelo e unhas após cirurgia bariátrica, especialmente no contexto da prevenção e correção de deficiências micronutricionais comuns nesse público, desde que utilizado sob orientação profissional. Compre a sua em www.sthealth.com.br

Instituto de Medicina Sallet no IFSO 2025

O Instituto de Medicina Sallet participou entre os dias 9 a 12 de setembro da 28ª edição do congresso The International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO) 2025, realizado em Santiago, no Chile. Durante o evento, o Dr. José Afonso Sallet, CEO do Instituto de Medicina Sallet e especialista em cirurgia bariátrica e metabólica, contribuiu com a apresentação de 4 estudos elaborados com a participação de 19 mil pacientes, em conjunto ao corpo clínico da instituição.      Dentre os temas das apresentações, estavam resultados da adesão ao protocolo ERAS, a comparação dos resultados entre os Balões Deglutíveis e Convencionais em pacientes com sobrepeso e obesidade, a cirurgia revisional da técnica Sleeve para a Bypass para controle de refluxo e um estudo de caso. “O IFSO é o nosso congresso de referência mundial na especialidade, em que envolve os principais cirurgiões e serviços da especialidade de cirurgia bariátrica e metabólica do mundo. Então, é uma oportunidade que temos de atualizar conhecimento e levar as nossas experiências” declara o Dr. Afonso Sallet, participante assíduo, pela 21ª no congresso.     O estudo sobre o efeito da aderência do protocolo ERAS em 19.014 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica no Instituto Sallet, revela um dos maiores volumes do procedimento ao redor do mundo, sendo referência internacional na aplicação do ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) em cirurgia bariátrica. “Ao longo de 27 anos de Instituto de Medicina Sallet, nós somos há mais de 12 anos referência internacional no protocolo de ERAS. […] Basicamente o que a gente logrou é que 95% desses pacientes, internam no dia da cirurgia e em menos de 18h tem alta hospitalar, então é quase uma cirurgia ambulatorial. O índice de intercorrências é muito abaixo da indicação mínima de terapia intensiva “, conta o especialista, Dr. Sallet.      Já, ao longo do segundo dia, foi apresentado um estudo de caso sobre abordagens de pós-operatório para pacientes operados com a técnica Bypass.     Além disso, no terceiro dia de evento, foi apresentado estudo sobre tratamento com Balão Deglutível em comparação com o Balão Convencional, em pacientes com sobrepeso e obesidade. Em um cenário no qual a obesidade exige soluções eficazes e seguras, Dra. Margaretth Arruda, Co-diretora do Instituto Sallet, mostra ao mundo como alternativas não cirúrgicas e minimamente invasivas podem transformar vidas. Balões intragástricos, convencionais e deglutiveis, representam alternativas no tratamento da obesidade. O estudo comparativo revela dados promissores que reforçam o papel dessas tecnologias como ferramentas seguras e eficazes para pacientes que buscam perder peso sem cirurgia.        Por fim, no quarto e último dia do congresso, foram apresentados resultados e experiências de cirurgias revisionais no tratamento do Refluxo Gastroesofágico.      Ao longo do evento, foi discutida a colaboração que a inteligência artificial, junto ao Big Data, pode trazer para a especialidade médica, com evidência para área de cirurgia bariátrica e metabólica. Além disso, destacou-se a associação das medicações derivadas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, e o impacto que essas substâncias têm tanto quando associadas à cirurgia bariátrica e metabólica, contribuindo para a otimização dos resultados, quanto no tratamento de casos de reganho de peso significativo.     A conclusão que se tira é que a obesidade é uma doença grave, a maior pandemia do mundo, de origem multifatorial. Quanto maior for o arsenal terapêutico disponível, desde que seguro e eficiente, melhor. Assim, os medicamentos injetáveis, como as famosas canetas emagrecedoras, são muito bem-vindos. “No entanto, fica muito claro que pacientes com indicação para tratamento cirúrgico, seja pelo excesso de peso, pelas doenças associadas, pela boa condição clínica para realizar o procedimento, e pelo desejo e consciência da necessidade da cirurgia, ainda são melhor tratados por meio da intervenção cirúrgica do que por qualquer outra alternativa” encerra o especialista, Dr. Sallet.     Mais do que números, o Instituto de Medicina Sallet compartilhou no IFSO 2025 a principal missão: inovar, aprender e aplicar técnicas avançadas e tecnologias de ponta para oferecer o melhor cuidado aos nossos pacientes. Caso precise, conte conosco.  

