Qual é o tempo de preparação para a cirurgia bariátrica?

Como qualquer outro procedimento cirúrgico, para a realização da cirurgia bariátrica, é necessária uma preparação específica. Mas nesse caso, os cuidados devem ser ainda maiores, não apenas pela complexidade da cirurgia, como também para que o paciente possa se beneficiar de todas as vantagens que ela pode trazer para sua saúde e seu bem-estar. No entanto, muitos se perguntam como é esse processo e o período de preparação demandado para a realização da cirurgia bariátrica. Por isso, no artigo de hoje, falaremos mais sobre essas questões. Acompanhe a seguir. A recomendação para a cirurgia bariátrica A cirurgia bariátrica consiste em técnicas científicas voltadas para a redução do estômago e, consequentemente, para a perda de peso do paciente, além de reduzir a mortalidade e atuar no controle ou na cura de doenças associadas à obesidade. Vale ressaltar que a cirurgia bariátrica só é realizada após outras tentativas ineficazes de tratamento ou quando o excesso de peso traz riscos comprovados à saúde do paciente. Desse modo, a partir do momento em que o procedimento é indicado pelo especialista, é necessário iniciar um acompanhamento médico, com equipe transdisciplinar. Isso é importante para preparar o paciente de modo integral para o procedimento, envolvendo nesse escopo uma bateria de exames, mudança de hábitos, dietas, acompanhamento psicológico, etc. Preparação para a cirurgia bariátrica A preparação para a realização do procedimento é composta por uma série de ações e recomendações. Fazem parte delas: Passo 1: o primeiro passo para realizar a cirurgia bariátrica é o paciente decidir procurar ajuda médica para informações sobre o procedimento. Passo 2: nas primeiras consultas, o especialista fará uma avaliação, com base no peso, nas doenças associadas à obesidade, no histórico familiar, nos exames e em outras condições para se certificar de que o paciente poderá ser encaminhado para o procedimento cirúrgico. Passo 3: caso o paciente esteja dentro dos critérios para a realização da cirurgia, o especialista irá encaminhá-lo para acompanhamento com uma equipe transdisciplinar, o que envolve nutricionista, endocrinologista, psicólogo e outros especialistas. Essa etapa de avaliações com áreas especializadas pode durar alguns meses, geralmente se encerrando em 90 dias. Passo 4: depois de ter todos os laudos dos exames em mãos e a autorização da equipe transdisciplinar é hora de se preparar para uma nova rotina e para a mudança de hábitos. Passo 5: cuidar da alimentação no período pré-operatório é fundamental, já que é importante que o paciente perca 10% do seu peso antes da cirurgia. O nutricionista é quem vai determinar como diminuir o peso sem perder nutrientes importantes para o funcionamento do corpo. Passo 6: álcool e tabaco devem ser evitados, a fim de diminuir as chances de complicações durante o procedimento, para evitar gastrites e úlceras e para contribuir para melhorar a cicatrização. Essas etapas de adaptação variam bastante de tempo, conforme o caso do paciente. Passo 7: outras questões e hábitos como caminhadas, mais horas de sono, apoio da família, etc., são fundamentais nesta etapa. Passo 8: Por fim, depois de tudo certo, o paciente deverá passar por uma consulta pré-anestésica para que o médico reveja os exames e a avaliação clínica já realizada. Essa consulta tem a finalidade de prevenir quaisquer problemas durante a cirurgia. Vale lembrar de que é extremamente importante procurar um bom cirurgião, conhecer o seu histórico e, principalmente, avaliar se você se sente seguro para a realização da cirurgia bariátrica com o especialista e sua equipe. Conhecer e ter afinidade e confiança em toda a equipe transdisciplinar também é primordial para sanar as dúvidas, diminuir a ansiedade e garantir mais segurança para realizar a cirurgia. Quer saber mais sobre os cuidados antes da operação? Então, baixe gratuitamente nosso guia pré-operatório.
