Como parar de procrastinar e adotar hábitos saudáveis

A procrastinação é um hábito comum que afeta muitas pessoas em diferentes aspectos de suas vidas. Quando se trata de adotar hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares ou uma rotina de sono adequada, a procrastinação pode ser um obstáculo significativo. Neste artigo, discutiremos estratégias eficazes para superar a procrastinação e finalmente adotar hábitos saudáveis. 1.Defina metas claras e realistas: O primeiro passo para parar de procrastinar e adotar hábitos saudáveis é definir metas claras e realistas. Estabeleça objetivos específicos, mensuráveis e alcançáveis. Por exemplo, em vez de dizer “Vou começar a me exercitar regularmente”, defina uma meta concreta, como “Vou caminhar por 30 minutos todos os dias antes ou após o trabalho”. Ter metas claras ajuda a direcionar seus esforços e a criar um senso de propósito. 2. Divida as tarefas em etapas menores: A ideia de adotar um hábito saudável pode parecer esmagadora, levando à procrastinação. Para evitar essa armadilha, divida as tarefas em etapas menores e mais gerenciáveis. Por exemplo, se você deseja começar a cozinhar refeições saudáveis em casa, comece com receitas simples e gradualmente vá aumentando a complexidade. Ao dividir as tarefas em partes menores, você terá uma sensação de progresso e será mais motivado a continuar. 3. Crie um cronograma e mantenha-se organizado(a): Um cronograma bem estruturado pode ser uma ferramenta eficaz para evitar a procrastinação. Reserve um tempo específico em sua agenda para se dedicar aos hábitos saudáveis que deseja adotar. Seja consistente e mantenha-se organizado(a), acompanhando suas atividades e registrando seu progresso. Isso ajudará a manter o foco e a responsabilidade. 4. Identifique e elimine distrações: Identifique as principais distrações que contribuem para a procrastinação e tome medidas para eliminá-las. Isso pode envolver desligar as notificações do celular durante certas horas do dia, criar um ambiente de trabalho tranquilo e livre de distrações ou estabelecer limites para o tempo gasto em atividades menos produtivas, como assistir televisão ou navegar nas redes sociais. Ao minimizar as distrações, você terá mais tempo e energia para se concentrar em seus hábitos saudáveis. 5. Cultive a motivação e o autocuidado: Manter a motivação é essencial para parar de procrastinar e adotar hábitos saudáveis a longo prazo. Encontre maneiras de se motivar, como recompensar-se por alcançar metas importantes ou encontrar um parceiro de responsabilidade para acompanhar seu progresso. Além disso, lembre-se da importância do autocuidado. Descanse adequadamente, alimente-se bem e cuide de sua saúde emocional. Um corpo e uma mente saudáveis são fundamentais para manter a energia e a determinação necessárias para superar a procrastinação. Parar de procrastinar e adotar hábitos saudáveis pode ser um desafio, mas com as estratégias certas, é possível superar esse padrão comportamental e alcançar seus objetivos. Definir metas claras, dividir tarefas, criar um cronograma, eliminar distrações, cultivar a motivação e praticar o autocuidado são medidas-chave para superar a procrastinação. Lembre-se de que mudar hábitos leva tempo e esforço, mas os benefícios para sua saúde e bem-estar são inestimáveis. Comece hoje mesmo e aproveite os resultados positivos que uma vida saudável pode trazer.
