Apneia do sono e obesidade: entenda os sintomas, o tratamento e como evitar complicações

A apneia do sono é um distúrbio respiratório comum que afeta 30% da população mundial e apesar de ser muitas vezes subdiagnosticado, a doença é responsável por oferecer mais chances do desenvolvimento de câncer, demonstra duas vezes mais riscos para o desenvolvimento de demência em mulheres e é caracterizada pela interrupção temporária da respiração durante o sono, impactando diretamente a qualidade de vida e provocando complicações sérias à saúde. De acordo com a American Sleep Apnea Association (ASAA), cerca de 70% das pessoas com apneia do sono possuem excesso de peso ou obesidade. Estudos indicam que homens com essas condições, têm cerca de 2 a 3 vezes mais chances de desenvolver a doença, em comparação com homens de peso saudável. Para as mulheres, o risco também aumenta, especialmente após a menopausa, quando há uma tendência ao aumento de peso e uma mudança na distribuição da gordura corporal. Conhecida como Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), a doença ocorre devido ao bloqueio parcial ou total das vias aéreas superiores, geralmente causado pelo relaxamento excessivo dos músculos da garganta. Em média, cerca de 25% dos indivíduos com obesidade grau 3, ou um IMC superior a 40, acabam apresentando esse distúrbio. Aqueles que sofrem com essa condição podem experimentar uma intensa fadiga ao longo do dia e precisar até mesmo do auxílio de aparelhos durante o sono, segundo o Dr. José Afonso Sallet, CEO e especialista em obesidade e doenças metabólicas. Sintomas e complicações da apneia do sono A apneia do sono pode ser difícil de identificar, pois ocorre enquanto a pessoa está dormindo. No entanto, os sintomas mais comuns incluem ronco alto, interrupções na respiração durante o sono, engasgamento ou sufocamento ao acordar, sonolência excessiva durante o dia e dificuldade de concentração. A condição também pode causar dores de cabeça matinais e irritabilidade. Quando não tratada, a apneia pode levar a uma série de complicações graves. A falta de oxigênio constante durante o sono pode aumentar o risco de hipertensão, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, a doença prejudica a regulação do açúcar no sangue, elevando o risco de diabetes. Por fim, a privação de sono crônica também prejudica a função cognitiva, afetando a memória e a capacidade de tomar decisões. Tratamento da Apneia do Sono O tratamento da apneia do sono, depende da gravidade da condição e da causa subjacente. Para pessoas com obesidade, a perda de peso é uma das medidas mais eficazes para reduzir os sintomas. As síndromes respiratórias são as primeiras a melhorarem com a perda de a partir de 10% do peso total, afirma o Dr. Afonso Sallet. Mudanças no estilo de vida, como evitar o consumo de álcool antes de dormir, adotar uma rotina de sono regular e praticar atividades físicas, também podem ajudar. Em casos mais graves, o tratamento pode incluir o uso de um aparelho CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas), que mantém as vias respiratórias abertas durante o sono. O CPAP é a forma mais comum de tratamento para a apneia obstrutiva do sono, e pode melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente. Para casos mais leves, dispositivos orais que reposicionam a mandíbula ou a língua podem ser uma opção. Se a apneia do sono for causada por problemas anatômicos, como obstrução nasal ou aumento das amígdalas, a cirurgia pode ser necessária. Com isso, a detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações graves. Se você suspeita que sofre de apneia do sono, é importante procurar um médico especializado para diagnóstico e tratamento, melhorando a qualidade do seu sono e protegendo sua saúde. Caso precise de tratamento para sobrepeso ou obesidade, conte conosco do Instituto de Medicina Sallet.
Entrevista do Dr. Sallet sobre Obesidade Infantil para a BandNews BH

Atualmente, cerca de 20% das crianças ao redor do mundo enfrentam problemas de sobrepeso ou obesidade. Com o aumento dos casos, há um novo olhar direcionado ao tema Ozempic para esses pacientes, medidas de políticas públicas para o controle dos casos da doença, novos hábitos e muito mais. Confira na íntegra a entrevista do Dr. José Afonso Sallet, CEO e cirurgião do aparelho digestivo no Instituto de Medicina Sallet, na qual o especialista relata sintomas, causas e tratamentos da obesidade infantil. Ouça já!