Instituto de Medicina Sallet participa do Fórum de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

No último dia 06 de dezembro, a equipe do Instituto de Medicina Sallet participou do Fórum de Cirurgia Bariátrica e Metabólica promovido pela Medtronic em seu centro de inovação em São Paulo. O Dr. José Afonso Sallet palestrou sobre os “Dilemas da cirurgia bariátrica e metabólica – a escolha das técnicas cirúrgicas” – para uma plateia de convidados formada por renomados especialistas em suas áreas. A definição da melhor técnica cirúrgica O fórum primou pelo debate de situações diferenciadas e de difícil decisão ou controle dentro da especialidade cirúrgica da obesidade. Foram tratadas situações de para a escolha da técnica cirúrgica – tema principal da palestra – bem como os critérios de definição da melhor indicação conforme a individualidade e histórico de vida de cada paciente. Sabendo que essa individualização da técnica é fundamental para os resultados positivos a curto, médio e longo prazos, os debatedores concordaram que é fundamental realizar um criterioso estudo do paciente no pré-operatório. Esta investigação, necessariamente, envolve uma equipe formada por vários profissionais, tais como o psicólogos e psiquiatras (quando necessário), nutricionistas, endocrinologistas, orientadores de atividades físicas e membros da equipe cirúrgica. Também é de fundamental importância conhecer o nível de obesidade de cada paciente e as doenças metabólicas associadas apresentadas, principalmente, se o paciente está diabético e hipertenso. A partir desses fatores é que será definida, junto ao paciente, qual a melhor técnica cirúrgica aplicada. Cabe lembrar que o bom resultado de qualquer procedimento cirúrgico, seja qual a técnica utilizada, depende muito de o paciente fazer sua parte, realizando a proposta de mudança comportamental assumida, auxiliado pela cirurgia bariátrica e metabólica e suporte da equipe interdisciplinar. Cirurgia bariátrica e metabólica revisional Um outro tema de muita relevância abordado foram as cirurgias revisionais nos casos de reganho de peso significativo no médio e longo prazo ou recidiva das doenças metabólicas associadas à obesidade. Conhecemos algumas técnicas que são amplamente preconizadas em casos de procedimentos mais simples como a banda gástrica ou gastrectomia vertical. Já, em outras técnicas, como o bypass gástrico, a cirurgia revisional se torna mais complexa e exige uma investigação muito maior. É fundamental saber que, a cirurgia revisional, em qualquer caso, será a última alternativa recomendada. Quando o paciente começa a apresentar reganho de peso ou recidiva das doenças associadas, ele precisa ser muito bem acolhido pela equipe interdisciplinar no sentido de resgatar a proposta inicial da cirurgia. Faz se necessário investigar as causas do reganho de peso, avaliar a técnica cirúrgica primária, bem como descartar problemas anatômicos do procedimento realizado. A primeira escolha é o tratamento medicamentoso, apoiado pela equipe de endocrinologia. Alguns procedimentos endoscópicos são propostos para a investigação complementar. A cirurgia revisional, realmente, acontece em última instância, quando se detecta uma falha na cirurgia primária e as demais alternativas de evitar um novo procedimento não surtem o efeito desejado. Isto ocorre porque, é sabido, que as cirurgias revisionais apresentam risco maior de complicações que a cirurgia primária, além de alcançarem sucesso em menos de 50% dos casos. O tratamento da obesidade em pacientes com câncer Outro tópico muito debatido no fórum dentro do tema obesidade foi o aumento da incidência de câncer de aparelho digestivo, endométrio, pele e ginecológico em pacientes obesos. O evento contou com a participação de especialistas renomados na área de oncologia clínica, carcinogênese e cirurgia oncológica que puderam apresentar seus casos e discutiram sobre o aumento da incidência dessa doença em pacientes obesos. Entretanto, o tratamento da obesidade tende a diminuir essa incidência mesmo em pacientes de câncer diagnosticado. Os pacientes que estão em tratamento da obesidade têm uma resposta melhor aos tratamentos adjuvantes se comparados aos que continuam com excesso de peso. Estes fatores evidenciam a importância do tratamento da obesidade na prevenção de canceres do aparelho digestivo e ginecológicos, assim como melhora significativa no quadro clínico dos pacientes. Quer saber mais? Acompanhe nossas publicações semanais no site e em nossos perfis sociais!