O uso de adoçantes segundo a Organização Mundial da Saúde: uma perspectiva atualizada

O consumo excessivo de açúcar tem sido associado a uma série de problemas de saúde, como obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Como alternativa ao açúcar, os adoçantes artificiais e de baixas calorias ganharam popularidade. No entanto, surgiram debates e preocupações sobre a segurança desses adoçantes e seus potenciais efeitos na saúde. Neste artigo, discutiremos o uso de adoçantes segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), com base em suas diretrizes mais recentes. Tipos de Adoçantes e seu Uso: Existem diferentes tipos de adoçantes disponíveis no mercado, incluindo adoçantes artificiais, como aspartame, sacarina e sucralose, e adoçantes naturais de baixas calorias, como stévia e eritritol. Os adoçantes artificiais são intensamente doces e não fornecem calorias significativas, enquanto os adoçantes naturais têm origem vegetal e fornecem algumas calorias, embora em quantidades menores do que o açúcar convencional. Diretrizes da OMS: A OMS tem monitorado e avaliado os adoçantes em relação à segurança e ao consumo recomendado. De acordo com as diretrizes mais recentes, publicadas em 2014, a ingestão diária aceitável (IDA) para adoçantes artificiais, como aspartame e sacarina, foi estabelecida em uma proporção de até 0-5 miligramas por quilograma de peso corporal. Isso significa que uma pessoa de 70 kg pode consumir com segurança até 350 mg desses adoçantes por dia. No caso dos adoçantes naturais, como a estévia, a OMS não estabeleceu uma IDA específica, mas considerou-os seguros para consumo, desde que dentro dos limites diários recomendados. No entanto, é importante observar que alguns produtos à base de estévia podem conter outros ingredientes adicionados, portanto, a leitura dos rótulos e a escolha de produtos de qualidade são essenciais. Benefícios e Preocupações: O uso de adoçantes pode trazer benefícios significativos, especialmente para indivíduos que buscam reduzir o consumo de açúcar e controlar o peso. Os adoçantes artificiais e naturais de baixas calorias podem ajudar a reduzir a ingestão calórica, sendo uma opção viável para pessoas com diabetes ou em programas de perda de peso. No entanto, surgiram algumas preocupações sobre os adoçantes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou, no dia 15/05, uma nova diretriz informando que não recomenda o uso de adoçantes sem açúcar para controle de peso ou para reduzir o risco de doenças crônicas não transmissíveis. A lista inclui adoçantes como sacarina, sucralose, aspartame, stevia e derivados e não se aplica aos açúcares de baixa caloria ou álcoois de açúcar (os chamados polióis, como xilitol e sorbitol). Segundo a organização, a orientação tem como base os resultados de uma revisão sistemática de evidências disponíveis que sugerem que o uso desse tipo de produto não proporciona benefícios a longo prazo na redução corporal em adultos e crianças. Ainda de acordo com a nota da OMS, “os resultados da revisão também sugerem que pode haver efeitos indesejáveis potenciais do uso prolongado de NSS [non-sugar sweeteners – adoçantes sem açúcar, na tradução para o português], como um risco aumentado de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade em adultos.” Recomendações: Com base nas diretrizes da OMS, o uso moderado de adoçantes artificiais e naturais de baixas calorias é considerado seguro. No entanto, é importante lembrar que os adoçantes não são uma solução mágica e devem ser utilizados com moderação. A melhor abordagem para uma alimentação saudável continua sendo uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais e minimamente processados. Além disso, é fundamental consultar um profissional de saúde, como nutricionista ou médico, para obter orientação individualizada sobre o consumo de adoçantes, especialmente para pessoas com condições de saúde específicas, como diabetes ou fenilcetonúria. Com base nas diretrizes da OMS, o uso moderado de adoçantes artificiais e naturais de baixas calorias pode ser uma opção segura para reduzir o consumo de açúcar. No entanto, é necessário um equilíbrio adequado e uma abordagem individualizada. É importante considerar que a alimentação saudável deve se basear principalmente em alimentos naturais e minimamente processados, e o uso de adoçantes deve ser complementar a essa abordagem. Sempre busque orientação de profissionais de saúde qualificados para fazer escolhas conscientes e informadas em relação ao consumo de adoçantes.
Qual o impacto da cirurgia bariátrica no controle de doenças associadas à obesidade?