Cirurgia bariátrica como solução para remissão da hipertensão

O Brasil enfrenta anualmente um aumento alarmante na obesidade, estudos mostram que mais de 20% dos adultos estão acima do peso ideal. Associada à hipertensão, doença responsável pelo aumento da pressão arterial, tornam-se problemas de saúde que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo e se transformam em fatores de risco para uma série de outras condições, como problemas cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC) e diabetes tipo 2. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), estima-se que cerca de 35% da população brasileira tenha hipertensão, com uma prevalência ainda maior em pessoas com mais de 60 anos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, globalmente, mais de 1,9 bilhão de adultos estão acima do peso, sendo que cerca de 650 milhões de pessoas são obesas. Reconhecida como “assassina silenciosa” por muitas vezes não apresentar sintomas até ocorrer uma complicação grave, a hipertensão é expressa por dois números: a pressão sistólica (quando o coração bate) e a pressão diastólica (quando o coração está em repouso). A doença é diagnosticada quando a pressão arterial se mantém consistentemente acima de 130/80 mmHg. A correlação entre hipertensão e obesidade A relação entre essas duas condições é complexa, mas pode ser explicada por vários mecanismos fisiológicos, como o aumento do volume sanguíneo, a resistência à insulina, a constante inflamação, a disfunção endotelial e as alterações hormonais causadas pela obesidade. Essa associação entre as duas condições também está presente nos graus da obesidade e níveis de mortalidade. A hipertensão é uma das principais causas de doenças cardíacas, e a obesidade é um dos maiores determinantes de risco cardiovascular. O tratamento para ambas as doenças precisa ser multifacetado e pode envolver a prescrição de medicamentos para controlar a pressão arterial, bem como o uso de tratamentos clínicos, endoscópicos ou cirúrgicos para ajudar na perda de peso. Em casos mais graves, intervenções como cirurgia bariátrica podem ser consideradas como soluções rápidas e eficazes. Ao promover a perda de peso substancial, o procedimento pode reduzir a pressão arterial, melhorar a função cardiovascular e reduzir a resistência à insulina. Além disso, muitos pacientes experimentam até mesmo a remissão da hipertensão após a cirurgia, principalmente quando associada à adesão a hábitos saudáveis, como dieta e exercícios. O controle de uma das condições, pode ter efeitos benéficos para outra, resultando em uma melhoria significativa na saúde geral do indivíduo. No entanto, é essencial que a prevenção e o tratamento dessas doenças sejam abordados de maneira integrada, por meio de mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico regular e, quando necessário, o uso de medicamentos. Combater a obesidade e a hipertensão é uma prioridade para reduzir o impacto de doenças crônicas e melhorar a qualidade de vida das populações afetadas. Caso precise de ajuda, entre em contato conosco do Instituto de Medicina Sallet e agende uma consulta.
Como o Bypass pode ajudar com o refluxo gastroesofágico

O refluxo gastroesofágico (RGE) é uma condição na qual o conteúdo do estômago, incluindo o ácido e alimentos parcialmente digeridos, voltam para o esôfago, causando sintomas como azia, regurgitação e, em casos mais graves, danos à mucosa esofágica. Essa condição é bastante comum, principalmente em indivíduos com sobrepeso ou obesidade. Um paciente com obesidade apresenta até 50% mais probabilidade de desenvolver refluxo em comparação a alguém que está dentro do peso ideal. O excesso de peso causado pela obesidade pode aumentar a pressão intra-abdominal, o que pode prejudicar o funcionamento do esfíncter esofágico inferior (EEI), uma válvula responsável por impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. Quando essa válvula falha ou relaxa de maneira inadequada, o ácido gástrico pode retornar ao esôfago, causando os sintomas típicos do refluxo que, caso não seja tratado, pode levar a um câncer de esôfago, por exemplo. Além disso, a obesidade pode promover a formação de hérnia de hiato, uma condição em que uma parte do estômago se projeta para o tórax, aumentando ainda mais a probabilidade de refluxo. Cirurgia bariátrica como tratamento do refluxo gastroesofágico Estudos clínicos têm mostrado que a cirurgia bariátrica pode trazer uma evolução considerável nos sintomas de refluxo gastroesofágico, em alguns casos até mesmo resultando em remissão completa. Uma pesquisa publicada na Journal of the American College of Surgeons revelou que 60 a 80% dos pacientes com refluxo gastroesofágico melhoraram ou tiveram a resolução total dos sintomas após a realização de procedimentos bariátricos. No caso da cirurgia bariátrica