Entrevista do Dr. Sallet para a BandNews sobre endurecimento de regras pela ANVISA para insumos de canetas emagrecedoras

Na última semana a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou restrições para a manipulação dos insumos das canetas emagrecedoras, afetando diretamente a importação dos componentes. As novas regras reforçam a segurança nos tratamentos, após constatar risco nas versões manipuladas.   O Dr. José Afonso Sallet, especialista em obesidade e CEO do Instituto de Medicina Sallet, participou de bate-papo para debater as melhores práticas de produção, exportação, conservação, comércio e tratamento. Além disso, responsabilidades e qualidade dos medicamentos foram também temas explorados durante a conversa.   Confira na íntegra a entrevista para o Band News.

Entrevista do Dr. Sallet sobre o veto das canetas emagrecedoras no SUS para o Band News

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) vetou a inclusão de duas canetas emagrecedoras no SUS, citando o altíssimo impacto financeiro. O Dr. José Afonso Sallet, especialista em obesidade e CEO do Instituto de Medicina Sallet, comentou a decisão e defende que, para os pacientes com indicação médica correta, a cirurgia bariátrica e metabólica ainda é o melhor tratamento, devido à sua maior eficácia e custo-benefício.   O especialista reconhece também, que as canetas podem ser úteis para pacientes com diabetes tipo 2 sem indicação cirúrgica. No entanto, alerta enfaticamente contra o uso estético e indiscriminado do medicamento, ressaltando potenciais efeitos colaterais.   Confira na íntegra a entrevista para o Band News.