Os números impressionam Conforme a última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 20% da população brasileira é considerada obesa. Isso significa que mais de 42 milhões de pessoas no país têm um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30kg/m². Além disso, a pesquisa mostrou que 55,4% da população adulta brasileira tem excesso de peso, incluindo a obesidade. Quais as doenças relacionadas à obesidade? A obesidade é uma condição médica em que o indivíduo acumula excesso de gordura corporal. Esse excesso é prejudicial para a saúde, pois sobrecarrega os sistemas e órgãos vitais. Os problemas de saúde relacionados à obesidade incluem diabetes tipo 2, doenças cardíacas, hipertensão arterial, apneia do sono, doenças articulares e alguns tipos de câncer. Uma luta invisível Para muitas pessoas que sofrem de obesidade, perder peso não é uma missão fácil. Muitas vezes, os tratamentos convencionais, como dietas, atividades físicas e alguns medicamentos, não são eficazes. Nesses casos, a cirurgia bariátrica pode ser uma excelente opção para controlar a obesidade e reduzir o risco de doenças relacionadas. Como a bariátrica pode ajudar? A cirurgia bariátrica é um procedimento que altera o sistema digestivo para limitar a quantidade de alimentos que o paciente pode comer e reduzir a absorção de açúcares e gorduras. Existem diferentes tipos de cirurgia bariátrica, incluindo a gastrectomia vertical (sleeve) e o by-pass gástrico. Os estudos comprovam A cirurgia bariátrica tem se mostrado eficaz no controle da obesidade e na redução do risco de doenças associadas à obesidade. Estudos mostram que a cirurgia pode ajudar a reduzir a pressão arterial, melhorar o controle do diabetes tipo 2 e reduzir o risco de doenças cardíacas. Uma revisão sistemática de 2020, publicada na revista científica Obesity Surgery, analisou os efeitos da cirurgia bariátrica em pacientes com diabetes tipo 2. Os resultados mostraram que a cirurgia bariátrica levou a uma redução significativa na hemoglobina A1c (HbA1c) – um indicador do controle do açúcar no sangue – em comparação com o tratamento convencional. Além disso, a cirurgia bariátrica levou a uma redução significativa no uso de medicamentos para diabetes tipo 2. Outro estudo, publicado no Journal of the American Medical Association em 2018, comparou os resultados de pacientes que passaram por cirurgia bariátrica com aqueles que fizeram mudanças no estilo de vida. Os resultados mostraram que a cirurgia bariátrica levou a uma redução maior no peso corporal, pressão arterial e níveis de triglicerídeos, comparado ao tratamento clínico conservador. Se você tem IMC > 35 kg/m2 e possui diabetes ou alguma das doenças relacionadas à obesidade, agende uma consulta e dê o primeiro passo em direção a sua melhoria de qualidade de vida!
Como a obesidade pode contribuir para o câncer colorretal

Somos destaque na mídia! Estudos indicam que a má alimentação, a falta de atividades físicas e excesso de peso são fatores de risco para os diversos tipos de câncer. O câncer colorretal é a segunda forma da doença que mais mata, apenas perdendo para o câncer de mama. De acordo com o Ministério da Saúde, possuir história familiar de câncer intestinal, idade igual ou acima de 50 anos, seguir uma alimentação desequilibrada e a obesidade são os principais fatores relacionados ao desenvolvimento do câncer colorretal. Além deles, o consumo de alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de álcool, consumo e ingestão excessiva de carne vermelha, também aumentam o risco para este tipo de câncer. Para o Dr. José Afonso Sallet, cirurgião e diretor-médico do Instituto de Medicina Sallet, a obesidade é uma doença crônica que causa alterações no microbioma intestinal, o que pode aumentar a inflamação e alterar o funcionamento normal do intestino. Ele explica que esse processo inflamatório crônico leva a um aumento da produção de compostos tóxicos que podem danificar as células do intestino e criam um ambiente favorável para o crescimento de células cancerígenas. Leia a reportagem completa aqui.
Portadores de HIV podem realizar bariátrica?

A cirurgia bariátrica é uma opção para pacientes com obesidade mórbida que buscam um tratamento para a perda de peso. No entanto, muitas vezes há preocupações quanto à compatibilidade com outras condições médicas, como o HIV. A decisão de realizar a cirurgia bariátrica em pacientes com HIV depende de vários fatores, como o estágio da doença, o tratamento antirretroviral em uso e a presença de outras comorbidades. É importante que o paciente seja avaliado por seu cirurgião bariátrico e pelo seu médico infectologista para determinar se a cirurgia é uma opção viável. De acordo com o Dr. José Afonso Sallet, diretor-médico do Instituto de Medicina Sallet e especialista em cirurgia bariátrica, “Pacientes portadores de HIV podem realizar a cirurgia bariátrica, desde que sejam avaliados individualmente e haja uma equipe médica transdisciplinar capacitada para acompanhar todo o processo de pré e pós-operatório”. A cirurgia bariátrica pode ser benéfica para pacientes imunossuprimidos, pois a obesidade é uma doença inflamatória que pode aumentar o risco de complicações relacionadas ao HIV, como a progressão para a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e aumento de problemas cardiovasculares. Além disso, a perda de peso pode contribuir ao tratamento antirretroviral e aumentar a qualidade de vida do paciente. Em conclusão, pacientes com HIV podem realizar cirurgia bariátrica, desde que sejam avaliados individualmente e haja uma equipe transdisciplinar para acompanhar todo o processo. Quer saber mais? Agende uma avaliação com nossa equipe!
