A importância das vitaminas específicas para pacientes bariátricos

A cirurgia bariátrica já se revelou como a abordagem mais eficaz no tratamento da obesidade, promovendo perda de peso significativa e melhora de diversas condições associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e apneia do sono. No entanto, esse procedimento altera de forma importante o funcionamento do sistema digestivo, especialmente no que diz respeito à absorção de nutrientes. Por isso, a suplementação com vitaminas específicas para pacientes bariátricos é uma parte fundamental do cuidado após a cirurgia. Após a realização da cirurgia, seja ela do tipo bypass gástrico ou sleeve, o corpo passa a absorver menos nutrientes. Isso acontece porque há uma redução no tamanho do estômago, o que limita a ingestão de alimentos, e também porque há alterações no trajeto intestinal, fazendo com que os alimentos tenham menos contato com as regiões responsáveis pela absorção de vitaminas e minerais. Como consequência, o risco de deficiências nutricionais aumenta consideravelmente, sendo comum a carência de ferro, vitamina B12, cálcio, vitamina D e ácido fólico, entre outros. É importante destacar que vitaminas comuns, disponíveis em farmácias ou supermercados, geralmente não são adequadas para atender às necessidades de quem passou por uma cirurgia bariátrica. Esses suplementos costumam ter doses insuficientes, baixa absorção e, em alguns casos, formatos de difícil digestão para quem tem um estômago reduzido. Já as vitaminas formuladas especialmente para pacientes bariátricos são desenvolvidas com base em evidências científicas, levando em consideração a nova realidade metabólica do organismo. Elas oferecem doses ajustadas, formatos de fácil digestão e absorção, como cápsulas líquidas, mastigáveis ou menores, e uma combinação equilibrada de nutrientes que evita interferências entre eles, como a competição entre ferro e cálcio. A falta de suplementação adequada pode trazer consequências sérias, como anemias por deficiência de ferro, B12 ou ácido fólico, enfraquecimento dos ossos devido à falta de cálcio e vitamina D, distúrbios neurológicos causados por deficiência de vitaminas do complexo B, além de sintomas como cansaço excessivo, queda de cabelo, unhas fracas e até prejuízos cognitivos. Esses efeitos comprometem não apenas a saúde física, mas também a qualidade de vida e o sucesso da cirurgia a longo prazo. Por isso, o uso de vitaminas específicas deve ser acompanhado de um cuidado constante com a saúde. Consultas regulares com equipe multidisciplinar, incluindo médico, nutricionista e outros profissionais especializados, são essenciais para monitorar os níveis nutricionais por meio de exames e ajustar a suplementação de acordo com as necessidades individuais. Manter o comprometimento com a suplementação correta após a cirurgia é um passo essencial para garantir os benefícios do procedimento ao longo do tempo. Cuidar da saúde nutricional é cuidar da durabilidade dos resultados, do bem-estar geral e da qualidade de vida. Caso precise de auxílio para cuidar da sua saúde nutricional, entre em contato conosco do Instituto de Medicina Sallet.
Abordagens combinadas no combate à obesidade: estratégias inovadoras para perda e manutenção do peso

A obesidade é uma doença crônica, multifatorial e progressiva, reconhecida mundialmente como um dos maiores desafios de saúde pública. Suas causas envolvem uma complexa interação entre genética, ambiente, comportamento e fatores metabólicos. Justamente por essa complexidade, o tratamento da obesidade exige, cada vez mais, uma abordagem integrada, que vai além das estratégias isoladas. Nos últimos anos, tem se fortalecido a utilização da combinação de métodos terapêuticos, unindo intervenções cirúrgicas, endoscópicas e farmacológicas, com resultados promissores tanto na perda de peso pré-cirúrgica quanto na manutenção dos resultados a longo prazo. Estratégias pré-cirúrgicas: otimizando o caminho Para muitos pacientes, o uso de medicamentos injetáveis antes da cirurgia bariátrica tem se tornado uma etapa fundamental e uma ferramenta facilitadora do tratamento, já que em alguns casos é necessária a perda de peso prévia. As finalidades dessa abordagem incluem: Redução do volume hepático: o acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática) dificulta o acesso cirúrgico e aumenta o risco de complicações. Perda de peso inicial: mesmo uma perda modesta de 5% a 10% do peso já é capaz de melhorar parâmetros metabólicos e reduzir riscos anestésicos. Adesão ao tratamento: essa etapa funciona também como uma fase de preparação, tanto fisiológica quanto comportamental, estimulando o paciente a se engajar nas mudanças que serão necessárias no pós-operatório. Balão deglutível e terapias medicamentosas: preparando o terreno para o sucesso Para pacientes que não são candidatos à cirurgia bariátrica ou que buscam uma intervenção menos invasiva, a combinação de balões intragástricos deglutíveis com medicamentos injetáveis oferece uma alternativa valiosa. O balão deglutível, que é inserido e posteriormente expelido naturalmente, ocupa espaço no