com bypass gástrico, acredita-se que a redução dos sintomas do refluxo aconteçam devido a menor quantidade de ácido gástrico produzida pelo novo estômago, associado a um esvaziamento mais rápido do conteúdo gástrico além do desvio da bile. Do mesmo modo, a perda de peso contribui para a redução da pressão abdominal sobre o esfíncter esofágico inferior, o que ameniza os sintomas de queimação e azia. Diversos pesquisadores apoiam essa afirmação, como demonstrado em um estudo da Universidade de Ribeirão Preto, realizado em 2021, que indica que a técnica de bypass pode reduzir o refluxo em até 90% dos casos. Além disso, a cirurgia também pode contribuir para a redução ou até mesmo correção da hérnia de hiato. Ao reduzir o tamanho do estômago e a pressão intra-abdominal, a cirurgia pode ajudar a reposicionar a parte do estômago que havia se projetado para o tórax, melhorando o controle do refluxo. Por fim, além da perda de peso, a cirurgia bariátrica costuma ser acompanhada de mudanças nos hábitos alimentares e essas modificações alimentares também contribuem para a redução dos sintomas. No entanto, é importante destacar que os resultados podem variar de acordo com o tipo de cirurgia realizada e a gravidade do refluxo do paciente antes da intervenção. Alguns pacientes com refluxo grave podem continuar a apresentar sintomas após a cirurgia, embora em menor intensidade. Assim, como em qualquer intervenção médica, a cirurgia bariátrica deve ser considerada dentro de um contexto individualizado, com acompanhamento médico contínuo para garantir os melhores resultados a longo prazo. Se você sofre de refluxo gastroesofágico e considera a cirurgia bariátrica como uma opção, entre em contato conosco no Instituto de Medicina Sallet e agende a sua avaliação com uma equipe renomada e de confiança.
Como a obesidade pode se tornar um fator de risco para o Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer

Em 2025, espera-se que 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam com IMC acima de 30, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade. De acordo com uma pesquisa apresentada na conferência da Sociedade de Radiologia da América do Norte de 2025, é estimado que a média de 260 milhões de americanos estarão com sobrepeso ou obesidade até 2050 nos Estados Unidos. Já no Brasil, a doença aumentou em 72% em 13 anos. A condição tem sido um catalisador para uma série de doenças associadas, além de representar um fator de risco iminente para doenças crônicas e incuráveis, como Lúpus, Fibromialgia e Alzheimer. Lúpus A obesidade, responsável por um estado inflamatório generalizado no organismo, apresenta sintomas semelhantes ao processo inflamatório associado ao Lúpus, doença autoimune crônica que impacta o sistema imunológico e pode causar danos a órgãos como pele, rins, articulações e coração. Quando a obesidade está presente, a condição clínica do paciente com Lúpus pode agravar, tornando o controle da doença ainda mais complicado. Além disso, a manifestação de processos inflamatórios, se tornam ainda mais intensos quando ambas as condições coexistem. Fibromialgia Já a fibromialgia, doença caracterizada por causar constantes dores em todo corpo, prejudica o sistema nervoso e tem origem desconhecida. Combinada com o excesso de peso, a sobrecarga nas articulações e músculos intensifica a dor, gera pressão adicional nas áreas afetadas e pode causar ainda mais tensão muscular, tornando os sintomas mais incômodos. Além disso, os níveis de inflamação do corpo causados pela obesidade, mencionados anteriormente, também podem agravar ainda mais os sintomas da fibromialgia, já que a inflamação crônica contribui para a dor e o cansaço, características marcantes da doença. Alzheimer Por fim, a obesidade pode afetar de maneira significativa pessoas com o Alzheimer, doença neurodegenerativa progressiva que afeta a memória, o raciocínio e a capacidade de realizar atividades diárias. A relação entre obesidade e Alzheimer é complexa e o excesso de peso pode aumentar ainda mais os riscos de complicações associadas. Estudos sugerem que a inflamação sistêmica pode acelerar o processo de deterioração neuronal no Alzheimer, prejudicando ainda mais as funções cognitivas e o comportamento do paciente. A obesidade pode, assim, contribuir para um aparecimento mais rápido da doença, principalmente entre homens e mulheres dos 40 aos 50 anos. Além disso, a obesidade também aumenta o risco de problemas cardiovasculares, como hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, que têm sido associadas a um risco maior de desenvolver Alzheimer ou de acelerar sua progressão. O sistema cardiovascular desempenha um papel crucial na saúde do cérebro, e condições como hipertensão e diabetes podem comprometer o fluxo sanguíneo cerebral, dificultando a entrega de nutrientes essenciais e oxigênio ao cérebro. Isso pode agravar a neurodegeneração e aumentar a deterioração das funções cognitivas. Por fim, a obesidade pode comprometer a habilidade de realizar atividades físicas, causar dificuldades para dormir e afetar o estado emocional. Todas essas questões, somadas aos sintomas das doenças citadas, podem trazer ainda mais dificuldades ao tratamento. Portanto, manter um peso saudável é uma medida importante no controle da Fibromialgia, do Lúpus e também do Alzheimer. A perda de peso pode ser desafiadora e requer uma abordagem cuidadosa, caso precise, conte conosco do Instituto de Medicina Sallet para um tratamento seguro, confiável e equilibrado.
