O que é peso ideal e como calculá-lo?

Nos últimos anos, a obesidade ganhou notoriedade e tornou-se um importante problema de saúde pública. Sua prevalência em todo o mundo aumentou e, consequentemente, a preocupação com as doenças associadas ao fato de boa parte da população não conseguir se manter saudável e dentro da sua faixa de peso ideal. Por isso, estar dentro do chamado peso ideal é importante não apenas pela estética, como também para evitar enfermidades, estimular o bem-estar psíquico, a autoestima e a capacidade de socialização. E a principal forma de saber se você está nessa margem é por meio do cálculo do Peso Ideal. A seguir, descubra um pouco mais sobre a técnica e entenda porque ela é tão importante para a sua saúde e bem-estar. Acompanhe. Peso ideal X IMC: qual a relação? Falar de peso ideal pode ser algo bastante abstrato e reducionista, afinal, somos todos naturalmente diferentes. Apesar disso, algumas diretrizes de saúde podem ser utilizadas para avaliar o nosso peso e identificar possíveis riscos. O IMC, ou índice de massa corporal, é uma medida universal adotada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para identificar dados preditivos de saúde por meio da classificação do peso do indivíduo em relação à sua altura. Esse método é bastante prático. Por isso, é comumente utilizado para verificar se cada pessoa está dentro, acima ou abaixo do peso ideal e para conhecer as possibilidades de doenças que se possa estar propensa a desenvolver. Como é feito o cálculo do IMC e Peso Ideal? A utilização dessa técnica para conhecer os perigos que cada indivíduo pode estar sujeito, em virtude do seu peso, tornou-se bastante comum entre as comunidades científicas. O cálculo é bastante simples, necessitando apenas estabelecer a relação entre a massa (kg) e altura (m) do indivíduo. Podemos ver como calcular o Peso Ideal na equação abaixo: Índice de Massa Corporal – IMC = Massa (kg) ÷ Altura (m)². Dessa forma, uma pessoa que meça 1,65 m e pese 60 kg, por exemplo, deve fazer o cálculo da seguinte forma: 60 ÷ (1,65 x 1,65) = 60 ÷ 2,7225 = 22,038 Uma vez realizado o cálculo do IMC, podemos classificar os dados de acordo com os índices preestabelecidos pela OMS: Menor que 18,5 = abaixo do peso. Entre 18,5 e 24,9 = peso normal. Entre 25 e 29,9 = sobrepeso. Entre 30 e 34,99 = obesidade grau I. Entre 35 e 39,99 = obesidade grau II (severa). Acima de 40 = obesidade grau III (mórbida). A partir desse cálculo também é possível identificar qual seria o peso mínimo e o peso máximo recomendado para cada individuo, com base em sua altura. Afinal, o que tudo isso significa? Cada faixa de cálculo tem uma classificação diferente que indica possíveis consequências para o corpo. Estar abaixo do peso, por exemplo, pode ocasionar falta de nutrientes, indisposição e anemia. Já o sobrepeso favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Quadros de obesidade estão sujeitos a colesterol alto, diabetes, dificuldades para locomoção e, até mesmo, risco de morte. O cálculo do IMC é o suficiente para determinar o peso ideal? Apesar de a metodologia ser rápida e simples, ela não está livre de falhas. Por isso, é sempre interessante utilizá-la em conjunto com outras opções, como exames médicos, avaliações físicas e consultas com nutricionistas. Afinal, não basta apenas conhecer os números, é preciso entender o que eles representam e de que forma podem nortear seu caminho rumo ao emagrecimento saudável e à conquista do seu peso ideal. Agora que você já conhece a importância de alcançar – e manter – o peso ideal, aproveite e faça o cálculo do seu Peso Ideal!