Qual a relação entre a cirurgia bariátrica e a formação de pedras na vesícula?

Pacientes bariátricos têm entre 25% e 40% mais de chances de ter pedras na vesícula. Entenda o motivo! O número de pessoas que podem ter problemas de pedras na vesícula é bastante significativo: entre 7% e 17% de toda a população mundial vai passar por isso algum dia na vida. Indivíduos que perdem peso muito rapidamente, seja em função de uma cirurgia bariátrica ou de um tratamento para emagrecer, aumentam essas chances. A colelitíase, nome científico da popularmente conhecida “pedra na vesícula”, pode gerar sintomas significativos e incômodos no paciente e, na grande maioria dos casos, a intervenção cirúrgica é o único tratamento possível. Para que serve a vesícula? Quais as razões dessa doença acometer tantas pessoas, em especial quem emagreceu ou passou por cirurgia bariátrica? O que fazer para prevenir episódios de pedra na vesícula? Sabia as respostas para estas e outras perguntas em nosso blog! Boa leitura! Qual a função da vesícula biliar? A vesícula biliar é um órgão em forma de pera, cuja principal função é armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado e responsável por digerir as gorduras que estão no intestino. A vesícula fica localizada na região abdominal, abaixo do lobo direito do fígado. Por que se formam as pedras na vesícula? Quando um indivíduo passa por um processo de emagrecimento, os sais de colesterol, antes presentes na corrente sanguínea, começam a ser eliminados pelo fígado. Esse acúmulo repentino de colesterol metabolizado promove a saturação da bile e a formação das pedras. Pessoas que passaram por cirurgia bariátrica têm mais chances de ter pedras na vesícula — entre 25% e 40% dos pacientes apresentam cálculos posteriores ao procedimento. Isso acontece devido à rápida perda de peso e consequente saturação da bile. Quais são os sintomas de pedra na vesícula? As pedras na vesícula biliar geralmente causam diferentes sintomas, estando entre os mais comuns, a dor no lado direito superior do abdômen, — principalmente, após as refeições, náuseas —, vômitos, cólicas e inchaço abdominal. Em alguns casos, a depender do tamanho e quantidade de cristais, o paciente não apresenta sintomas. Qual é o tratamento para pedra na vesícula? A cirurgia para retirada da vesícula (colecistectomia) é o tratamento mais indicado quando o paciente é diagnosticado com colelitíase. A intervenção é minimamente invasiva, realizada por meio de laparoscopia, método rápido e seguro, que consiste em pequenas incisões no abdômen para inserção de instrumentos guiados por uma câmera. Geralmente, o paciente recebe alta no mesmo dia do procedimento e a recuperação é feita em casa. Pacientes que passaram por algum tratamento contra a obesidade, entre eles a cirurgia bariátrica, devem continuar o acompanhamento médico pós-operatório e, quando necessário, recorrer a medicamentos para evitar o surgimento das pedras na vesícula e nova intervenção cirúrgica. Quem já tem pedra na vesícula pode fazer bariátrica? Quando o paciente bariátrico é diagnosticado com pedra na vesícula antes da cirurgia, ele deve passar por uma avaliação criteriosa da equipe médica. Em alguns casos, pode ser indicada a realização dos dois procedimentos de uma única vez (colecistectomia + bariátrica) ou cirurgias em tempos diferentes. A avaliação dos profissionais determinará os benefícios e riscos e como devem ser feitas as intervenções em cada caso. Realizou bariátrica recentemente? Não deixe de se consultar regularmente com seu médico e realizar o acompanhamento pós-operatório. Agende sua consulta de retorno com os especialistas do Instituto de Medicina Sallet!
Realizei a cirurgia bariátrica, mas parei de emagrecer. Conheça o efeito platô!