Tratamentos para emagrecer: clínicos, endoscópicos e cirúrgicos

A obesidade é uma doença crônica que cresce de forma alarmante no Brasil e no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 57% dos brasileiros estão acima do peso, e cerca de 20% vivem com obesidade. A condição aumenta o risco de desenvolver doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, problemas cardíacos, apneia do sono e até alguns tipos de câncer.   Hoje, existem diversos tratamentos para emagrecimento que vão desde mudanças no estilo de vida e uso de medicamentos, até procedimentos endoscópicos e cirurgias para redução de peso. A escolha do método ideal depende do grau de obesidade, das comorbidades e do perfil do paciente.   A seguir, detalhamos as principais abordagens indicadas para o tratamento da obesidade.   Métodos clínicos: injeções de tirzepatida, semaglutida e liraglutida. Métodos endoscópicos: balão deglutível e balão intragástrico endoscópico. Método cirúrgico: cirurgia bariátrica (Sleeve e Bypass).   Métodos clínicos    Os tratamentos clínicos para emagrecimento combinam reeducação alimentar, atividade física e medicamentos que auxiliam no controle da fome e da saciedade. Entre os mais eficazes estão as injeções para emagrecer, que atuam em hormônios relacionados ao apetite.   Tirzepatida: é um medicamento injetável de aplicação semanal que age como agonista duplo dos receptores GIP e GLP-1. Como funciona: reduz o apetite, retarda o esvaziamento do estômago e melhora o controle da glicemia. Resultados: estudos mostram redução de 15% a 22% do peso corporal em até 72 semanas. Indicação: para pessoas com obesidade ou sobrepeso com doenças associadas, sob prescrição médica.   Semaglutida: é um agonista de GLP-1 também aplicado semanalmente. Como funciona: promove saciedade prolongada e melhora o controle glicêmico. Resultados: perda de 10% a 15% do peso corporal em cerca de 68 semanas. Indicação: pacientes com IMC ≥30 ou ≥27 com comorbidades.   Liraglutida: é um agonista de GLP-1 de aplicação diária. Como funciona: reduz a fome e ajuda no controle do peso a longo prazo. Resultados: perda média de 8% a 12% do peso em um ano. Indicação: tratamento contínuo em pacientes com sobrepeso ou obesidade.   As injeções para emagrecimento devem ser usadas somente com orientação médica, devido a possíveis efeitos colaterais e contraindicações.     Métodos endoscópicos    Os procedimentos endoscópicos para emagrecer são minimamente invasivos e indicados para pacientes com sobrepeso, quem deseja atingir o peso ideal sem intervenção cirúrgica ou aqueles que não possuem indicação para cirurgia bariátrica.   Balão deglutível (balão intragástrico de cápsula): Como funciona: o paciente engole uma cápsula conectada a um tubo fino. No estômago, ela é inflada com líquido e o tubo é retirado. Duração: cerca de 4 meses; o balão é eliminado naturalmente. Resultados: perda de 7% a 14% do peso corporal. Vantagens: pode ser repetida a colocação, não precisa de anestesia nem endoscopia para colocação.   Balão endoscópico: Como funciona: colocado por endoscopia em ambiente hospitalar e preenchido com soro ou ar para ocupar espaço no estômago. Duração: 6 a 12 meses, com remoção também por endoscopia. Resultados: perda média de 10% a 20% do peso corporal. Vantagens: pode ser repetida a colocação.   Método Cirúrgico   A cirurgia bariátrica é o tratamento mais eficaz para obesidade, promovendo grande perda de peso e melhora significativa das doenças associadas. Indicação: IMC ≥35 ou IMC ≥30 com comorbidades (diabetes, hipertensão, apneia do sono, etc.).   Principais técnicas:   Bypass gástrico: reduz o tamanho do estômago e altera o trajeto intestinal, diminuindo a absorção de calorias. Sleeve gástrico: remove parte do estômago, reduzindo a produção de grelina (hormônio da fome).   Resultados: perda de 60% a 80% do excesso de peso em até dois anos. Benefícios adicionais: melhora ou remissão de doenças como diabetes tipo 2 e hipertensão.   A escolha do método utilizado deve ser feita após avaliação com uma equipe multidisciplinar, que inclui endocrinologista, nutricionista, psicólogo e cirurgião. Essa abordagem garante mais segurança e melhores resultados. Cada paciente tem particularidades diferentes, caso precise de auxílio para escolher o melhor método para perda de peso, entre em contato conosco no Instituto de Medicina Sallet.