Conheça a evolução da cirurgia bariátrica

Nos últimos anos, muito tem se falado sobre a cirurgia bariátrica como uma solução para o tratamento da obesidade e de doenças associadas. Mas como qualquer outro procedimento cirúrgico, o assunto ainda gera muitas dúvidas. E essas dúvidas envolvem desde os casos para os quais o procedimento é recomendado até sua segurança e efetividade. Pensando nisso, preparamos o artigo a seguir, no qual falaremos sobre o histórico e a evolução da cirurgia bariátrica no Brasil. Acompanhe a seguir. Cenário da cirurgia bariátrica no Brasil A obesidade já pode ser considerada uma pandemia no Brasil e no mundo. De acordo com relatos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em nosso país, a cada 100 habitantes, 50 estão acima do peso. O que, de certa forma, explica a nossa posição entre as oito primeiras colocações no ranking que avalia o número de procedimentos cirúrgicos realizados nos países. De fato, entre os anos de 2011 e 2018, o número de cirurgias bariátricas cresceu 84,73%. Nesse período, foram realizadas, em média, 424 mil cirurgias. Apesar da quantidade, esse número representa apenas 3,12% das pessoas que atendem aos requisitos necessários para o procedimento. O aumento de casos de cirurgia bariátrica se deve sobretudo ao fato de que hoje a obesidade é tratada como doença, além da confiança da população quanto à eficiência do procedimento. A evolução da cirurgia bariátrica Depois da Segunda Guerra Mundial, a população desenvolveu novos hábitos diários, envolvendo, entre outras coisas, o consumo de determinados alimentos. Essa mudança contribuiu para o surgimento ou o aumento de certos problemas de saúde, como é o caso da obesidade. Nesse cenário, surgem métodos e tratamentos diferenciados, como é o caso da cirurgia para redução de peso. A primeira cirurgia foi realizada na década de 1950, por Kremen e Liner, utilizando a técnica do bypass (desvio) do intestino. A técnica chegou ao Brasil na década de 1960, com Salomão Chaib, o primeiro profissional ao realizar as cirurgias para tratamento de pacientes obesos mórbidos. A partir da década de 1980, a cirurgia bariátrica foi se consolidando lentamente em terras brasileiras. Nessa época, a Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica já realizava congressos para disseminar informações sobre o assunto para profissionais da área e auxiliá-los na preparação das cirurgias. E, depois disso, novas federações foram criadas, como a IFSO (International Federation for the Surgery of Obesity) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, que, em 2006, passou a se chamar Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Hoje em dia, essa cirurgia é reconhecida como um procedimento eficaz no mundo todo. Seus benefícios são comprovados, tanto na redução de peso quanto para auxiliar no tratamento ou na cura de doenças relacionadas. Vale ressaltar que a cirurgia bariátrica só é realizada em pacientes que atendam aos critérios necessários para o procedimento e que já tenham tentado outras formas de tratamento convencionais. Como vimos, a cirurgia bariátrica apresenta um histórico que a consolida como um meio confiável e eficiente para lidar com a obesidade, seguindo-se um protocolo de cuidados e mudanças de hábitos antes e após o procedimento. E há instituições idôneas e especializadas nesse tipo de procedimento, como o Instituto de Medicina Sallet. O Instituto é referência nacional em cirurgia bariátrica e possui 20 anos de experiência nesse segmento, já tendo realizado mais de 15 mil procedimentos cirúrgicos ao longo desse período. Contamos em nosso corpo médico com uma equipe transdisciplinar para prover um tratamento integrado e completo ao paciente. Para saber mais sobre esse procedimento cirúrgico, leia também o nosso artigo sobre como é feita a escolha do tipo de cirurgia bariátrica ideal.