Efeito platô é uma resposta natural do organismo, inclusive para quem passou por uma cirurgia bariátrica. O efeito platô é um velho — e temido — conhecido de quem está enfrentando um tratamento para emagrecer ou de combate à obesidade. Entretanto, trata-se de uma acomodação natural do organismo aos estímulos oferecidos pelo programa alimentar e rotina de exercícios. Quando os quilos indesejados estão indo embora, tudo parece ir bem, mas, de uma hora para outra, parece que o ponteiro da balança “estaciona” e toda a rotina do tratamento pós-cirúrgico parece não fazer mais efeito. Neste momento, os pacientes se desesperam e não entendem o que estão fazendo de errado. Calma! O efeito platô transitório é algo normal, inclusive para quem passou por uma cirurgia bariátrica. Afinal, o que é o efeito platô e por que ele acontece? Ao longo deste artigo, vamos entender melhor como funciona o seu organismo, as razões dessa pausa indesejada no processo de emagrecimento e como evitá-lo. Boa leitura! Efeito platô: o que é? Recebe o nome de efeito platô, aquela “estacionada” que o corpo dá durante o processo de emagrecimento. Trata-se de uma situação comum – e até esperada -, mesmo em pacientes bariátricos, que costuma acontecer após os primeiros 6 meses da cirurgia. É uma resposta natural do organismo à rápida perda de peso e à ingestão reduzida de calorias. Ou seja, é como se o corpo entendesse que algo pode estar errado e resolvesse nos “poupar” dos efeitos do emagrecimento. Perda de peso não é linear Ao contrário do que se pensa, a perda de peso não é linear, inclusive em pacientes bariátricos. É verdade que, dependendo da técnica cirúrgica, um paciente pode perder até 40% de volume corporal nos primeiros 3 meses após a cirurgia. Por outro lado, também consideramos totalmente normal que o ritmo de emagrecimento oscile com o passar do tempo. Os pacientes podem imaginar que o processo de emagrecimento se inicia imediatamente após a cirurgia bariátrica e segue com o mesmo ritmo de perda de peso até alcançar o objetivo da balança. Infelizmente, não é bem assim que funciona. Se você pretende realizar uma cirurgia bariátrica, saiba que o volume de peso perdido será bem maior logo após a cirurgia e, conforme os meses forem passando, novas etapas do tratamento forem alcançadas, alimentos reintroduzidos, o ritmo de emagrecimento também diminui. É importante saber que as pausas no emagrecimento são normais e servem para que o corpo se adapte à nova realidade, inclusive preservando a saúde dos músculos e órgãos. O que fazer para evitar o efeito platô? Não existe uma fórmula ou ação milagrosa para sair do efeito platô ou passar rapidamente por ele. Como esta é uma resposta natural do organismo, você deve ter perseverança, seguir com o tratamento e continuar o que já vem fazendo. É muito importante seguir as orientações nutricionais e manter o programa de tratamento, que envolve o uso de suplementos vitamínicos, manutenção de novos hábitos de vida, escolhas alimentares saudáveis e a prática de atividades físicas regulares. A cirurgia bariátrica é apenas a primeira etapa de um processo cujo objetivo é ajudar você a emagrecer de forma saudável e duradoura. E, assim como qualquer outro processo, necessita de calma e paciência para chegar aonde se deseja. Então, nada de desespero caso você esteja enfrentando um momento de efeito platô com seu peso na balança estacionado. Tenha certeza de que esse estágio não durará para sempre! Continue persistindo e seguindo o que é recomendado pela equipe transdisciplinar que acompanha seu tratamento. Que tal acompanhar a sua evolução por meio de uma análise corporal completa e com imagens em três dimensões? Conheça o scanner corporal Styku 3D, o mais novo equipamento disponível no Instituto de Medicina Sallet. Receba o diagnóstico de sua composição corporal de forma precisa e em segundos! Tenha a orientação de um profissional e acelere seus resultados. Agende a sua avaliação!
Metade dos diabéticos brasileiros desconhece o diagnóstico

Segundo IDF, 537 milhões de pessoas estão diabéticas no mundo; no mês em que é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, a Dra. Renata Midori Hirosawa, endocrinologista e membro da equipe transdisciplinar do Instituto de Medicina Sallet, comenta panorama no Brasil e a importância de campanhas de conscientização. De acordo com a Dra. Renata, estima-se que 80% dos pacientes com obesidade graus 2 e 3 estão diabéticos, e metade destes, desconhece o diagnóstico da doença. Durante a entrevista, a Dra. Hirosawa falou sobre os números revelados pelo Atlas de Diabetes, além da importância de campanhas de conscientização e hábitos que podem contribuir para a prevenção da doença. Leia a reportagem completa aqui.