Alimentação saudável: como fazer boas escolhas no supermercado

De acordo com pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no ano passado, oito em cada dez brasileiros afirmam que se esforçam para ter uma alimentação saudável e 71% dos entrevistados apontam que preferem produtos mais saudáveis, mesmo que tenham de pagar mais caro por isso. E manter essa prática é uma tarefa que requer um olhar bastante apurado na hora de fazer as compras no supermercado. A alimentação saudável traz muitos benefícios que estão cada vez mais evidentes para a população que, conforme revela a pesquisa acima, está se conscientizando e buscando implementar hábitos alimentares melhores. Tudo isso reflete em mais saúde, bem-estar e qualidade de vida. E, para obter tais resultados, adotar certas práticas na hora de ir ao supermercado é algo fundamental. Para ajudá-lo nisso, confira nossas dicas a seguir. 1. Faça sempre sua lista de compras Uma boa compra no supermercado e uma alimentação saudável começa pelo planejamento do cardápio. Fazer uma lista, antes de ir às compras, é uma maneira de não esquecer-se de alimentos importantes e de evitar fazer compras por impulso. Para quem busca uma alimentação saudável, não pode faltar no carrinho aveia, chia, linhaça e cereais integrais, além de carnes magras, ovos, frutas, verduras, leguminosas e oleaginosas. Por outro lado, alimentos prontos ou refinados, bebidas destiladas, doces e guloseimas, embutidos, queijos gordurosos e temperos prontos devem estar bem longe da lista e de sua mesa. 2. Vá alimentado ao supermercado Depois de fazer a lista, antes de se dirigir ao supermercado, alimente-se em casa. Ir ao supermercado com fome é um perigo e pode levar você a comprar comidas prontas, que engordam e que você não precisaria ingerir, se estivesse saciado. 3. Para uma alimentação saudável, inicie as compras pelo hortifruti Dentro de seu projeto de adotar uma uma alimentação saudável, não há nada mais importante do que comer frutas e verduras. Além disso, enchendo o carrinho com esse tipo de alimento, não vai sobrar muito espaço para aqueles itens calóricos ou gordurosos. 4. Evite os industrializados Os produtos industrializados estão por toda a parte no supermercado e, muitas vezes, são uma verdadeira tentação. Evitar esse tipo de alimento é um passo importante para ter uma alimentação saudável, mais saúde, disposição e bem-estar. 5. Leia o rótulo dos produtos Desde 2001, o rótulo com informações nutricionais é obrigatório em qualquer produto regulado pela Anvisa. Ou seja, todo o produto industrializado precisa conter as informações dos ingredientes que compõem tais alimentos. É importante fugir de produtos que contenham maltodextrina, gordura vegetal, açúcar, xaropes ou farinhas refinadas. Outro aspecto importante a se considerar é observar as composições dos produtos. Um alimento integral deve ter uma quantidade significativa de fibras, por exemplo. 6. Compare os produtos Acredite: é fundamental comparar os produtos, pois, dependendo da marca, há diferenças nutricionais expressivas. Assim, alimentos semelhantes exigem um olhar mais atento à composição nutricional. Opte sempre por aqueles com menos açúcares, gordura saturada, sódio e isentos de gorduras trans e com maior quantidade de fibras. Quer saber mais a respeito de como manter uma alimentação saudável? Então, leia o artigo 5 hábitos que ajudam no emagrecimento saudável e qualidade de vida.
Obesidade infantil: como prevenir seus filhos contra ela?