Saiba mais sobre a Síndrome de Dumping

Procedimentos como a cirurgia bariátrica são capazes de transformar a vida dos pacientes. Eles ajudam a melhorar a confiança, a autoestima, a saúde, entre outros aspectos importantes. No entanto, é preciso saber que eles podem também apresentar alguns efeitos colaterais. Entre eles, está a Síndrome de Dumping. Neste artigo, compreenda melhor essa condição, porque ela ocorre e como lidar com um quadro de Síndrome de Dumping. Acompanhe a seguir. O que é e quais são as causas da Síndrome de Dumping? A Síndrome de Dumping, também conhecida como esvaziamento gástrico rápido, é caracterizada pela passagem rápida dos alimentos gordurosos ou bastante açucarados entre o estômago e o intestino. Ela pode manifestar-se em pacientes que passaram por cirurgia metabólica ou bariátrica, em decorrência da mudança anatômica de seu estômago. Entretanto, ela não ocorre em todos os casos. Portanto, não é uma regra geral que quem realizou tais procedimentos será acometido pela Síndrome de Dumping. Quais são os principais sintomas dessa condição? As manifestações acontecem depois do consumo de itens como óleos vegetais, doces, carnes gordurosas, entre outros. Seus principais sintomas incluem: Cefaleia; Taquicardia; Cólica; Visão turva; Suor excessivo; Tontura; Sensação de fraqueza e desânimo; Queda da pressão arterial; Tremores; Náuseas e diarreia; Desmaio (em alguns casos). Esses sintomas podem ocorrer logo após a refeição ou até três horas posteriores à ingestão de alimentos. Há como evitar esse problema? Antes de fazer a cirurgia, o paciente não tem como saber se irá apresentar a Síndrome de Dumping. Esse conhecimento se dará apenas após o procedimento, por meio da verificação prática de sua eventual sensibilidade quando ingerir alimentos com grandes concentrações de gordura ou carboidratos refinados. Desse modo, como ação preventiva para esse e outros problemas, está seguir à risca as orientações e a dieta recebida no pós-cirurgia. Outra informação importante é que essa doença não apresenta cura. Portanto, ao desenvolvê-la, será preciso aprender a conviver com ela, evitando a manifestação de seus sintomas. A boa notícia é que isso não é difícil. A principal recomendação é manter o acompanhamento médico transdisciplinar pós-cirurgia, a fim de detectar problemas como esse e obter a melhor estratégia para tratar seus sintomas. Ainda, evitar alimentos gordurosos ou doces e aumentar o consumo de proteínas também é uma tática viável – e que apresenta o benefício adicional de ajudar a manter o peso e a saúde em dia. Outras ações que podem ser recomendadas pelo médico são fracionar as refeições em menores volumes e em mais vezes ao dia, fazer suplementação de módulos de fibras, evitar a ingestão de líquidos enquanto come, mastigar bem os alimentos, entre outras. E então, ficou mais claro para você o que é e como lidar com a Síndrome de Dumping? Para saber mais sobre temas importantes sobre saúde, bem-estar e procedimentos cirúrgicos, continue acompanhando nosso blog. Até a próxima!
Anemia pós cirurgia bariátrica: causas e como evitar

A cirurgia bariátrica possibilita uma série de mudanças na vida do paciente. Naturalmente, os efeitos na estética e na autoestima são excelentes ganhos. No entanto, o período pós-procedimento também traz consigo uma demanda de cuidados para a manutenção dos benefícios e da saúde do paciente. Entre eles, estão os cuidados para evitar a anemia. Isso porque os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica podem desenvolver deficiências nutricionais com mais facilidade, devido à limitação na ingestão e à dificuldade de absorção dos nutrientes. A partir disso, a anemia é um dos problemas mais frequentes nesses casos. Neste artigo, descubra mais sobre essa questão e veja dicas para evitar a anemia pós-cirurgia bariátrica. Acompanhe a seguir. Por que é comum ter anemia depois de fazer cirurgia bariátrica? A cirurgia bariátrica é um processo invasivo que exige cuidados e mudanças de hábitos para que o paciente tenha uma vida saudável e atinja seus objetivos estéticos. A alimentação, por sua vez, é o carro-chefe tanto para a preparação para a cirurgia quanto depois do operatório. As pessoas obesas, normalmente, já apresentam deficiências nutricionais, devido à baixa qualidade nutricional dos alimentos ingeridos. Em obesos mórbidos, por exemplo, é comum observar, principalmente, a falta de vitaminas D, B12, B1, de ferro e zinco. E, ao realizar a cirurgia bariátrica, devido à limitação na ingestão e à dificuldade na absorção de diferentes nutrientes, o risco de desenvolver deficiências nutricionais torna-se ainda maior. A falta de ferro, por exemplo, relatada por mais de um terço dos pacientes que foram submetidos à cirurgia, pode desencadear anemia. É importante ressaltar que anemia se refere a um nome genérico para um conjunto de condições caracterizadas pela deficiência na concentração da hemoglobina (presente no sangue com a função de transportar oxigênio dos pulmões para nutrir todas as células do organismo) ou na produção das hemácias (eritrócitos ou glóbulos vermelhos). Entre os sintomas mais comuns dessa condição, podemos destacar: cansaço, fadiga, perda de memória, tontura e fraqueza. Como tratar o caso de anemia pós-cirurgia bariátrica? O primeiro grande passo para tratar anemia e outros problemas e complicações que podem surgir pós-cirurgia bariátrica é realizar corretamente o acompanhamento com equipe transdisciplinar. Consultar-se periodicamente e realizar todos os exames e recomendações vindas do nutricionista, psicólogo, endocrinologista e todos os médicos envolvidos nesse processo são ações fundamentais. Complementar a alimentação com suplementações orais ou endovenosas é uma boa alternativa para fazer reposição de ferro e outros nutrientes. Vale ressaltar que a suplementação de vitaminas ou minerais deve ser realizada no caso de diagnóstico de deficiência nutricional ou quando há a intenção de diminuir a interação com outros nutrientes que prejudiquem sua absorção. Por isso, ela deve ser prescrita pelo médico que acompanha o paciente. Ainda, após a cirurgia bariátrica, é necessário fazer uma dieta balanceada, de acordo com as instruções e recomendações médicas, a fim de minimizar riscos de saúde e para garantir os efeitos conquistados a partir do procedimento. Quer saber mais sobre o processo pós-operatório da cirurgia bariátrica? Então, baixe o guia que preparamos para você!