estômago, promovendo a saciedade e auxiliando na redução da ingestão de alimentos. Atualmente, uma estratégia que tem se mostrado eficiente é a associação do balão com o uso de medicações injetáveis, especialmente durante ou após o período em que o balão está ativo. O objetivo é potencializar a perda de peso, melhorar a adesão às mudanças comportamentais e evitar o reganho após a retirada do balão. Além disso, essa combinação tem sido empregada como preparação para a cirurgia bariátrica em pacientes que apresentam risco cirúrgico elevado devido ao excesso de peso ou comorbidades graves, ajudando a reduzir o risco operatório. Cirurgia bariátrica e medicamentos injetáveis: uma dupla potente contra o reganho A cirurgia bariátrica, seja por meio de procedimentos como o bypass gástrico ou a gastrectomia vertical, também conhecida como sleeve, é reconhecida como a ferramenta mais eficaz para a perda de peso significativa e a remissão de comorbidades associadas à obesidade grave. No entanto, o reganho de peso é uma preocupação para muitos pacientes a longo prazo. É nesse ponto que a combinação com medicamentos injetáveis, como os análogos de GLP-1 (ex: liraglutida, semaglutida) ou os agonistas duplos (ex: tirzepatida), tem se mostrado particularmente promissora. Esses medicamentos atuam de diversas formas, incluindo na redução do apetite, o retardo do esvaziamento gástrico e a melhora da sensibilidade à insulina. Essa abordagem combinada reconhece que a cirurgia, embora poderosa, é uma ferramenta que pode ser complementada para otimizar os resultados e enfrentar a complexidade da fisiologia do reganho de peso. A luta contra a obesidade não pode ser encarada como uma intervenção única, mas como um processo contínuo de cuidado e acompanhamento multidisciplinar. A combinação de métodos, como cirurgia bariátrica, balão deglutível e medicamentos injetáveis, oferece uma abordagem mais robusta, personalizada e eficaz, capaz de não apenas promover perda de peso, mas também melhorar a qualidade de vida e reduzir riscos associados. O futuro do tratamento da obesidade está na integração de recursos, na personalização do cuidado e na compreensão de que essa é uma doença crônica, que exige soluções sustentáveis e acompanhamento constante. Caso precise de acompanhamento de equipe multidisciplinar especializada em obesidade, entre em contato conosco no Instituto de Medicina Sallet!
Cirurgia bariátrica é o método mais eficaz e duradouro no tratamento da obesidade, apontam estudos

Estudos recentes revelam que a cirurgia bariátrica é o tratamento para obesidade mais eficaz e duradouro, comparado ao tratamento clínico com medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. No Brasil, o preço médio do tratamento com os injetáveis já pode atingir o valor de R$45 mil ao longo de um ano. A obesidade é uma doença crônica e multifatorial que atinge milhões de pessoas ao redor do mundo todos os anos. Embora os novos fármacos representem um avanço da medicina, a cirurgia bariátrica ainda se posiciona como o método mais eficaz e duradouro para muitos pacientes, especialmente para aqueles com graus mais elevados de obesidade. Pesquisas apresentadas no Congresso Anual da American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (ASMBS) revelaram que a cirurgia bariátrica promove perda de peso média de 30%, mantida por até 10 anos. Esse número apresenta resultados superiores comparados aos resultados com os derivados da tizerpatida e da semaglutida, que podem manter as perdas entre 14% à 22%. Além disso, a interrupção do tratamento medicamentoso muitas vezes leva ao reganho em um ano de 50% do peso perdido. Remissão e controle de comorbidades A obesidade está intrinsecamente ligada a uma série de comorbidades graves, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono, dislipidemia e doenças cardiovasculares. O procedimento cirúrgico não promove apenas a perda de peso, mas também é efetivo na remissão ou melhora significativa dessas condições. “A cirurgia bariátrica representa um tratamento com benefícios duradouros e impactos econômicos e sociais na saúde do paciente para a vida toda”, segundo o depoimento do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Juliano Canavarros, para o site da SBCBM. Por exemplo, a remissão do diabetes tipo 2 pode ocorrer em até 80% dos pacientes após a cirurgia, superando os resultados alcançados com tratamentos medicamentosos isolados. Essa melhora se deve não apenas à perda de peso, mas também a alterações hormonais e metabólicas diretas induzidas pelos procedimentos bariátricos, que modificam a fisiologia gastrointestinal. Alterações fisiológicas e metabólicas duradouras Os procedimentos bariátricos, como o bypass gástrico e o sleeve, não são apenas restritivos (diminuindo o tamanho do estômago), mas também envolvem fatores dissabsortivos e hormonais. Essas alterações fisiológicas e metabólicas induzidas pela cirurgia afetam a produção de hormônios intestinais que regulam o apetite, a saciedade e o metabolismo da glicose, proporcionando um controle mais robusto e duradouro sobre o peso e as comorbidades. Medicamentos como a