A obesidade é um dos grandes problemas da atualidade, o que oferece grandes riscos também para o público infantil. Isso porque hoje, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 41 milhões de crianças com menos de 5 anos estão acima do peso – um número que preocupa especialmente aos pais. E é a esses que cabe a responsabilidade de garantir melhores hábitos para promover a saúde dos pequenos, inclusive no que diz respeito a evitar a obesidade infantil. Para ajudá-lo nisso, neste artigo, apresentaremos algumas dicas de como evitar que seu filho sofra com a obesidade infantil. Confira a seguir. 1. Faça exames de acompanhamento A obesidade é uma doença, como várias outras, e merece a devida atenção. Por isso, desde a gravidez, é preciso acompanhar possíveis pré-disposições do bebê em desenvolver esse tipo de distúrbio. Lembrando de que como os aspectos nutricionais da mãe têm influência direta sobre o desenvolvimento do feto, é preciso manter durante a gestação uma dieta equilibrada. Ainda, se qualquer tendência for identificada, é preciso redobrar a atenção nas rotinas alimentares. 2. Invista na boa alimentação das crianças para evitar a obesidade infantil A boa alimentação é o segredo para uma vida saudável e uma das maiores aliadas na prevenção à obesidade infantil. Mantendo uma dieta balanceada, rica em nutrientes e livre de gorduras e açúcares, é possível controlar o peso dos pequenos e preservar a sua saúde. O recomendado para isso é beber muita água, além de consumir frutas, verduras, legumes e carnes magras. Construindo esses hábitos desde cedo se torna muito mais fácil manter uma rotina mais prática contra a obesidade. 3. Incentive seus filhos a praticarem exercícios físicos Os exercícios físicos atuam de forma importante no organismo, desde a infância – o que resulta em uma necessidade de incluir essas práticas também no cotidiano das crianças. Sendo assim, incentive seus pequenos à prática de diferentes atividades – natação, dança, lutas, vôlei e futebol são alguns bons exemplos que podem ser adotados na rotina. Mas, claro, a melhor escolha dependerá dos gostos e das habilidades de cada criança. 4. Trabalhe a saúde mental de seu filho Muitas crianças têm a obesidade atrelada a fatores emocionais, o que revela a importância de um bom acompanhamento psicológico desde os primeiros meses de vida. Se o seu pequeno apresentar determinada resistência ou fraqueza emocional, não deixe de procurar a ajuda de um psicólogo especialista. No longo prazo, essa debilidade pode se transformar, causando inúmeros prejuízos à criança – dentre esses, o desenvolvimento da obesidade infantil. A obesidade infantil é mesmo muito grave e pode prejudicar a saúde e o desenvolvimento das crianças – especialmente quando não controlada. Dessa forma, se o seu filho apresenta alguma tendência a desenvolver esse tipo de doença, não deixe de investir em ações de controle e prevenção. Garantindo uma rotina saudável, composta por uma alimentação balanceada e por exercícios físicos regulares, você já está fazendo muito pela prevenção da obesidade infantil. Ainda, não deixe de realizar acompanhamento médico e investigar quaisquer sintomas diferentes na rotina dos pequenos. Seu filho precisa de cuidado desde os meses iniciais: pense nisso e garanta a saúde e o bem-estar dele no longo prazo! E para manter-se sempre informado sobre boas práticas para prevenir a obesidade e outros problemas, acompanhe o nosso canal no YouTube.
Suplementação Proteica pós-cirurgia bariátrica: por que é importante?

A cirurgia bariátrica, também conhecida como cirurgia da obesidade, redução de estômago ou gastroplastia, é uma das soluções mais procuradas para o tratamento da obesidade mórbida e de redução de peso e medidas. Entretanto, a preparação e, principalmente, os cuidados após o procedimento devem ser seguidos à risca. A rápida perda de peso vem acompanhada também de perda de massa muscular e, por isso, a suplementação de proteínas pós-cirurgia bariátrica é extremamente importante para bons resultados. As cirurgias como opções de tratamento para obesidade surgiram na década de 1950, mas se popularizaram no Brasil e no mundo entre o final da década de 1990 e os anos 2000. Com a procura acima da média, surgiram também novos estudos de acompanhamento dos pacientes