Cirurgia metabólica: Mitos e verdades sobre o procedimento

Você já ouviu falar em cirurgia metabólica? O assunto ainda é bastante discutido e causa muitas dúvidas. De fato, há diversas curiosidades, mitos e verdades em torno do procedimento. Pensando nisso, neste artigo, iremos falar mais sobre como funciona a cirurgia metabólica e esclareceremos o que é mito e o que é verdade em relação a esse tema. Acompanhe a seguir. O que é e como funciona a cirurgia metabólica? O número de diabéticos no Brasil e no mundo só cresce. De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde, 1 a cada 11 pessoas têm diabetes. Neste cenário, diabetes já é considerada uma pandemia entre as doenças não infecciosas. A condição se divide em duas categorias: a primeira, diabetes tipo 1, é relacionada ao sistema autoimune. Ela ocorre quando as células responsáveis pela defesa do organismo atacam outras, capazes de sintetizar a insulina. Já a segunda categoria, diabetes tipo 2, acontece quando há um déficit metabólico de produção de insulina e de resistência à ação dela a nível celular, fazendo com que ela não seja utilizada da forma correta, acumulando-se e no sangue e se espalhando para os órgãos. É importante saber que existe uma relação direta entre esse segundo tipo de diabetes e a obesidade. Quando os tratamentos convencionais não resolvem ou amenizam o quadro, é indicada a cirurgia metabólica. A cirurgia metabólica é definida como uma cirurgia do trato gastrintestinal com intenção de tratar diabetes e, consequentemente, a obesidade. Nesse procedimento, o paciente passa por uma transformação endócrina, com alterações na síntese de hormônios responsáveis pelos níveis de açúcar no sangue. Mitos e verdades sobre cirurgia metabólica A seguir, tire outras dúvidas importantes sobre esse procedimento. 1. Cirurgia bariátrica e metabólica é a mesma coisa? Alguns procedimentos são realizados com a mesma técnica cirúrgica, o bypass gástrico. Entretanto, apesar de parecidas, elas possuem objetivos diferentes. O foco da cirurgia bariátrica é a perda de peso, enquanto o da metabólica é o controle do diabetes, o que, em segundo plano, também contribui para o emagrecimento, a mudança do estilo de vida e a melhor alimentação do paciente. 2. A cirurgia metabólica é liberada no Brasil? Sim. Durante alguns anos, a cirurgia metabólica foi realizada como um tratamento alternativo experimental. Mas, em dezembro de 2017, o Conselho Federal de Medicina passou a reconhecer a cirurgia metabólica como um tratamento eficiente para diabetes tipo 2. 3. Qualquer pessoa acima do peso consegue realizar o procedimento? Não. Para realizar a cirurgia metabólica, é preciso seguir alguns critérios: Ter diabetes miellitus tipo 2 e ter IMC entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m². Ter mais de 30 anos e no máximo 70 anos. Ter diabetes miellitus tipo 2 há menos de 10 anos. É necessário comprovar que o paciente já tentou outros tratamentos e não obteve sucesso. O paciente não pode ter outras contraindicações para a cirurgia. 4. A cirurgia metabólica cura o diabetes? A cirurgia metabólica é o único tratamento, até o momento, capaz de produzir remissão do diabetes tipo 2. Para se ter ideia, 90% dos pacientes operados apresentam remissão do diabetes durante 10 a 15 anos de pós-operatório, contra 5% dos não operados que seguem programas conservadores de controle da doença. Entretanto, não é certo dizer que a cirurgia, sem mudanças de hábitos e outros fatores, pode curar sozinha a doença. 5. A cirurgia beneficia no controle de outras doenças? Sim, é verdade. Apesar de o foco ser o controle do diabetes, a cirurgia pode trazer outros benefícios para a saúde do paciente. Como é o caso da redução e do controle de peso, queda nos níveis de colesterol ruim e aumento do colesterol bom, controle da apneia do sono e, ainda, melhora na hipertensão arterial. Quer saber mais sobre o assunto? Baixe gratuitamente nosso e-book sobre doenças metabólicas e possíveis tratamentos e esclareça todas as suas dúvidas.