tirzepatida e a semaglutida mimetizam a ação de hormônios naturais, mas sua ação é exógena e dependente da administração contínua, enquanto a cirurgia induz uma reprogramação metabólica endógena, ou seja, iniciada no interior do organismo. Qualidade de vida e aspectos psicossociais A melhora da qualidade de vida é outro ponto em que a cirurgia bariátrica se sobressai. A redução do peso corporal e a melhora das comorbidades resultam em maior mobilidade, disposição, autoestima e menor impacto psicossocial da obesidade. Pacientes relatam maior participação em atividades sociais e físicas, com resultados positivos para sua saúde mental e bem-estar geral. Efeitos colaterais Além disso, a ingestão de medicamentos, em determinados casos, por exemplo, pode ocasionar outros problemas de saúde como a sobrecarga hepática e renal. E ainda causar náuseas, vômitos, diarreia e outros efeitos gastrointestinais. Embora os avanços nos tratamentos medicamentosos sejam promissores e ofereçam novas opções, eles complementam, mas não substituem, o papel da cirurgia bariátrica em que a eficácia e a durabilidade dos resultados são cruciais para a saúde e o bem-estar do paciente. A decisão sobre o melhor tratamento deve ser individualizada, considerando o perfil do paciente, o grau da obesidade, as comorbidades e a resposta a terapias anteriores, sempre em conjunto com uma equipe multidisciplinar. Caso precise, conte conosco. Obesidade no Brasil – Dados compartilhados pelo SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), do Ministério da Saúde, apontam que 34,66% da população estava com algum nível de obesidade no ano de 2024, quando foram avaliados mais de 26,2 milhões de pessoas. O levantamento aponta que o número de pessoas com índice de massa corporal (IMC) grau III, atingiu 1.161.831 milhões de pessoas no ano passado ou 4,63%; o número de pessoas com obesidade grau II soma 2.176.071 de pessoas ou 8,67% da população e com obesidade grau I atinge 5.348.439, representando 21,31% da população.
Novas regras estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para cirurgia bariátrica e outros procedimentos

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou novas diretrizes para a realização da cirurgia bariátrica no Brasil, visando aprimorar a segurança e a eficácia do procedimento. As atualizações abrangem critérios de idade, comorbidades associadas e técnicas cirúrgicas autorizadas. Idade mínima para realização da cirurgia A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado e que apresentem comorbidades associadas. As novas regras estabelecem: Adolescentes entre 14 a 16 anos: A cirurgia será permitida em jovens com IMC acima de 40 (obesidade grau III) em caráter experimental, dentro dos protocolos da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CEP/Conep). Adolescentes entre 16 e 18 anos: Além da análise do risco-benefício, é exigida a presença de um pediatra na equipe multiprofissional e a consolidação das cartilagens nas epífises de crescimento dos punhos, ou seja, o fechamento ou amadurecimento das áreas de crescimento ósseo nos punhos, indicando que o crescimento do adolescente está praticamente finalizado. Acima de 65 anos: A cirurgia é permitida, desde que respeitadas as condições gerais e após avaliação do risco-benefício . Comorbidades Associadas A lista de comorbidades que podem justificar a indicação da cirurgia bariátrica foi ampliada. Agora, além das condições previamente reconhecidas, incluem-se: Infertilidade masculina e feminina Disfunção erétil. Síndrome dos ovários policísticos. Veias varicosas e doença hemorroidária Hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebral). Estigmatização social Depressão Essas condições podem ser consideradas na avaliação para a indicação da cirurgia bariátrica. Técnicas cirúrgicas autorizadas O CFM reconhece como procedimentos válidos para a cirurgia bariátrica: Banda gástrica ajustável. Gastrectomia vertical. Derivação gastrojejunal e Y de Roux. Cirurgia de Scopinaro. Switch duodenal. Qualquer outra técnica não reconhecida deve ser aprovada pela Comissão de Novos Procedimentos do CFM e registrada na CEP/Conep para ser realizada no Brasil. Equipe multidisciplinar e estrutura hospitalar A equipe responsável pela cirurgia bariátrica deve ser composta por profissionais capacitados, incluindo cirurgião com formação específica, clínico, nutrólogo e/ou nutricionista, psiquiatra e/ou psicólogo, fisioterapeuta, anestesiologista, enfermeiros e auxiliares de enfermagem familiarizados com o manejo desses pacientes. Além disso, o hospital precisa apresentar condições adequadas para atender os pacientes com obesidade, possuir UTI e aparelho anestésico regulável para ciclagem com grandes volumes e baixa pressão. As novas diretrizes do CFM visam garantir que a cirurgia bariátrica seja realizada de forma segura e eficaz, considerando as especificidades de cada paciente. É fundamental que os pacientes interessados no procedimento procurem os melhores e mais experientes profissionais especializados para uma avaliação completa e individualizada. Caso precise, conte com o Instituto de Medicina Sallet.