antes, durante e após o processo cirúrgico. Assim, foi possível identificar todos os gargalos para aumentar ainda mais os benefícios da cirurgia e evitar problemas futuros. Nesse contexto, a suplementação proteica pós-cirurgia bariátrica mostra-se bastante relevante. Descubra o porquê neste artigo. A importância da suplementação proteica pós-cirurgia bariátrica Assim como em qualquer outro procedimento cirúrgico, o pós-operatório deve ser realizado com muita atenção para se obter todos os benefícios possíveis e, naturalmente, acelerar a recuperação do paciente. Um dos pontos mais importante nesse processo é a ingestão correta de proteínas, já que, após a cirurgia, há mais tendência ao catabolismo, ou seja, uma situação metabólica em que o organismo utiliza suas próprias reservas para repor energia e tecidos desgastados, propiciando a redução da massa magra. Após a cirurgia, a alimentação é consideravelmente modificada, bem como a quantidade de alimentos ingeridos. Porém, é justamente nessa etapa que o corpo precisa de proteínas. Por outro lado, muitos pacientes não priorizam esse tipo de alimentação, seja pela dificuldade de mastigação ou pela saciedade que esse macronutriente produz. Devido ao desvio da passagem dos alimentos por uma área de absorção do intestino e também por apresentar menor secreção de enzimas e sucos digestivos, a absorção de alguns nutrientes é modificada. Por isso, em alguns casos, ainda que a alimentação seja realizada corretamente, a quantidade de proteína ingerida apenas nas refeições não mostra-se suficiente, principalmente nos primeiros seis meses de pós-operatório. A falta de proteínas no corpo pode desencadear uma série de problemas além da perda de massa magra, tais como redução da imunidade, queda de cabelo, enfraquecimento das unhas, etc. Para evitar essas e outras questões, é indicada a suplementação pós-cirurgia bariátrica como forma de complementar a alimentação. Suplementação proteica pós-cirurgia bariátrica: o que consumir? Entre as principais indicações, podemos destacar o consumo do Whey Protein isolado e hidrolisado, caseína, albumina, isolado protéico de soja, proteína de arroz e ervilha, entre outras. O Whey Protein destaca-se devido à sua facilidade de absorção, além de promover mais saciedade. Outros benefícios do suplemento é o alto teor de aminoácidos de cadeia ramificada e o fortalecimento do sistema imunológico. É importante saber identificar os diferentes tipos de Whey Protein na hora da compra. O isolado é o mais puro e concentrado, com pouca ou praticamente nenhuma gordura e lactose e com mais de 90% de proteína. O concentrado varia entre 29% e 89% de proteína, os com índices mais baixos possuem mais concentração de gorduras e lactose. Já o hidrolisado causa menos reação alérgica e possui mais cadeias proteicas quebradas em peptídeos, sendo uma fonte suplementar de qualidade. Cabe lembrar de que a dose recomendada de vitaminas deve ser prescrita pelo nutricionista que já acompanha o paciente em todo processo cirúrgico. Quer saber mais sobre o pós-operatório da Cirurgia Bariátrica? Confira o Guia completo que preparamos. Clique aqui e baixe gratuitamente!
Instituto de Medicina Sallet participa do XX Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica em Curitiba

A equipe do Instituto de Medicina Sallet esteve presente no XX Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, promovido pela SBCBM, e que aconteceu entre os dias 15 e 18 de maio de 2019, em Curitiba, PR. Dr. José Afonso Sallet participou da rodada de debates sobre o tema “O dia a dia da Cirurgia Bariátrica e Metabólica – Dilemas do Consultório”. No Congresso também aconteceu o lançamento do Livro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), no qual tivemos a honra de poder ajudar com um capítulo. A equipe do Instituto de Medicina Sallet (IMS) escreveu o capítulo Cirurgia Bariátrica: técnicas cirúrgicas, indicações e contraindicações. Um grande trabalho, com resultado excelente! Nada seria possível sem a liderança do Dr. José Afonso Sallet, Dr. Carlos Eduardo Pizani e Dr. Thomaz Monclaro, além da equipe cirúrgica e transdisciplinar do IMS, e, claro, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica pelo precioso projeto. Parabéns a todos os envolvidos, foi um enorme orgulho fazermos parte disso.