Reganho pós-bariátrica: causas, como evitar e tratamentos

A cirurgia bariátrica é considerada uma das intervenções mais eficazes no tratamento da obesidade, promovendo significativa perda de peso e melhora de diversas comorbidades metabólicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono. Porém, o reganho de peso é uma questão real e embora possa gerar preocupação, não significa que todo o processo foi perdido. Pelo contrário, é uma oportunidade de reavaliar hábitos, buscar suporte e retomar o cuidado com a saúde. Com as ferramentas e tratamentos disponíveis hoje, é possível reconquistar o equilíbrio e seguir adiante com mais confiança, bem-estar e qualidade de vida.     O reganho de peso pós-bariátrica acontece quando o paciente volta a ganhar parte do peso que havia perdido. Embora seja esperado um pequeno reganho fisiológico ao longo do tempo (geralmente entre 5% e 10% do peso perdido) aumentos mais expressivos podem indicar a necessidade de uma avaliação clínica detalhada e, muitas vezes, de intervenções específicas.      As causas do reganho são multifatoriais e envolvem aspectos físicos, emocionais, metabólicos e comportamentais. Entre os motivos mais frequentes estão o abandono de hábitos saudáveis, o retorno a padrões alimentares desorganizados, o sedentarismo, alterações anatômicas no trato gastrointestinal e a ausência de acompanhamento com equipe multidisciplinar. Além disso, fatores hormonais e emocionais, como ansiedade, depressão ou compulsão alimentar, também desempenham papel relevante.     Atualmente, após muitos avanços em tratamentos no controle da obesidade, foram desenvolvidas opções contra o reganho, são elas:     Acompanhamento multidisciplinar contínuo: a cirurgia bariátrica não encerra o tratamento da obesidade; é fundamental a manutenção do suporte por equipe que inclua médicos, nutricionistas, psicólogos e educadores físicos para promover hábitos alimentares adequados, suporte psicológico, atividade física e monitoramento frequente do paciente.     Terapias medicamentosas: o uso de medicamentos como a liraglutida, semaglutida ou tirzepatida, que atuam na regulação do apetite e saciedade, podem ser considerado uma alternativa eficaz para pacientes com reganho de peso pós-bariátrica, principalmente quando não há causas técnicas relacionadas à cirurgia.     Plasma de argônio: Técnica que promove a cauterização da anastomose gastrojejunal para reduzir seu diâmetro, diminuindo a passagem de alimentos e aumentando a saciedade, favorecendo o controle do peso sem necessidade de nova cirurgia. É considerada segura e com recuperação rápida.     Em resumo, o manejo do reganho de peso pós-bariátrico exige avaliação individualizada e combinação de estratégias clínicas, nutricionais, psicológicas, farmacológicas e endoscópicas para potencializar a perda ou manutenção do peso alcançado, sempre sob acompanhamento especializado. Caso precise de auxílio com o reganho pós-bariátrica, conte conosco do Instituto de Medicina Sallet.  

Entrevista do Dr. Sallet sobre “liraglutida brasileira” para o portal Olhar Digital

150 mil novas canetas de liraglutida produzidas no Brasil chegaram na última segunda-feira (04) em diversas redes de farmácias, o medicamento ficou conhecido como “Ozempic Brasileiro” da EMS e oferece mais acessibilidade aos consumidores em tratamento para obesidade. Confira na íntegra a entrevista para o portal Olhar Digital do Dr. José Afonso Sallet, CEO e cirurgião do aparelho digestivo no Instituto de Medicina Sallet.

Importância do cuidado da saúde bucal antes e pós cirurgia bariátrica

A saúde bucal é crucial tanto antes quanto após a cirurgia bariátrica devido às várias mudanças fisiológicas, nutricionais e comportamentais que ocorrem nesse processo.   Antes da cirurgia, o cuidado com a saúde oral é fundamental para identificar e tratar possíveis focos de infecção, cáries, doenças periodontais e outras condições bucais que poderiam complicar o pós-operatório. Pacientes com boa saúde bucal têm menor risco de infecções e complicações sistêmicas. Além disso, uma dentição saudável facilita a mastigação adequada, essencial após a cirurgia, quando a capacidade gástrica é reduzida e a alimentação passa por adaptações para garantir a nutrição adequada.   No pós-operatório, a saúde bucal pode ser comprometida por vários fatores, como a diminuição do fluxo salivar (xerostomia), alterações no pH bucal e na microbiota oral, vômitos frequentes e regurgitação ácida, que aumentam o risco de erosão dentária, cáries e doenças periodontais. A dieta restrita e o consumo aumentado de alimentos e bebidas ácidas ou açucaradas, associados à redução da produção de saliva, favorecem o surgimento de lesões bucais e infecções oportunistas, como candidíase. A baixa absorção de nutrientes, especialmente vitaminas e minerais importantes para a saúde óssea e dentária, também contribui para a fragilização da estrutura dental e gengival.   Por esses motivos, é essencial o acompanhamento frequente com o cirurgião-dentista na equipe de cuidado do paciente bariátrico. Esse acompanhamento odontológico regular possibilita o controle dos danos, prevenção de complicações, orientação de higiene oral correta, aconselhamento nutricional específico para preservar a saúde bucal, e o manejo adequado das consequências do procedimento.   Recomendações práticas incluem orientação sobre escovação cuidadosa com pasta dental fluoretada, uso do fio dental, estímulo ao fluxo salivar (ingestão de água), cuidados para evitar a erosão dentária (redução do consumo de alimentos ácidos, bochechos alcalinos após vômitos) e consultas odontológicas regulares para monitoramento e intervenção precoce.   Em resumo, a importância do cuidado da saúde bucal antes e após a cirurgia bariátrica está relacionada à prevenção de complicações locais que podem interferir no sucesso do tratamento geral do paciente e na sua qualidade de vida. A integração do atendimento odontológico ao tratamento bariátrico aumenta a efetividade da cirurgia e reduz riscos à saúde geral.