Tratamento medicamentoso pós-bariátrica: estratégias para o controle do reganho

A medicina avança cada dia mais no desenvolvimento de intervenções e tratamentos com novas estratégias para combater a obesidade e também, o reganho de peso após cirurgia bariátrica. O procedimento é uma ferramenta eficaz no tratamento da obesidade grau II e III e de suas comorbidades. No entanto, alguns pacientes podem experimentar reganho de peso nos anos subsequentes ao procedimento. Esse fenômeno, multifatorial por natureza, pode ocorrer por questões comportamentais, anatômicas, metabólicas ou hormonais. Reganho de peso pós-bariátrico: um desafio real Apesar da eficácia inicial da cirurgia bariátrica — como o bypass gástrico e a gastrectomia vertical (sleeve) — estudos indicam que entre 20% e 35% dos pacientes podem recuperar parte do peso perdido, principalmente após 2 a 5 anos do procedimento. Fatores como alimentação inadequada, sedentarismo, distúrbios emocionais, dilatação da bolsa gástrica ou da anastomose e a adaptação metabólica contribuem para esse quadro. Nos últimos anos, medicamentos injetáveis voltados ao controle do apetite e metabolismo têm se destacado como alternativa para esses casos. Medicamentos injetáveis: uma nova frente terapêutica Entre as medicações injetáveis utilizadas no controle do peso, destacam-se principalmente os agonistas do receptor de GLP-1 (glucagon-like peptide-1), uma classe originalmente desenvolvida para o tratamento do diabetes tipo 2. Esses medicamentos atuam simulando a ação desse hormônio intestinal que regula o apetite, a saciedade e a motilidade gástrica. Quando o uso das canetas é indicado? O uso de medicamentos injetáveis deve ser considerado em pacientes pós-bariátricos que: Apresentam reganho significativo de peso (geralmente >10% do peso mínimo atingido). Não conseguiram resposta adequada com mudanças no estilo de vida. Não apresentam contraindicações clínicas aos remédios. Mostram motivação para aderir ao tratamento multidisciplinar. É fundamental que o tratamento seja individualizado e conduzido por equipe especializada (endocrinologista, nutricionista, psicólogo e cirurgião bariátrico). Resultados esperados e monitoramento Embora a resposta varie entre indivíduos, muitos pacientes conseguem recuperar parte do peso perdido após o uso dos injetáveis, além de melhora na compulsão alimentar, controle glicêmico e qualidade de vida. O acompanhamento clínico é essencial para: Ajuste da dosagem. Manejo de efeitos colaterais. Monitoramento laboratorial. Integração com outras estratégias: reeducação alimentar, exercício físico e, quando necessário, intervenção endoscópica ou cirúrgica. O reganho de peso após cirurgia bariátrica é um desafio frequente, mas não representa fracasso do tratamento. Com os avanços na medicina, os medicamentos injetáveis, especialmente os agonistas do GLP-1, vêm se consolidando como aliados importantes para o controle do peso nessa população. O sucesso, porém, depende da abordagem contínua, multidisciplinar e centrada no paciente. Caso precise, conte conosco do Instituto de Medicina Sallet.
Medicamentos para emagrecimento: eficácia a longo prazo e novas regras dos injetáveis

Os novos tratamentos medicamentosos podem ser uma ferramenta valiosa no processo de perda de peso e na manutenção do sobrepeso a longo prazo. No entanto, alcançar o sucesso durante o tratamento e evitar o reganho após a interrupção da medicação, exige acompanhamento e uma abordagem clínica integrada e consciente. Ao mesmo tempo, recentes regulamentações alteram o acesso a alguns medicamentos, como o Ozempic, Mounjaro, Wegovy e outros sintéticos do GLP 1, trazendo impacto aos tratamentos de sobrepeso e obesidade. Sucesso VS. reganho pós-tratamento medicamentoso O uso de medicamentos para auxiliar na perda de peso deve ser encarado como parte de uma estratégia ampla, multifacetada e com mudanças no estilo de vida. Para que o tratamento seja bem-sucedido e os resultados se mantenham após a sua interrupção, algumas medidas são cruciais: Adesão rigorosa e informada: Seguir as orientações médicas quanto à dose, horários e duração do tratamento é fundamental. Compreender como o medicamento age no seu corpo e quais os potenciais efeitos colaterais aumenta o engajamento e a adesão. Mudanças sustentáveis no estilo de vida: A medicação oferece um suporte importante durante o processo de emagrecimento, mas a manutenção do peso perdido a longo prazo depende intrinsecamente da adoção de hábitos saudáveis. Isso inclui uma alimentação equilibrada e nutritiva, prática regular de atividade física e sono de qualidade. Desenvolvimento de estratégias comportamentais: Aprender a lidar com gatilhos alimentares, controlar a ansiedade e o estresse sem recorrer à comida, e desenvolver uma relação saudável com a alimentação são aspectos essenciais para evitar o reganho. O acompanhamento psicológico ou a terapia comportamental são muito úteis durante o processo. Transição gradual e monitorada: Assim como o início do tratamento, a interrupção da medicação deve ser sempre feita sob orientação médica. O médico poderá avaliar o momento adequado e, se necessário, reduzir a dose gradualmente para permitir que o corpo se ajuste. O monitoramento contínuo após a suspensão do medicamento é importante para identificar precocemente qualquer sinal de reganho. Foco na manutenção, não apenas na perda: O objetivo final não é apenas perder peso, mas manter um peso saudável a longo prazo. Isso requer um compromisso contínuo com os hábitos saudáveis e um acompanhamento médico regular para ajustes e orientações. Identificação e tratamento de causas subjacentes: Em alguns casos, o sobrepeso e a obesidade podem estar associados a outras condições de saúde ou fatores emocionais. Identificar e tratar essas causas subjacentes é fundamental para o sucesso do tratamento e a prevenção do reganho. O impacto da exigência de receita para injeções de