O papel do endocrinologista na cirurgia bariátrica

Na cirurgia de redução de estômago, diversos profissionais integram a equipe transdisciplinar responsável pelo paciente e o endocrinologista é um deles. Por isso, descubra o papel do endocrinologista na cirurgia bariátrica. Afinal, qual é o papel do endocrinologista na cirurgia bariátrica? A cirurgia bariátrica é uma aliada no emagrecimento saudável e no combate à obesidade e doenças metabólicas e, segundo pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, no Brasil foram realizadas mais de 100 mil cirurgias desse tipo somente na rede privada de saúde durante o ano de 2017. Um dos profissionais que acompanham esses pacientes que realizaram a bariátrica é o endocrinologista, que tem como papel avaliar se o paciente está apto e compensado para a cirurgia sob o ponto de vista metabólico e hormonal (curva de peso, perfil glicêmico, hormônios tireoidianos, sexuais e de crescimento e outros). Ou seja, o endocrinologista é responsável por acompanhar o paciente em todas as fases operatórias a fim de garantir que o procedimento seja realizado em um paciente bem monitorado e controlado, aumentando assim as possibilidades de uma cirurgia mais eficiente e com bons resultados. Papel do endocrinologista na cirurgia bariátrica – antes do procedimento Atualmente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) define algumas regras para realizar a cirurgia de redução de estomago, uma delas é o IMC (Índice de Massa Corpórea). A cirurgia pode ser indicada para pessoas com IMC acima de 40kg/m2. E também para pessoas com IMC acima de 35kg/m2, portadores de comorbidades (presença de duas ou mais doenças relacionadas a obesidade que possam levar a morte). No pré-operatório, o endocrinologista faz a avaliação clínica do paciente, avaliando o controle das comorbidades associadas e verificando se ele está apto ou não para a intervenção cirúrgica. Através da análise de alguns exames como glicemia, hemoglobina a1c, peptídeo C, insulina, TSH, T4 livre, perfil lipídico, hemograma, vitamina B12, sorologias, função renal e hepática entre outros, o especialista pode auxiliar a equipe transdisciplinar ao definir o momento mais seguro de submeter o paciente à cirurgia bariátrica. De forma prática, é o endocrinologista que, em pré-operatório, atua diretamente no: Controle do diabetes, do colesterol e triglicérides altos; Problemas na tireoide; Alterações na glândula suprarrenal; Alterações na hipófise; Verifica a presença de distúrbios endócrinos, como deficiência hormonal, níveis de hormônios em excesso, de tumores nas glândulas endócrinas; Realiza o diagnóstico e controle de hipotireoidismo e hipertireoidismo. Papel do endocrinologista – depois do procedimento O pós-operatório é uma das etapas mais longas e difíceis para o paciente pois há um desgaste emocional e físico muito grande. E o papel do endocrinologista na cirurgia bariátrica e da equipe transdisciplinar é orientar, apoiar e ser um agente facilitador ao paciente para que assim o resultado do procedimento seja positivo. Algumas das atribuições do endocrinologista após a realização da cirurgia bariátrica: Orientar e ajustar os medicamentos necessários no pós-operatório; Analisar de perto mudanças no metabolismo do paciente; Auxiliar no controle do peso; Solicitar exames de glicemia, colesterol e hormonais. Monitorar a remissão ou melhora de doenças metabólicas como o diabetes Assim, os esforços devem ser direcionados desde o pré-operatório no sentido de prevenir as complicações precoces e tardias, sendo principal fator de sucesso a adesão ao seguimento vitalício, o que pode ser melhorado com uma equipe transdisciplinar coesa. Quer saber mais sobre a preparação para a Cirurgia Bariátrica? Confira o Guia completo que preparamos. Clique aqui e baixe gratuitamente!
O que é cirurgia metabólica?

O diabetes já atinge mais de 9 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, sendo que grande parte dessas pessoas possui o diabetes tipo 2. Existem alguns tratamentos tradicionais para a doença, que devem ser seguidos por toda vida. Mas há alternativas. Conheça a cirurgia metabólica, um procedimento que pode ajudar pacientes com diabetes tipo 2! O que é a cirurgia metabólica? A cirurgia metabólica é um procedimento como a cirurgia bariátrica. Utilizada para tratar o diabetes, a cirurgia metabólica ajuda a controlar a glicemia, lipídios e pressão arterial. Ao realizar a operação metabólica, é possível também diminuir diversos problemas causados pelo diabetes, inclusive a mortalidade por problema cardiovascular relacionado ao diabetes tipo 2. A cirurgia metabólica pode ser feita por bypass gástrico com reconstrução em Y-de-Roux (BGYR), para a maioria dos casos. Em casos raros pode ser realizada a gastrectomia vertical (GV). Os resultados da cirurgia metabólica são positivos de curto a longo prazo, baseado no acompanhamento de pacientes que submeteram ao procedimento há mais de 20 anos. Esse tipo de cirurgia foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução nº2.172/2017. E somente pode ser realizada por profissional médico qualificado, em ambiente hospitalar de grande porte, com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e