Veja as fotos da caminhada Passos Solidários

Em nome de toda a equipe do Instituto de Medicina Sallet e Obesimed, mas, principalmente, das instituições Lar Divino Amigo e Missão Belém, gostaríamos de agradecer imensamente a todos os que participaram da primeira caminhada beneficente Passos Solidários, que aconteceu neste último sábado, 09/11. Apenar do tempo nublado no início do dia, o sol logo apareceu e nos proporcionou uma manhã muito agradável! As atividades foram conduzidas pelos preparadores físicos do Instituto de Medicina Sallet, Prof. Marcos e Prof. William. Após alongamento e aquecimento, nosso grupo de mais de 100 pessoas partiu para a caminhada pelo Parque do Povo em ritmo acelerado. Todos prontos para caminhar? Sim! Os participantes foram reunidos e a caminhada começou. Todos dentro de seus limites, mas não houve moleza! Após a caminhada, tivemos uma sessão de alongamento e relaxamento que reequilibrou a todos! A manhã terminou com os agradecimentos do Dr. José Afonso Sallet, Diretor Médico e Dra. Margaretth Arruda, Diretora Geral do Instituto de Medicina Sallet. Mais uma vez, agradecemos por cada doação e dedicação daqueles que participaram do nossa caminhada beneficente. Informamos que, em breve, realizaremos novos eventos como este para que mais pessoas possam participar. Preste atenção às divulgações em nosso site e em nossos perfis sociais! Um grande abraço e até o próximo!
Como lidar com a ansiedade antes da cirurgia bariátrica
A cirurgia bariátrica é um dos procedimentos mais procurados pelas pessoas obesas que não conseguiram, por meio de outras ferramentas, ter sucesso com o tratamento da doença. Ela traz diversos benefícios agregados, como melhora na autoestima e redução de risco ou agravo de outras doenças relacionadas ao excesso de peso. Por toda transformação física, psicológica e emocional envolvidas no processo, é comum que o paciente apresente ansiedade com o procedimento. A seguir, veja dicas de como lidar com esse sentimento. O papel do psicólogo no período pré-cirurgia bariátrica Quando o assunto é cirurgia bariátrica, sempre falamos também em acompanhamento transdisciplinar. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as reações do nosso corpo estão totalmente interligadas. E para garantir que tudo ocorra como o esperado, é preciso colocar a saúde em primeiro lugar. Assim como os exames físicos são extremamente importantes, bem como o acompanhamento com endocrinologista, nutricionista, cirurgião, entre outros especialistas, contar com a ajuda de um psicólogo nessa preparação é crucial. O psicólogo irá avaliar se o paciente está ciente do impacto das mudanças que virão a partir da cirurgia e se há alguma psicopatologia que possa prejudicar a adaptação comportamental. Além disso, irá ajudar o paciente a lidar com temores e inseguranças que possam estar causando o quadro de estresse pré-cirúrgico e ansiedade. A obesidade afeta negativamente a vida das pessoas, interferindo em sua saúde, bem-estar psicológico e, inclusive, nas relações pessoais. Por isso, é muito compreensível que o paciente tenha pressa em mudar de vida. No entanto, a ansiedade, quando se torna um estado contínuo, pode gerar reações involuntárias que, dependendo da situação, podem até interferir no pré-operatório. Um exemplo é o caso de quem passa a comer compulsivamente ou, ainda, desenvolve outros sintomas como taquicardia, suor excessivo, tensão muscular, dores de cabeça, entre outros. Nesse sentido, o psicólogo contribui significativamente, fazendo a avaliação do paciente que será submetido à cirurgia bariátrica para ajudá-lo a controlar a ansiedade, além de identificar e até corrigir possíveis indicadores de incapacidade em lidar com as mudanças impostas pela cirurgia. Dicas para controlar a ansiedade antes da cirurgia bariátrica Além de fazer um acompanhamento psicológico contínuo, também pode ajudar: Respeitar seu próprio tempo. Conversar com outros pacientes que fizeram ou farão a cirurgia bariátrica. Tirar todas as dúvidas com os integrantes da equipe transdisciplinar. Adiar a cirurgia caso ainda não se sinta seguro. Contar com o envolvimento e apoio da família. Com ajuda do psicólogo, encontrar formas alternativas de alívio ou prazer. É importante ressaltar que, depois da cirurgia bariátrica, ainda é fundamental realizar o acompanhamento psicológico, para que a mudança de hábitos e estilo de vida sejam desenvolvidos, e também para que o paciente consiga sucesso com a ferramenta e manutenção de resultados a longo prazo. Para saber mais sobre o tema, confira o artigo que preparamos sobre a importância do acompanhamento psicológico no tratamento da obesidade e garanta mais qualidade de vida e bem-estar.