emagrecimento Após recomendações do Conselho Federal de Medicina (CFM), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) iniciou a regulamentação das injeções emagrecedoras, para obter maior controle e evitar a venda indiscriminada do remédio para fins estéticos. No entanto, esse assunto já havia gerado debate e era de conhecimento expresso em documento publicado ano passado em conjunto pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Essa mudança no processo de tratamento traz algumas implicações importantes: Maior segurança para o paciente: A exigência de receita garante que o uso desses medicamentos seja feito sob supervisão médica, após uma avaliação individualizada do paciente. Isso minimiza os riscos de efeitos colaterais, interações medicamentosas e uso inadequado. Tratamento mais individualizado: O médico poderá avaliar o histórico de saúde do paciente, suas comorbidades e outros medicamentos em uso para determinar se o Ozempic ou outra medicação similar é a opção mais adequada e segura. A dose e a duração do tratamento também serão personalizadas. Acesso facilitado à informação e acompanhamento: A consulta médica se torna o momento para o paciente receber informações detalhadas sobre o medicamento, seus benefícios, riscos e a importância da adesão a um estilo de vida saudável. O acompanhamento regular permite monitorar a eficácia do tratamento e realizar ajustes, se necessário. Combate ao uso indiscriminado: A necessidade de receita visa coibir o uso indiscriminado e sem orientação médica desses medicamentos, que podem ter efeitos colaterais significativos e não são adequados para todos os indivíduos que desejam perder peso. Valorização da abordagem multidisciplinar: A prescrição médica geralmente está inserida em um plano de tratamento mais amplo, que pode incluir orientação nutricional, atividade física e suporte psicológico, reforçando a importância de uma abordagem multidisciplinar para o sucesso a longo prazo. Injeções de emagrecimento que agora exigem receita da ANVISA Soliqua Victoza Trulicity Saxenda Xultophy Ozempic Rybelsus Wegovy Mounjaro Povitztra Extensior Lirux Olire O tratamento medicamentoso para perda de peso pode ser um aliado importante, mas o sucesso a longo prazo e a prevenção do reganho dependem de um compromisso contínuo com um estilo de vida saudável e de um acompanhamento médico regular. As novas regulamentações da ANVISA para a prescrição de medicamentos injetáveis, como o Ozempic, reforçam a importância da segurança do paciente e da individualização do tratamento. Se você está considerando o uso de medicamentos para perda de peso, converse com seu médico de confiança para entender as opções disponíveis e construir um plano de tratamento eficaz e seguro. Caso precise, conte conosco do Instituto de Medicina Sallet.
Guia completo sobre as injeções para emagrecimento

Nos últimos anos, uma nova classe de medicamentos injetáveis tem ganhado destaque no cenário do tratamento da obesidade e da diabetes tipo 2: os estimulantes do receptor do peptídeo, hormônio semelhante ao glucagon-1 (GLP-1). Nomes como Mounjaro, Wegovy, Ozempic e suas variações têm gerado grande interesse, prometendo auxílio na perda de peso e no controle glicêmico. E com a novidade em tratamentos na busca do emagrecimento, as dúvidas crescem de acordo com o aumento da demanda. É muito importante, antes de tudo, entender como esses medicamentos funcionam. O GLP-1 é um hormônio que nosso corpo produz naturalmente no intestino e tem várias funções importantes. Ele ajuda a liberar insulina, o que é útil para reduzir os níveis de açúcar no sangue após as refeições. Além disso, o GLP-1 inibe a produção de glucagon, um hormônio que aumenta a glicose no sangue. Por fim, ele também atrasa o esvaziamento do estômago, fazendo com que a sensação de saciedade dure mais tempo, e age em áreas do cérebro para diminuir o apetite. É fundamental frisar que esses medicamentos não são uma solução mágica para emagrecer e não são adequados para todos. A decisão de iniciar o tratamento com uma das injeções deve ser tomada em conjunto com um médico especialista (endocrinologista, cirurgião bariátrico, metabologista), após uma avaliação completa do histórico médico, estilo de vida e outras condições de saúde do paciente. O tratamento O tratamento com esses medicamentos normalmente consiste em injeções subcutâneas, que são aplicadas sob a pele, uma vez por semana. O médico geralmente começa com uma dose baixa e aumenta gradualmente para reduzir os efeitos colaterais. Entre os benefícios potenciais, está a possibilidade de perda de peso significativa, como demonstrado em estudos clínicos que mostram resultados expressivos, especialmente com doses mais altas. Além disso, há uma melhora no controle da glicemia, com a redução dos níveis de açúcar no sangue e da hemoglobina glicada (HbA1c) em pacientes com diabetes tipo 2. Alguns estudos também indicam benefícios cardiovasculares, como a diminuição do risco de eventos cardíacos em pessoas com diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares já diagnosticadas. Por último, a perda de peso pode ajudar a melhorar outras condições de saúde, como apneia do sono, hipertensão e colesterol alto. Como qualquer medicamento, os análogos do GLP-1 podem causar efeitos colaterais, que geralmente são leves a moderados e tendem a diminuir com o tempo. Os mais comuns incluem náuseas, especialmente no início do tratamento e durante o aumento da dose; Vômitos; Diarreia ou constipação; Dor abdominal, e azia ou refluxo. Efeitos colaterais mais raros, mas que devem ser mencionados pelo médico, incluem pancreatite, problemas na vesícula biliar e, em estudos com animais, um aumento no risco de tumores de tireoide (a relevância para humanos ainda está sendo investigada). Antes de iniciar o tratamento, algumas considerações importantes devem ser levadas em conta. É crucial informar o médico sobre todas as