plantonista 24 horas. Cirurgia metabólica X bariátrica A principal diferença entre a cirurgia bariátrica e a metabólica é que na primeira o objetivo é a perda de peso e, com isso, controlar e evitar doenças causadas pela obesidade. Já na metabólica o principal objetivo é o controle do diabetes, porém, ela também auxilia na perda de peso dos pacientes, o que facilita na mudança do estilo de vida e alimentação do paciente, que tem muito mais facilidade em controlar o peso corporal. Para quem a cirurgia metabólica é indicada? Engana-se quem pensa que para realizar essa cirurgia basta ter o diabetes tipo 2, é preciso ainda ter outros requisitos. Conheça as exigências para realizar essa intervenção cirúrgica: Ter diabetes mellitus tipo 2. Ter IMC entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m². Idade mínima de 30 anos e máxima de 70 anos. Ter diabetes mellitus tipo 2 há menos de 10 anos. Apresentar parecer médico que comprove que o paciente não se adaptou a outras formas de tratamento do diabetes. Consultar-se com um endocrinologista por no mínimo dois anos. Não ter nenhuma contraindicação para realizar o procedimento. Qual profissional está apto a realizá-la? Qualquer intervenção cirúrgica deve ser realizada por profissional capacitado na área. Nesse caso, um médico cirurgião que atue nas áreas de cirurgia do aparelho digestivo ou cirurgia geral está apto a realizá-la, além de ter o seu registo ativo de qualificação de especialista (RQE). Por isso, é muito importante que ao escolher esse tipo de procedimento para controlar o diabetes tipo 2, você verifique todas as informações sobre a equipe que irá lhe atender. Quer saber mais sobre a preparação para a Cirurgia Bariátrica? Confira o Guia completo que preparamos. Clique aqui e baixe gratuitamente!
Dicas para evitar o sedentarismo

A América Latina tem o maior índice de sedentarismo do mundo, em torno de 39% da população, e o Brasil é o país que lidera essa lista, com o maior número de sedentários, segundo estudo realizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde). E essa é uma das principais causas de diversas doenças e perda da qualidade de vida. Com a rotina exaustiva, muitas pessoas deixam de ter hábitos saudáveis, por falta de tempo, organização ou desconhecimento dos diversos problemas que uma vida com uma alimentação incorreta e sem a prática regular de atividades físicas pode causar. Contudo, ter hábitos mais saudáveis é possível, como evitar o sedentarismo. Assim, descubra dicas simples para ter mais qualidade de vida. Afinal, o que é o sedentarismo? É considerado sedentário toda pessoa que não pratica atividades físicas regulares. Segundo o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), uma pessoa é considerada sedentária quando pratica menos de 150 minutos de atividades físicas por semana, considerando pessoas entre 18 a 60 anos. O sedentarismo é uma das causas de diversas doenças, que podem prejudicar muito a saúde e a qualidade de vida. Algumas das doenças e condições relacionadas ao sedentarismo são: Diabetes; Cânceres; Doenças cardiovasculares; Obesidade. Como evitar o sedentarismo: 5 dicas simples Para saber como evitar o sedentarismo, confira nossas 5 dicas simples: 1. Planeje sua rotina A falta de organização da rotina é uma das principais causas pela dificuldade em manter hábitos de vida mais saudáveis. Assim, se você deseja praticar atividade física regularmente, é preciso planejar a sua rotina. Por isso, defina os dias e horários reservados para praticar à atividade física, e deixe roupas, tênis e até alimentação preparada com antecedência. Assim, é mais fácil seguir uma rotina saudável e sem “furos”. 2. Exercite-se de manhã Sem dúvida, pela manhã, o ânimo é maior, afinal uma noite de sono proporciona mais disposição. Assim, prefira exercitar-se pela manhã, com isso, além de ter mais energia, você também terá mais motivação ao longo do dia para enfrentar o dia. 3. Procure algo que você goste Muitas pessoas desistem de praticar atividades físicas, pois não encontram alguma que realmente gostem. Assim, procure fazer uma atividade que você goste. Algumas ideias são: Caminhada; Corrida; Musculação; Pilates; Hidroginástica; Natação; Dança. 4. Mova-se Engana-se quem pensa que para evitar o sedentarismo é só praticar esportes. As atividades diárias também ajudam, como: Caminhar até o trabalho; Optar por subir de escadas e não de elevador; Fazer mais atividades a pé (ir à padaria/supermercado/farmácia); Levantar-se e alongar-se ao longo do dia de trabalho. 5.Crie metas Outra dica simples, mas importante, é criar metas. Para isso, você deve definir quais são suas metas diárias, semanais e até mensais em sua rotina mais saudável, como andar uma quantidade certa de quilômetros, correr em determinada frequência por semana, entre outras metas que você pode definir. Dessa forma, você cria um hábito de exercícios e, com o passar do tempo, essas atividades, além de saudáveis, vão oferecer mais satisfação pessoal. Gostou de conhecer melhor sobre o assunto e como evitar o sedentarismo? Então para mais artigos sobre o assunto, acompanhe sempre o blog do Instituto de Medicina Sallet!