O que é protocolo ERAS e como ele contribui para a alta hospitalar precoce?

ERAS é a sigla em inglês para Enhanced Recovery After Surgery, um conjunto de protocolos que permite uma recuperação mais rápida e segura após a cirurgia bariátrica, desde a internação hospitalar, incluindo os primeiros dias do paciente em casa. O protocolo ERAS foi criado no final da década de 1990, formado por técnicas e intervenções pré, intra e pós-operatórias, visando a melhora do paciente para que ele passe o menor tempo possível internado e se recupere prontamente com total tranquilidade. O Instituto de Medicina Sallet adota o protocolo ERAS em todos os procedimentos desde a sua instituição, contribuindo de forma efetiva para a alta hospitalar precoce. Continue conosco para saber mais! O que é o protocolo ERAS? O protocolo ERAS é um conjunto de procedimentos que envolve uma cirurgia, a preparação prévia, o ato cirúrgico até a recuperação e alta hospitalar. Os procedimentos priorizam a diminuição considerável do tempo em que o paciente permanece em ambiente hospitalar, minimizando riscos e custos desnecessários. O Dr. José Afonso Sallet, cirurgião de excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica e Diretor-Médico do Instituto de Medicina Sallet, fala mais sobre o protocolo ERAS: “É o que chamamos de alta precoce, ou seja, nós preparamos muito bem os nossos pacientes e, para isso, é fundamental um bom acolhimento pré-operatório de maneira que ele esteja apto para realizar a cirurgia bariátrica em todos os sentidos, do ponto de vista clínico, psicológico e até administrativo, para que ele passe muito bem pela cirurgia e permaneça o menor tempo possível em ambiente hospitalar e realize o pós-operatório em sua casa com total segurança”, explica. No Instituto de Medicina Sallet, o paciente é internado no mesmo dia em que será realizada a cirurgia bariátrica. Após o procedimento, é iniciada a dieta e, na manhã seguinte, após passar por uma avaliação criteriosa, o paciente é liberado para realizar a recuperação em casa. “Mais de 95% dos nossos pacientes operados, independente da condição clínica pré-operatória que nós tratamos de compensá-la antes de operar, recebem alta em 24 horas ou menos. Isso traz uma vantagem enorme para a recuperação do paciente e também minimiza custos e tempo de internação hospitalar”, acrescenta o Dr. José Afonso Sallet. Objetivos e benefícios do protocolo ERAS O protocolo ERAS, também conhecido no Brasil como ACERTO (ACEleração da recuperação TOtal pós-operatória), é dividido em normas pré-operatórias, intra-operatórias (durante a realização da cirurgia) e pós-operatórias. São muitos os benefícios da implantação do protocolo ERAS. Vamos conhecer alguns deles: No período pré-operatório o paciente não necessita de medicações antes da anestesia, o jejum é mais curto e não é preciso fazer o preparo intestinal de rotina; Durante a cirurgia são utilizados anestésicos de curta duração e, geralmente, não é necessário o uso de drenos; No pós-operatório os cateteres são retirados rapidamente, não é preciso utilizar cateter nasogástrico, o paciente consegue se mover de forma mais rápida e tranquila e a dieta pode ser iniciada de forma precoce. Resultados esperados com o protocolo ERAS Ao optar por uma clínica bariátrica que utiliza o protocolo ERAS, o paciente pode esperar um procedimento cirúrgico seguro, menor tempo de internação, alta hospitalar precoce e a certeza de uma recuperação cirúrgica mais tranquila. A alta precoce propicia conforto ao paciente que pode se recuperar com a família em casa, além de minimizar os riscos de uma internação prolongada e também os custos advindos desse tempo extra em hospital. Saiba como se preparar para a cirurgia bariátrica e tenha uma recuperação excepcional em sua cirurgia! Baixe nosso e-book!
Quem tem doença autoimune pode realizar cirurgia bariátrica?