condições de saúde preexistentes, alergias e medicamentos utilizados, incluindo suplementos e fitoterápicos. Deve-se entender que esses medicamentos são ferramentas para auxiliar na perda de peso e no controle glicêmico, mas não substituem um estilo de vida saudável, que inclui dieta equilibrada e atividade física regular. E o tratamento é geralmente de longo prazo, e a interrupção sem orientação médica pode levar à recuperação do peso perdido ou ao descontrole glicêmico. Além disso, esses medicamentos podem ter um custo elevado, e a cobertura por planos de saúde pode variar, sendo importante verificar a disponibilidade e os custos envolvidos. É essencial manter consultas regulares com o médico para monitorar a eficácia do tratamento, ajustar a dose se necessário e identificar e manejar quaisquer efeitos colaterais. O sucesso do paciente depende de uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir o acompanhamento de nutricionistas e educadores físicos. Antes de iniciar o tratamento, é recomendável discutir algumas questões essenciais com o médico, como se o paciente é um candidato adequado para este tipo de medicamento, quais são os benefícios esperados no caso específico do paciente, quais são os possíveis efeitos colaterais e como podem ser manejados, qual é a dose inicial e como será o aumento gradual, por quanto tempo será necessário usar a medicação, como este medicamento interage com outros que o paciente utiliza, qual é o custo do tratamento e se há opções de cobertura, quais são as mudanças no estilo de vida que precisam ser adotadas em conjunto com a medicação e com que frequência será necessário o acompanhamento médico. A decisão de iniciar esse tratamento deve ser cuidadosamente considerada, com base em uma avaliação médica completa e uma compreensão clara dos benefícios e riscos envolvidos. Por fim, é fundamental consultar um médico de confiança, esclarecer todas as dúvidas e trabalhar em conjunto com o profissional para determinar se essa é a melhor opção para a jornada de saúde do paciente. Caso precise de ajuda, conte conosco do Instituto de Medicina Sallet.
7 doenças associadas à obesidade que podem levar a cegueira

Estudo recente da revista Science mostrou a influência do sobrepeso e obesidade envolvendo mecanismos indiretos que podem levar à perda de visão. A doença multifatorial, manifestada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, afeta todo o organismo e também pode prejudicar o sistema ocular. Problemas de visão relacionados à obesidade: Retinopatia Diabética Retinopatia Hipertensiva Catarata Glaucoma Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) Trombose Ocular Síndrome do Olho Seco (associada à inflamação e distúrbios metabólicos) A principal ligação entre obesidade e problemas visuais reside no aumento da probabilidade de desenvolver doenças sistêmicas crônicas. A diabetes tipo 2, por exemplo, é uma das comorbidades mais fortemente associadas à obesidade. A persistente hiperglicemia característica do diabetes pode causar danos progressivos aos pequenos vasos sanguíneos em todo o corpo, incluindo os delicados vasos da retina. Essa complicação, conhecida como retinopatia diabética, é uma das principais causas de cegueira em adultos em todo o mundo. Inicialmente, pode apresentar sintomas sutis, como visão embaçada ou dificuldade em enxergar à noite, mas, caso não seja controlada, pode evoluir para hemorragias, edema macular e, eventualmente, descolamento da retina e perda de visão irreversível. Além disso, indivíduos com diabetes têm um risco aumentado de desenvolver outras condições oculares, como a catarata (opacificação do cristalino) e o glaucoma (lesão do nervo óptico). Outra condição sistêmica fortemente ligada à obesidade é a hipertensão arterial. A pressão sanguínea elevada exerce uma força excessiva sobre as paredes dos vasos sanguíneos, incluindo os da retina. Com o tempo, essa pressão pode danificar esses vasos, levando à retinopatia hipertensiva. Os sinais podem variar de alterações leves nos vasos sanguíneos a hemorragias retinianas, exsudatos (depósitos de fluido) e, em casos graves, inchaço do nervo óptico e perda de visão. Por fim, a obesidade frequentemente acompanha níveis elevados de colesterol e outros lipídios no sangue. Esses distúrbios lipídicos podem contribuir para o acúmulo de depósitos nos vasos sanguíneos, incluindo os que irrigam os olhos. Esse processo pode levar a eventos como a trombose ocular, onde um vaso sanguíneo na retina é bloqueado, interrompendo o fluxo sanguíneo e causando perda súbita de visão. Além das doenças sistêmicas, a própria obesidade induz outros mecanismos que podem prejudicar a saúde ocular. O estado de inflamação crônica de baixo grau, característico da obesidade, tem sido implicado no desenvolvimento e progressão de diversas doenças, incluindo a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma das principais causas de perda de visão em idosos. O estresse oxidativo, também aumentado em indivíduos obesos, é outro fator que pode danificar as células oculares e contribuir para o desenvolvimento de condições como catarata e DMRI. A apneia obstrutiva do sono (SAOS), uma condição comum em pessoas com obesidade, também tem sido associada a um risco aumentado de certas doenças oculares, particularmente o glaucoma. As repetidas quedas nos níveis de oxigênio durante os episódios de apneia podem afetar a saúde do nervo óptico. É crucial entender que a obesidade não é apenas uma questão estética; ela representa um fator de risco significativo para diversos problemas de saúde, incluindo aqueles que afetam a visão. Além disso, indivíduos com sobrepeso ou obesidade devem realizar exames oftalmológicos regulares para a detecção precoce de quaisquer alterações e para o manejo adequado das condições subjacentes que podem comprometer a visão. Caso precise de acompanhamento médico, conte com a equipe do Instituto de Medicina Sallet.