Como é a alimentação após a cirurgia bariátrica

A alimentação após a cirurgia bariátrica tem diversas etapas, que é iniciada desde o primeiro dia, com o início da dieta líquida. A nova dieta é prescrita durante o acompanhamento nutricional do paciente submetido a cirurgia. Primeiramente, é necessária uma dieta líquida e depois pastosa. E após alguns dias é que o paciente pode retornar à alimentação sólida. Assim, descubra como é a alimentação após a cirurgia bariátrica! Dieta líquida alimentação após a cirurgia bariátrica A dieta líquida é o primeiro tipo de alimentação após a cirurgia, que em sua primeira fase pode durar entre 24 a 48 horas pós-operatório. Na primeira fase, conhecida como dieta líquida restrita, às porções são leves e em pouca quantidade, entre 15 a 30 ml. Entre os líquidos oferecidos ao paciente nas primeiras horas estão: Água; Caldos naturais, como de peixe, legumes, carne, frango; Chás; Sucos naturais não ácidos. Segunda etapa da dieta líquida Após a dieta líquida das primeiras horas, é oferecida a segunda etapa, que podem ser acrescidos mais alguns alimentos, e até 15 pequenas porções diárias. Os alimentos acrescidos na segunda etapa são: Caldo de feijão; Caldo de lentilha; Gelatina diet; Iogurte natural batido com frutas; Isotônico; Leite desnatado; Sopas ralas; Vitaminas, que devem estar bem líquidas e ralas. Todos esses alimentos devem estar bem ralos, e alguns precisam até serem coados antes da ingestão. Ao final do dia, calcula-se que o paciente deve consumir por volta de 2 litros de alimentos. A segunda fase da dieta líquida pode durar entre 2 a 4 semanas, conforme indicação médica. Dieta pastosa A dieta pastosa também é uma etapa das primeiras semanas da alimentação após a cirurgia bariátrica, sendo iniciada após a 4ª semana depois da cirurgia. Nesta fase, o paciente ainda consome algumas porções da dieta líquida, mas pode acrescentar comidas pastosas, como: Arroz batido; Arroz papa; Carnes desfiadas, moídas ou batidas no liquidificador; Feijão batido e sem casca; Frutas batidas sem casca, fiapos e sementes; Gelatina diet e outras sobremesas diet; Grão de bico batido e sem casca; Lentilha batido e sem casca; Macarrão; Pão, que sejam leves e macios; Purê de batata, abóbora, batata-doce, couve flor, sem cascas, fiapos ou sementes; Sopas de carnes batidas; Sopas de vegetais batidos; Temperos naturais. Dieta branda e sólida A dieta branda somente é iniciada após a liberação médica, sendo oferecida após o término da pastosa. Alguns alimentos desta fase são: Carnes, sem pele e sem gordura; Frango, sem pele e sem gordura; Frutas; Legumes cozidos; Peixes, sem pele e sem gordura; Verduras refogadas. Essa fase de readaptação da dieta sólida, também é o começo da mudança para novos hábitos alimentares, que devem ser direcionados e acompanhados por um nutricionista. Alimentos proibidos Alguns alimentos são proibidos na alimentação pós cirurgia, como: Alimentos fritos; Água com gás; Alimentos ricos em açúcares; Refrigerantes; Temperos industrializados; Molhos industrializados. Suplementação após a cirurgia bariátrica Pela mudança no organismo causada pela bariátrica, por algum tempo o corpo pode ter dificuldade de absorção de vitaminas. Neste caso, o médico pode receitar a suplementação vitamínica, as mais comuns são: Ácido fólico; Citrato de cálcio e vitamina D; Ferro; Vitaminas lipossolúveis; Polivitamínicos e minerais; Selênio; Vitamina B12; Zinco; Cobre. Além disso, o acompanhamento médico é essencial no pós-operatório, por isso o paciente deve ter consultas regulares com a equipe médica responsável, tais como cirurgião, clínico, nutricionista. Quer saber mais sobre o pós-operatório da Cirurgia Bariátrica? Confira o Guia completo que preparamos. Clique aqui e baixe gratuitamente!