Cirurgia Bariátrica Laparoscópica: tudo o que você precisa saber

Considerada uma das doenças mais presentes nos tempos atuais, a obesidade atinge 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo. Atualmente, diversos tratamentos, sendo eles clínicos, endoscópicos e cirúrgicos, tem se destacado como melhores ferramentas de combate a esse problema de saúde pública mundial.Com o avanço da tecnologia, a cirurgia bariátrica laparoscópica revolucionou essa área, proporcionando inúmeros benefícios aos pacientes operados através deste método. Entenda mais sobre o procedimento abaixo. O que é a Cirurgia Bariátrica Laparoscópica? A cirurgia bariátrica laparoscópica é um procedimento minimamente invasivo que visa reduzir o tamanho do estômago, alterando o processo de absorção de nutrientes e promovendo a perda de peso significativa e duradoura. Ao invés de um grande corte, são realizadas pequenas incisões no abdômen por onde são introduzidos instrumentos cirúrgicos e uma câmera de alta definição, que transmite imagens do interior do corpo para um monitor. Durante a cirurgia bariátrica por videolaparoscopia, o cirurgião injeta gás carbônico (CO₂) na cavidade abdominal. Essa técnica, chamada de pneumoperitônio, tem como objetivo principal criar um espaço de trabalho seguro e eficiente. Qual a função do gás carbônico? Criar espaço: Ao inflar o abdômen com gás, os órgãos internos são gentilmente afastados, proporcionando uma melhor visualização da área a ser operada. Isso facilita a realização dos procedimentos com maior precisão e segurança. Melhorar a visualização: A insuflação de gás tensiona a parede abdominal, tornando-a mais lisa e facilitando a visualização dos vasos sanguíneos, nervos e outros tecidos durante a cirurgia. Proteger órgãos: O gás cria uma barreira protetora para os órgãos adjacentes, diminuindo o risco de lesões acidentais. Benefícios da Cirurgia Bariátrica Laparoscópica Menor tempo de recuperação: Devido aos pequenos cortes, a recuperação é mais rápida, com menos dor e menor tempo de internação hospitalar. Menos complicações: O risco de infecção e outras complicações é menor em comparação com a cirurgia aberta. Cicatrizes discretas: As pequenas incisões deixam cicatrizes quase imperceptíveis, proporcionando um resultado estético mais satisfatório. Maior precisão: A câmera de alta definição permite que o cirurgião tenha uma visão ampliada da área operatória, realizando a cirurgia com maior precisão e segurança. Melhora na qualidade de vida: A perda de peso significativa e a resolução de doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, proporcionam uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. O que acontece com o gás após a cirurgia? Após o término da cirurgia, o gás é gradualmente liberado através de uma cânula colocada no abdômen. A maior parte do gás é absorvida pelo organismo, ou eliminada através de pequenas incisões. É comum sentir um pouco de desconforto abdominal nas primeiras horas após a cirurgia devido à presença do gás, por isso, é importante que sejam feitas caminhadas logo após o término do efeito da anestesia. É importante ressaltar que: O gás utilizado é inerte e seguro para o organismo. A quantidade de gás utilizada varia de acordo com o tipo de cirurgia e as características individuais de cada paciente. A sensação de inchaço e dor abdominal após a cirurgia é normal e, geralmente, melhora com o tempo. Indicações e Contraindicações A cirurgia bariátrica laparoscópica é indicada para pacientes com IMC entre 35, com comorbidades, como diabetes, hipertensão e apneia do sono, e IMC 40 sem comorbidades. Além disso, o procedimento representa um grande avanço no tratamento da obesidade, oferecendo uma solução eficaz e segura para os pacientes. A menor invasividade, a rápida recuperação e os excelentes resultados a tornam uma opção cada vez mais atrativa. No entanto, é fundamental que o paciente esteja bem informado sobre o procedimento, seus riscos e benefícios, e que procure um profissional qualificado para realizar a cirurgia. Caso precise, conte com a nossa equipe transdisciplinar para o tratamento da obesidade e de doenças associadas!