Além da redução de peso, veja 6 benefícios da cirurgia bariátrica

A perda de peso, naturalmente, é um dos ganhos mais evidentes proporcionados pela cirurgia bariátrica e o principal motivador para pacientes procurarem por esse tipo de procedimento. No entanto, a cirurgia possibilita também outros benefícios importantes para o paciente. Neste artigo, conheça seis exemplos de ganhos adicionais de saúde, bem-estar e qualidade de vida possibilitados pela cirurgia bariátrica. Acompanhe a seguir. Cirurgia bariátrica: 6 benefícios adicionais Os benefícios que podem ser conquistados por quem faz a bariátrica e adota uma rotina e estilo de vida equilibrado são diversos. Entre eles, o procedimento: 1. Ajuda a reduzir os riscos de outras doenças O excesso de peso está associado ao risco de desenvolvimento ou agravamento de diversas doenças. Entretanto, quando ele é eliminado, os níveis sanguíneos e outros indicadores de nosso corpo tendem a se estabilizarem. E isso favorece a melhora ou o controle de doenças e complicações na saúde como: Diabetes tipo 2. Hipertensão arterial. Doenças cardíacas. Asma. Refluxo gastroesofágico. Artrite. Apneia do sono. Entre outras. 2. Melhora a vida sexual e fertilidade Quem realiza a cirurgia bariátrica apresenta menos limitações físicas, o que favorece a melhora de sua vida sexual. Isso também estimula o aumento da libido e a melhora da sensibilidade à insulina, normalizando a ovulação da mulher. Ainda, tende a melhorar a qualidade do esperma. Outro ganho relacionado à redução estomacal é a diminuição das chances de mulheres que querem engravidar sofrerem aborto espontâneo. 3. Ajuda a prevenir o surgimento de alguns tipos de câncer A obesidade também pode ser uma das causas de alguns tipos de câncer. Sabe-se que o excesso de gordura abdominal se relaciona ao aumento ou surgimento de diversos problemas, inclusive, oncológicos. O câncer de mama é um exemplo disso. A redução do tecido adiposo proporcionado pela cirurgia bariátrica ajuda a prevenir e a diagnosticar o problema, além de favorecer o seu tratamento. Um estudo também associou o aumento do índice de massa corporal (IMC) ao surgimento de câncer de útero. Os pesquisadores concluíram que, entre mulheres que anteriormente sofriam com obesidade e que fizeram a cirurgia bariátrica, houve uma redução de até 81% no risco de câncer de útero – isso com a manutenção do peso adequado pós-procedimento. 4. Melhora a autoestima e a disposição A cirurgia bariátrica proporciona não apenas uma transformação física, mas também emocional e psicológica. Quem se submete ao procedimento comumente tem um ganho de autoconfiança, mais disposição para buscar e aproveitar oportunidades laborais e de estudo e etc. O paciente sente-se mais ativo, com energia renovada, o que favorece a prática de exercícios físicos, incrementando ainda mais a disposição e a motivação diária. 5. Favorece melhoras nas relações sociais Em muitos casos, quem sofre com obesidade tem dificuldade para iniciar e manter interações sociais, por diferentes razões, incluindo inseguranças com sua aparência ou mesmo dificuldades de locomoção e permanência em determinados espaços. Após a cirurgia bariátrica, com a redução do peso excedente, a tendência é de que esse tipo de barreira seja minimizada e prejudique menos a vida do paciente. 6. Melhora a qualidade do sono A apneia é um problema registrado em 70% das pessoas obesas. Em obesos mórbidos, a incidência pode chegar a até 80%. E esse problema, naturalmente, causa queda na qualidade do sono do paciente. Após a cirurgia bariátrica, com a redução dos níveis de gordura em áreas como o pescoço e abdômen, tende-se a respirar melhor e a ter menos pressão sobre a barriga, o que favorece noites melhores de sono. O que achou desses benefícios da cirurgia bariátrica? Para saber mais sobre o procedimento e seus impactos na vida do paciente, baixe gratuitamente o ebook que preparamos sobre o tema.