Gravidez após a cirurgia bariátrica – Cuidados que as mulheres devem ter

A gravidez é o sonho de muitas mulheres, mas deve ser planejada para oferecer as melhores condições de saúde para a futura mãe e ao bebê. Segundo levantamento, as mulheres em idade reprodutiva representam 50% das pacientes que realizam a bariátrica. A mulher que lida com a obesidade e quer engravidar, pode fazer a bariátrica e depois ficar grávida. Quem pretende ter uma gravidez após a cirurgia bariátrica deve conhecer todos os prazos e condições para ter um bebê saudável. A cirurgia bariátrica causa grandes mudanças no organismo, que leva um tempo para se adaptar que, segundo médicos, pode levar de 12 a 18 meses. Dessa forma, podem ocorrer falta de nutrientes e, caso a mulher fique grávida antes do tempo recomendado, causar problemas de nutrição e até má-formação fetal. Contudo, tomando os cuidados necessários esse tipo de situação pode ser evitada, e a mulher engravidar normalmente após alguns meses pós bariátrica. conheça quais são esses cuidados! Cuidados para ter uma gravidez após a cirurgia bariátrica Alguns cuidados são essenciais para a mulher que deseja ter uma gravidez após a cirurgia bariátrica, como: Prazo mínimo para engravidar Para uma gravidez após a cirurgia bariátrica, um dos principais cuidados é aguardar o prazo de recuperação da cirurgia, que é de 18 meses, em média. O organismo leva tempo para se recuperar após a bariátrica, por isso muitos médicos indicam a gravidez após 2 anos da cirurgia para reduzir o estômago. Alguns dos efeitos comuns após bariátrica são: Deficiências nutricionais intensas; Intolerâncias alimentares; Vômitos. Dessa forma, todos esses possíveis efeitos colaterais causam grande impacto na rotina e organismo da mulher, que podem impactar a gestação. Entretanto, ao seguir as recomendações do pós operatório e aguardar o prazo mínimo para engravidar, a mulher pode ter uma gravidez normal e saudável. Suplementação O paciente submetido a bariátrica pode lidar com a carência de algumas vitaminas, por isso a suplementação é importante, ainda mais para as mulheres que pretendem engravidar. Assim, é preciso verificar com o médico a necessidade de suplementar e quais serão as vitaminas necessárias durante esse período. Dieta equilibrada A dieta equilibrada é essencial para o sucesso da bariátrica e o controle do peso. Por isso, a mulher que deseja engravidar após a redução de estômago deve ter um acompanhamento nutricional. O acompanhamento nutricional serve para oferecer uma alimentação saudável e cardápio variado, com frutas, verduras, proteínas, carboidratos que irão garantir a saúde da mãe e do bebê, além de controlar o peso durante a gestação. Saúde emocional Quem passa por uma bariátrica tem que lidar com diversas questões, sobretudo emocionais. Assim, é importante ter um acompanhamento psicológico durante todo o período da bariátrica, e para mulheres que pretendem engravidar, durante a gestação. Além disso, o acompanhamento médico pós cirurgia bariátrica é fundamental tanto para mulheres que pretendem engravidar ou para quem deseja ter bons resultados, emagrecimento e qualidade de vida após a redução de estômago. Quer saber mais sobre o pós-operatório da Cirurgia Bariátrica? Confira o Guia completo que preparamos. Clique aqui e baixe gratuitamente!