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Cirurgia bariátrica é o método mais eficaz e duradouro no tratamento da obesidade, apontam estudos

Estudos recentes revelam que a cirurgia bariátrica é o tratamento para obesidade mais eficaz e duradouro, comparado ao tratamento clínico com medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. No Brasil, o preço médio do tratamento com os injetáveis já pode atingir o valor de R$45 mil ao longo de um ano.

 

A obesidade é uma doença crônica e multifatorial que atinge milhões de pessoas ao redor do mundo todos os anos. Embora os novos fármacos representem um avanço da medicina, a cirurgia bariátrica ainda se posiciona como o método mais eficaz e duradouro para muitos pacientes, especialmente para aqueles com graus mais elevados de obesidade.

 

Pesquisas apresentadas no Congresso Anual da American Society for Metabolic and Bariatric Surgery (ASMBS) revelaram que a cirurgia bariátrica promove perda de peso média de 30%, mantida por até 10 anos. Esse número apresenta resultados superiores comparados aos resultados com os derivados da tizerpatida e da semaglutida, que podem manter as perdas entre 14% à 22%. Além disso, a interrupção do tratamento medicamentoso muitas vezes leva ao reganho em um ano de 50% do peso perdido.

 

 

Remissão e controle de comorbidades

 

A obesidade está intrinsecamente ligada a uma série de comorbidades graves, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono, dislipidemia e doenças cardiovasculares. O procedimento cirúrgico não promove apenas a perda de peso, mas também é efetivo na remissão ou melhora significativa dessas condições. “A cirurgia bariátrica representa um tratamento com benefícios duradouros e impactos econômicos e sociais na saúde do paciente para a vida toda”, segundo o depoimento do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Juliano Canavarros, para o site da SBCBM.

 

Por exemplo, a remissão do diabetes tipo 2 pode ocorrer em até 80% dos pacientes após a cirurgia, superando os resultados alcançados com tratamentos medicamentosos isolados. Essa melhora se deve não apenas à perda de peso, mas também a alterações hormonais e metabólicas diretas induzidas pelos procedimentos bariátricos, que modificam a fisiologia gastrointestinal.

 

 

Alterações fisiológicas e metabólicas duradouras

 

Os procedimentos bariátricos, como o bypass gástrico e o sleeve, não são apenas restritivos (diminuindo o tamanho do estômago), mas também envolvem fatores dissabsortivos e hormonais. Essas alterações fisiológicas e metabólicas induzidas pela cirurgia afetam a produção de hormônios intestinais que regulam o apetite, a saciedade e o metabolismo da glicose, proporcionando um controle mais robusto e duradouro sobre o peso e as comorbidades. Medicamentos como a tirzepatida e a semaglutida mimetizam a ação de hormônios naturais, mas sua ação é exógena e dependente da administração contínua, enquanto a cirurgia induz uma reprogramação metabólica endógena, ou seja, iniciada no interior do organismo.

 

 

Qualidade de vida e aspectos psicossociais

 

A melhora da qualidade de vida é outro ponto em que a cirurgia bariátrica se sobressai. A redução do peso corporal e a melhora das comorbidades resultam em maior mobilidade, disposição, autoestima e menor impacto psicossocial da obesidade. Pacientes relatam maior participação em atividades sociais e físicas, com resultados positivos para sua saúde mental e bem-estar geral. 

 

 

Efeitos colaterais

 

Além disso, a ingestão de medicamentos, em determinados casos, por exemplo, pode ocasionar outros problemas de saúde como a sobrecarga hepática e renal. E ainda causar náuseas, vômitos, diarreia e outros efeitos gastrointestinais.

 

Embora os avanços nos tratamentos medicamentosos sejam promissores e ofereçam novas opções, eles complementam, mas não substituem, o papel da cirurgia bariátrica em que a eficácia e a durabilidade dos resultados são cruciais para a saúde e o bem-estar do paciente. A decisão sobre o melhor tratamento deve ser individualizada, considerando o perfil do paciente, o grau da obesidade, as comorbidades e a resposta a terapias anteriores, sempre em conjunto com uma equipe multidisciplinar. Caso precise, conte conosco.

 

 

Obesidade no Brasil – Dados compartilhados pelo SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), do Ministério da Saúde, apontam que 34,66% da população estava com algum nível de obesidade no ano de 2024, quando foram avaliados mais de 26,2 milhões de pessoas. O levantamento aponta que o número de pessoas com índice de massa corporal (IMC) grau III, atingiu 1.161.831 milhões de pessoas no ano passado ou 4,63%; o número de pessoas com obesidade grau II soma 2.176.071 de pessoas ou 8,67% da população e com obesidade grau I atinge 5.348.439, representando 21,31% da população.

 

 

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