Colágeno no auxílio do consumo de água no pós-bariátrica

A cirurgia bariátrica é um ponto de partida para um uma nova jornada na melhora da saúde para muitas pessoas. No entanto, o período pós-operatório exige uma atenção redobrada a diversos aspectos, incluindo a hidratação, nutrição e suplementação. Com isso, o colágeno hidrolisado pode ser um grande aliado no auxílio de consumo de água, com benefícios além da simples hidratação e contribuindo para o sucesso a longo prazo do procedimento. Um dos maiores desafios no pós-bariátrica é garantir a ingestão adequada de líquidos. A redução do tamanho do estômago impõe limitações significativas no volume de alimentos e bebidas que podem ser consumidos de uma só vez. A desidratação é um grande risco e pode levar a complicações como fadiga, constipação e até mesmo hospitalização. Nesse cenário, encontrar estratégias que facilitem e incentivem o consumo de água torna-se fundamental. O colágeno hidrolisado pode desempenhar o papel de uma importante ferramenta. Sua natureza em pó, altamente solúvel em líquidos, permite que seja facilmente incorporado à água sem adicionar volume significativo. Para pacientes que tem dificuldades para beber grandes quantidades de água pura, adicionar uma dose de colágeno torna a experiência mais palatável e menos “pesada” para o estômago recém-operado. Além de facilitar a ingestão, o colágeno oferece benefícios adicionais que são particularmente relevantes no período pós-bariátrica: 1. Suporte à cicatrização e saúde da pele: A rápida perda de peso após a cirurgia bariátrica pode levar à flacidez da pele. O colágeno é um componente estrutural essencial da pele, responsável por sua elasticidade e firmeza. A suplementação com colágeno hidrolisado pode auxiliar na melhora da hidratação e elasticidade da pele, contribuindo para uma recuperação estética mais satisfatória. Além disso, o colágeno desempenha um papel importante na cicatrização de tecidos, o que é crucial no período pós-operatório. 2. Saúde articular: A obesidade frequentemente impõe um estresse significativo sobre as articulações. Com a perda de peso, essa pressão diminui, mas o suporte estrutural das articulações continua sendo importante. O colágeno é um componente fundamental da cartilagem articular, e sua suplementação pode auxiliar na manutenção da saúde e mobilidade das articulações, um aspecto crucial para a retomada da atividade física no pós-bariátrica. 3. Saúde intestinal: A cirurgia bariátrica altera significativamente o trato gastrointestinal. O colágeno contém aminoácidos como a glicina e a prolina, que podem contribuir para a saúde da mucosa intestinal. Uma barreira intestinal saudável é fundamental para a absorção adequada de nutrientes e para a prevenção de problemas como a síndrome do intestino permeável, que pode ser mais comum após a cirurgia. 4. Sensação de saciedade: Embora o foco principal seja a hidratação, o colágeno é uma proteína e pode contribuir para uma leve sensação de saciedade. Isso pode ser útil para controlar a fome entre as refeições menores e mais frequentes recomendadas no pós-bariátrica, auxiliando na adesão ao plano alimentar. Estratégias práticas para incorporar o colágeno na hidratação pós-bariátrica: Dissolução simples: o colágeno hidrolisado em pó se dissolve facilmente em água à temperatura ambiente ou fria. Basta adicionar a dose recomendada ao seu copo ou garrafa de água e misturar bem. Opções sem sabor: para aqueles que preferem evitar sabores adicionais, existem formulações de colágeno hidrolisado sem sabor que se misturam discretamente à água. Combinação com sabores naturais: se desejar, o colágeno pode ser adicionado a água com rodelas de limão, pepino, folhas de hortelã ou pequenos pedaços de frutas para um toque de sabor natural, sem adicionar calorias significativas. Integrado à rotina: estabelecer horários fixos para o consumo de água com colágeno pode ajudar a criar um hábito e garantir a ingestão regular de líquidos e do suplemento. Considerações importantes: Orientação profissional: é fundamental que o uso de colágeno no pós-bariátrica seja discutido e orientado pela equipe transdisciplinar que acompanha o paciente, incluindo o cirurgião e nutricionista. Eles poderão avaliar as necessidades individuais e recomendar a dose e o tipo de colágeno mais adequados. Não substitui a água pura: embora o colágeno na água contribua para a ingestão de líquidos, ele não substitui a necessidade de água pura. A água desempenha funções essenciais no organismo que vão além da hidratação acompanhada de outros nutrientes. Qualidade do produto: optar por marcas de colágeno hidrolisado de boa qualidade e com comprovação científica é essencial para garantir a eficácia e segurança do suplemento. Sua fácil dissolução em água, aliada aos seus potenciais benefícios para a saúde da pele, articulações e intestino, o tornam uma ferramenta interessante para auxiliar os pacientes a atingirem suas metas de hidratação e a promoverem um bem-estar geral duradouro após a cirurgia. No entanto, a orientação profissional e a consciência da importância da água pura como base da hidratação são pilares fundamentais para o sucesso dessa estratégia. Caso precise de auxílio, conte conosco do Instituto de Medicina Sallet.