Entrevista com a nutricionista Ana Beatriz Guiesser para o site Metrópoles- Cogumelo substitui a carne? Saiba vantagens e limitações do alimento

A criatividade na cozinha pode ser um ótimo utensílio na hora de cozinhar, principalmente após a bariátrica. Veja os benefícios e as diferenças que os cogumelos apresentam da carne e saiba mais, clicando aqui.
Entrevista da nutricionista Ana Beatriz Guiesser para revista Boa Forma- O que não comer com gastrite

A gastrite atinge milhares de pessoas ao redor do mundo, pode ter diversas causas, mas também há formas de evitá-la. Leia a matéria na íntegra para saber mais sobre, clicando aqui.
Gravidez, Fertilidade e os Impactos da Obesidade: O Papel da Cirurgia Bariátrica

Condição médica multifatorial, a obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal e afeta milhões de pessoas todos os anos ao redor do mundo. A doença é associada a uma série de complicações para a saúde, incluindo sérios impactos na gestação e na fertilidade. Tanto masculina, quanto feminina. Estudos indicam que a obesidade tem um impacto significativo na fertilidade feminina. Mulheres com índice de massa corporal (IMC) superior a 30, enfrentam dificuldades aumentadas para conceber devido a uma série de alterações hormonais e metabólicas. Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), cerca de 30% das mulheres obesas enfrentam problemas de fertilidade, em comparação com 15% das mulheres com peso ideal. A American Pregnancy Association aponta que mulheres com IMC acima de 30 têm um risco 60% maior de desenvolver diabetes gestacional, e até 50% mais chances de ter hipertensão durante a gestação. Já em outro estudo, publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology, mulheres que passaram por cirurgia bariátrica apresentaram um aumento de 47% na taxa de concepção após dois anos da cirurgia, em comparação com o período pré-operatório. Obesidade e fertilidade: como o excesso de peso afeta a capacidade reprodutiva Entre os principais efeitos da obesidade na fertilidade feminina estão: Distúrbios hormonais: A obesidade pode levar a uma resistência à insulina, o que desencadeia um aumento na produção de hormônios como o estrogênio, que pode interferir na ovulação. Além disso, a produção excessiva de andrógenos (hormônios masculinos) pode afetar o ciclo menstrual, levando a problemas como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), condição que é mais prevalente em mulheres com sobrepeso ou obesidade. Alterações no ciclo menstrual: Mulheres acima do peso frequentemente apresentam ciclos menstruais irregulares, o que dificulta a ovulação regular e, consequentemente, reduz as chances de concepção. Redução da qualidade dos óvulos: A obesidade também pode comprometer a qualidade dos óvulos, dificultando a concepção natural ou bem-sucedida com tratamentos de Fertilização In Vitro (FIV). Obesidade e gravidez: riscos para a mãe e o bebê Além dos efeitos negativos sobre a fertilidade, a obesidade aumenta os riscos durante a gravidez, tanto para a mãe, quanto para o bebê. Entre as complicações mais comuns associadas à obesidade na gestação, destacam-se: Diabetes gestacional: Mulheres obesas têm um risco significativamente maior de desenvolver diabetes gestacional, uma condição que pode causar sérios problemas durante o parto e afetar a saúde do bebê, aumentando a chance de prematuridade e distúrbios no crescimento fetal. Hipertensão e pré-eclâmpsia: A obesidade também está associada a um aumento nos casos de hipertensão arterial e pré-eclâmpsia, uma condição potencialmente fatal que pode levar ao parto prematuro e aumentar o risco de complicações