Dumping vs. Hipoglicemia: entenda a diferença e como lidar com cada um após a bariátrica

Depois da cirurgia bariátrica, é natural surgirem dúvidas sobre os efeitos que podem aparecer no dia a dia. Entre os desconfortos mais comuns, e frequentemente confundidos, estão o dumping e a hipoglicemia reativa. Apesar de causarem sintomas parecidos, essas duas condições têm origens diferentes e exigem cuidados específicos.   O dumping, conhecido também como síndrome de esvaziamento gástrico rápido, acontece quando o alimento chega ao intestino muito depressa, sem estar totalmente digerido. Isso costuma ocorrer principalmente após o consumo de açúcares simples ou líquidos em excesso junto das refeições. O organismo reage de forma abrupta, gerando sintomas como sudorese, tontura, náusea, palpitação, diarreia e uma sensação intensa de mal-estar logo nos primeiros minutos após a refeição. Em geral, os sintomas surgem entre 10 a 30 minutos após comer e duram de 30 minutos a uma hora. É uma reação desconfortável, mas que pode ser evitada com ajustes na alimentação.   Já a hipoglicemia reativa é um pouco diferente. Nesse caso, a pessoa até começa a se sentir bem depois de comer, mas cerca de uma a três horas após a refeição, especialmente se ela foi rica em carboidratos simples, o corpo libera uma grande quantidade de insulina. Como consequência, os níveis de glicose no sangue caem rapidamente, gerando sintomas como fraqueza, tremores, confusão mental, sudorese fria, fome intensa e, em casos mais graves, até desmaios. Diferente do dumping, a hipoglicemia tende a afetar mais o sistema neurológico, e menos o gastrointestinal.     Característica Dumping Hipoglicemia Reativa Quando ocorre? 10–30 min após a refeição 1–3 horas após a refeição Causa principal Esvaziamento gástrico rápido Queda brusca da glicemia Relação com alimentos Açúcares e líquidos juntos Excesso de carboidratos Sintomas gastrointestinais Comuns (náuseas, diarreia) Raros Sintomas neurológicos Menos frequentes Mais frequentes (confusão, tremores)   A grande questão é que muitos pacientes confundem uma situação com a outra, o que pode atrapalhar o tratamento e até piorar os sintomas. Saber identificar o que está acontecendo é o primeiro passo para fazer as escolhas certas. Enquanto o dumping está ligado ao esvaziamento acelerado do estômago, a hipoglicemia está relacionada ao excesso de insulina após refeições mal equilibradas.   Em ambos os casos, a alimentação é a principal ferramenta de prevenção. Evitar açúcares simples, fracionar bem as refeições, incluir proteínas e fibras nos pratos e não ingerir líquidos junto com as refeições são estratégias que ajudam muito no controle. Observar como seu corpo reage a determinados alimentos também é fundamental, já que cada organismo responde de maneira única.   Se os episódios forem frequentes ou intensos, não hesite em procurar seu médico ou nutricionista. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar a dieta, iniciar suplementação ou investigar outras causas. O mais importante é entender que, embora esses efeitos possam parecer assustadores no início, eles são administráveis com o suporte adequado e com o conhecimento certo.   Ter consciência sobre o que é dumping e o que é hipoglicemia te dá autonomia para cuidar melhor da sua saúde e viver com mais segurança e qualidade de vida no pós-bariátrica. Caso precise de auxílio, conte conosco do Instituto de Medicina Sallet.

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