Pós-cirurgia bariátrica e o consumo de bebida alcoólica: Entenda a recomendação

Quando falamos em bariátrica, logo nos lembramos dos tantos benefícios que o procedimento pode oferecer para quem sofre com a obesidade. No entanto, também não podemos nos esquecer dos cuidados que são necessários antes e pós-cirurgia bariátrica. A cirurgia bariátrica é um procedimento com potencial de mudar positivamente a vida do paciente sob diversos aspectos, não apenas quanto à sua aparência, como também no que diz respeito à sua saúde e autoestima. Mas, para que isso seja possível, é preciso fazer algumas mudanças e adotar um novo estilo de vida. A seguir, compreenda as recomendações quanto ao consumo de bebidas alcoólicas no período pós-cirurgia bariátrica. Os riscos do consumo de bebida alcoólica pós-cirurgia bariátrica Apesar das inúmeras vantagens, a cirurgia bariátrica, para trazer os resultados esperados no longo prazo, demanda comprometimento do paciente. Além de uma alimentação saudável, prática de exercícios físicos e outras mudanças em relação a fatores psicológicos, é preciso atentar-se também quanto à ingestão de bebidas alcoólicas. O consumo de álcool não é permitido nos primeiros seis meses pós-cirurgia bariátrica, mas esse tempo pode variar de acordo com o paciente e as instruções do médico. Isso acontece porque o álcool pode danificar as mucosas do estômago e do intestino, além de reduzir a absorção de nutrientes tão importantes nessa nova fase. Depois desse período, quando ocorre uma readaptação do aparelho digestivo, a bebida alcoólica geralmente é liberada, porém não é recomendada, já que, além dos demais fatores, existe uma concentração intensa de calorias e gás, o que pode dificultar o processo de emagrecimento. Por esse mesmo motivo, assim como a cerveja, os refrigerantes também não são indicados. Aumento do consumo de bebida alcoólica pós-cirurgia bariátrica O problema com álcool atinge, em média, 25% dos pacientes e seu uso abusivo no período pós-operatório é a principal causa da recidiva (reganho de peso). Apesar das contraindicações, é relativamente comum os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica aumentarem o consumo de bebidas alcoólicas após o processo. Entre as principais condições para que isso aconteça, podemos destacar a compensação de calorias, ou seja, a pessoa imagina que após ter emagrecido pode beber à vontade e acaba “contornando” as restrições alimentares impostas. Outro fator desencadeador é que, com a cirurgia, o paciente sente-se mais à vontade para ter uma vida social mais movimentada. E isso, por vezes, vem associado ao consumo de álcool. Por tudo isso, os pacientes que passaram por uma cirurgia bariátrica devem se conscientizar de que a obesidade é uma doença crônica. Por isso, caso ele não se controle, não mude seus hábitos e não faça um acompanhamento médico rigoroso, o reganho de peso pode ser inevitável. Quer saber mais informações sobre o pós-operatório da cirurgia bariátrica? Então, baixe o nosso guia pós-operatório. Até a próxima.