para a mãe e o bebê. Complicações no parto: Mulheres obesas podem ter um risco maior de parto cesáreo, o que implica em uma recuperação mais difícil e um risco aumentado de infecções, além de complicações respiratórias para o bebê. Malformações congênitas: Há também evidências de que a obesidade materna pode aumentar o risco de defeitos no tubo neural e outras malformações congênitas. O papel da cirurgia bariátrica na melhora da fertilidade e na prevenção de complicações obstétricas A cirurgia bariátrica, como a gastrectomia vertical (sleeve) ou o bypass gástrico, tem se mostrado uma ferramenta eficaz para o tratamento da obesidade, resultando em perda de peso significativa e duradoura. Veja os benefícios: Melhora da Ovulação e Fertilidade: Estudos demonstram que, após a perda de peso substancial proporcionada pela cirurgia bariátrica, muitas mulheres apresentam regularização do ciclo menstrual e aumento da qualidade ovulatória, o que pode melhorar significativamente as chances de concepção. Redução dos Riscos Gestacionais: A perda de peso promovida pela bariátrica também diminui consideravelmente os riscos de complicações como diabetes gestacional, hipertensão e pré-eclâmpsia. De acordo com um estudo publicado no Obesity Surgery, mulheres que realizaram cirurgia bariátrica apresentaram taxas muito menores de complicações gestacionais em comparação com aquelas que não passaram pela intervenção. Melhora na Qualidade de Vida e Saúde Materna: Além dos benefícios físicos, a cirurgia bariátrica pode melhorar a saúde psicológica das mulheres obesas, contribuindo para uma gestação mais saudável e com menor risco de complicações relacionadas ao estado de saúde mental, como a depressão. Planejando a Gravidez Após a Cirurgia Bariátrica É comum haver a dúvida sobre engravidar antes, ou após a cirurgia bariátrica. A recomendação dos especialistas é que se espere um período de 1 ano e 6 meses para que enfim possa iniciar o planejamento da gravidez. Por isso, mulheres acima do peso que desejem engravidar após a cirurgia bariátrica devem seguir algumas recomendações: Esperar o período de recuperação: É recomendado aguardar pelo menos 18 meses após a cirurgia para iniciar a tentativa de engravidar, a fim de permitir que o corpo se adapte às novas condições. Acompanhamento médico: É essencial realizar um acompanhamento médico regular durante todo o processo, incluindo a avaliação nutricional e o ajuste da medicação. Suplementação vitamínica: A perda de peso rápida pode levar a deficiências nutricionais, por isso é fundamental seguir as orientações do médico sobre a suplementação de vitaminas e minerais. A obesidade pode exercer um impacto negativo na fertilidade, mas a cirurgia bariátrica pode ser uma ferramenta poderosa para reverter esses efeitos e aumentar as chances de uma gestação saudável. É importante ressaltar que cada caso é individual e o acompanhamento médico é fundamental para garantir o sucesso do tratamento e o bem-estar da futura mãe e do bebê. A abordagem transdisciplinar, envolvendo cuidados médicos adequados antes, durante e após a cirurgia, é fundamental para garantir resultados positivos e sustentáveis, tanto em termos de fertilidade quanto de saúde materno-infantil. Caso precise de ajuda, pode contar conosco do Instituto de Medicina Sallet.
Entrevista Dr. José Afonso Sallet para o R7- Pelo menos 8,2 milhões estão obesos no Brasil; doença quase quadruplicou em uma década

Dados chamam atenção e alertam para o crescente número de adultos obesos, principais causas para esse aumento e os maiores desafios para emagrecer. Leia a matéria na íntegra para saber mais sobre, clicando aqui.