Como qualquer pessoa que busca uma solução contra a obesidade na cirurgia bariátrica, pacientes que sofrem de doenças autoimunes precisam passar por avaliação médica para uma indicação cirúrgica mais segura. Pessoas que possuem doenças autoimunes podem realizar a bariátrica, assim como qualquer outro procedimento médico, contudo, por ser uma cirurgia que causa impactos no organismo e alterações metabólicas significativas, é preciso estar atento a alguns cuidados importantes. Pacientes que sofrem de doenças autoimunes podem ter seus quadros de saúde agravados e reações inflamatórias exageradas no pós-cirúrgico, portanto, necessitam que os médicos especialistas que o acompanham façam parte da equipe multidisciplinar e avaliem os benefícios da bariátrica frente aos riscos e impactos do procedimento em todas as suas fases, do pré ao pós-operatório. Saiba quais são as doenças autoimunes mais comuns, como se preparar para uma cirurgia segura e os riscos de um pós-operatório sem acompanhamento adequado. Continue conosco e boa leitura! O que é uma doença autoimune? Quando uma pessoa sofre de alguma doença autoimune, seu sistema de defesa reconhece indevidamente algumas estruturas do próprio corpo como estranhas ou nocivas e dispara respostas imunológicas de combate. Em outras palavras, o mecanismo imunológico do paciente ataca células sadias do próprio corpo, muitas vezes, de forma exagerada. Esse ataque descoordenado provoca uma série de reações adversas no organismo, tais como inflamações, alergias, dores abdominais, diarreias ou mesmo espasmos musculares e respiratórios que, em alguns casos mais graves, podem ser fatais. Na doença tireoidite de Hashimoto, por exemplo, o corpo ataca a tireoide e prejudica seu funcionamento. O diabetes mellitus tipo 1 é uma doença caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina, importante hormônio regulador da glicemia. Já na artrite reumatoide, a doença afeta os tecidos das articulações, causando dores, inflamações e inchaços. Uma pessoa com lúpus têm seus tecidos e órgãos atacados e, na asma, são os brônquios, principais estruturas das vias respiratórias que sofrem. Riscos no pós-operatório relacionados às doenças autoimunes Todo procedimento invasivo pode ser perigoso em certo nível para quem sofre com as doenças autoimunes, não apenas a cirurgia bariátrica. Cada indivíduo é único; por isso, é importante conhecer as suas condições clínicas e restrições antes de pensar na cirurgia. Entre os riscos, os mais comuns são a possível ativação exagerada das reações de sintomas que, até então, estavam sob controle, além do surgimento de um processo inflamatório mais grave e o surgimento de alguns tipos de enfermidades como trombose, hiperglicemia, hipertensão, além de maior tempo de recuperação pós-operatório. Então, qual o momento certo para realizar a cirurgia bariátrica em um paciente com doença autoimune? É importante destacar que doença autoimune não tem cura, mas pode ser estabilizada, entrar em remissão, ou mesmo, não ser ativada por longo tempo. Portanto, ao planejar a realização de uma cirurgia bariátrica, é preciso considerar o risco frente ao benefício do procedimento. A equipe médica deverá avaliar três aspectos importantes: a gravidade da doença autoimune, o grau de atividade no momento da avaliação e o tratamento ao qual o paciente é submetido. Gravidade da doença e atividade As doenças autoimunes diferem entre si, sendo algumas mais sérias e outras mais leves. Se o médico especialista chegar à conclusão que a cirurgia bariátrica pode trazer um impacto negativo ao paciente naquele momento, ele optará pela não realização do procedimento. Também é preciso entender se a doença autoimune está em atividade ou se o indivíduo está há algum tempo sem crises. Realizar o procedimento em uma pessoa com a doença em sua fase ativa pode causar uma reação exagerada e com graves consequências. Avaliação do tratamento da doença autoimune A equipe multidisciplinar responsável pela cirurgia bariátrica precisa avaliar, em conjunto com o médico responsável pelo tratamento da doença autoimune, se os medicamentos de uso contínuo podem ser suspensos ou devem ser revisados durante a fase de pré ou pós-operatório sem que a mudança prejudique à saúde ou provoque reações adversas ao candidato à bariátrica. Faça uma avaliação com a equipe do Instituto de Medicina Sallet Você ainda tem dúvidas sobre quais as indicações da cirurgia bariátrica? Venha conhecer o Instituto de Medicina Sallet e faça uma avaliação!