Obesidade e tireoide: 5 motivos para o aumento de peso

A relação entre obesidade, a função da tireoide e o aumento de peso é multifacetada e envolve principalmente os hormônios tireoidianos e como eles influenciam o metabolismo do corpo. Embora ambas as condições possam influenciar o peso corporal, é crucial entender que a obesidade é geralmente o principal fator contribuinte para o aumento de peso, enquanto as alterações na tireoide podem ter um impacto mais modesto. A tireoide é uma glândula endócrina localizada no pescoço e é responsável pela produção de dois hormônios principais: tiroxina (T4) e tri-iodotironina (T3). Esses hormônios controlam a taxa de metabolismo, ou seja, influenciam a velocidade com que o corpo queima calorias e utiliza energia. O hipotireoidismo, caracterizado pela produção insuficiente de hormônios pela tireoide, pode levar a um ganho de peso leve a moderado, entre 2 a 5kg. Esse aumento é frequentemente atribuído à retenção de líquidos e à diminuição do metabolismo, e não necessariamente ao acúmulo de gordura. Estudos indicam que o tratamento do hipotireoidismo pode resultar em uma perda de peso de cerca de 2 a 4kg. No entanto, é importante ressaltar que o hipotireoidismo não é a principal causa da obesidade, que geralmente decorre de um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto de calorias. Obesidade e função da tireoide A obesidade pode afetar a função da tireoide, levando a níveis elevados de TSH (Hormônio Estimulador da Tireoide), mesmo na ausência de hipotireoidismo clínico. Esse aumento do TSH pode ser uma adaptação do corpo para manter o metabolismo em um nível adequado em pessoas com obesidade. Além disso, a obesidade está associada à resistência à leptina, um hormônio que regula o apetite e o metabolismo. Essa resistência pode afetar a função da tireoide, contribuindo para um ciclo vicioso de ganho de peso e disfunção tireoidiana. Aumento de peso: um fator multifacetado O aumento de peso é um problema complexo que pode ser influenciado por diversos fatores, incluindo: Dieta inadequada: O consumo excessivo de calorias, especialmente de alimentos processados e ricos em gordura e açúcar, é um dos principais fatores contribuintes para a obesidade. Falta de atividade física: A inatividade física reduz o gasto de calorias e pode levar ao acúmulo de gordura. Genética: A predisposição genética pode influenciar o metabolismo e a distribuição de gordura corporal. Condições médicas: Algumas condições médicas, como o hipotireoidismo, podem contribuir para o ganho de peso. Medicamentos: Alguns medicamentos, como antidepressivos e corticosteroides, podem causar ganho de peso como efeito colateral. Tratamentos do hipotireoidismo e obesidade O tratamento da obesidade e das disfunções da tireoide deve ser individualizado e baseado nas necessidades de cada pessoa. Isso pode incluir mudanças no estilo de vida, como dieta e exercícios, medicamentos ou, em outros casos, cirurgia. A cirurgia bariátrica surge como uma ferramenta eficaz para auxiliar pacientes com disfunções tireoidianas e obesidade. A perda de peso significativa pós-cirurgia pode reduzir a necessidade de medicação para hipotireoidismo, otimizar a absorção do hormônio sintético e diminuir a inflamação, fatores que impactam positivamente a função tireoidiana. Além disso, a bariátrica pode normalizar os níveis de TSH e melhorar a conversão de T4 em T3, hormônios essenciais para o metabolismo. O procedimento não apenas beneficia a tireoide, mas também promove uma melhora na qualidade de vida, com aumento da energia e bem-estar, além de reduzir o risco de outras comorbidades associadas à obesidade. É crucial o acompanhamento endocrinológico antes, durante e após a cirurgia para ajuste da medicação e monitoramento da tireoide. Embora a bariátrica não cure a doença tireoidiana, ela se mostra como um importante aliado no controle da obesidade e na otimização da função tireoidiana. Caso precise de auxílio no tratamento dessas doenças, entre em contato conosco no Instituto de Medicina Sallet.