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Esteatose Hepática: Relação com a Obesidade e Impactos da Cirurgia Bariátrica

A esteatose hepática, popularmente conhecida como figado gorduroso, é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura nas células. Essa condição pode ser classificada em duas categorias principais: a esteatose hepática alcoólica, relacionada ao consumo excessivo de álcool, e a esteatose hepática não alcoólica (EHNA), que está mais frequentemente associada à obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.   Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevalência da esteatose hepática não alcoólica está crescendo em todo o mundo, com estimativas indicando que entre 25% a 30% da população global pode ser afetada. Essa condição é considerada uma das principais causas de doenças hepáticas crônicas e está associada a um aumento do risco cardiovascular   A obesidade, atualmente um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença, causa resistência à insulina, que, por sua vez, pode levar ao acúmulo de gordura no fígado. Estudos demonstram que cerca de 30% a 70% das pessoas com obesidade têm esteatose hepática, e essa porcentagem pode ser ainda maior entre aqueles que apresentam síndrome metabólica. O excesso de gordura corporal também leva a um aumento da produção de ácidos graxos livres, transportados para o fígado e lá se acumulam. Essa deposição de gordura pode levar a inflamação e, em casos mais graves, à cirrose e ao câncer de fígado.   Além disso, esse acumulo de gordura no fígado pode ser classificada em três graus, de acordo com a quantidade de gordura acumulada no fígado: Grau 1: até 30% das células do fígado estão com gordura. Grau 2: até 60% das células do fígado estão com gordura. Grau 3: acima de 60% das células do fígado estão com gordura.   Benefícios da Cirurgia Bariátrica   A cirurgia bariátrica é um procedimento eficaz para a perda de peso em indivíduos com obesidade. Além dos benefícios evidentes em termos de redução de peso, a cirurgia bariátrica também tem um impacto significativo na saúde do fígado. Veja a seguir:   Redução do Acúmulo de Gordura: Estudos mostram que a maioria dos pacientes que se submetem à cirurgia bariátrica apresenta uma redução significativa do acúmulo de gordura no fígado. Essa melhora ocorre devido à perda de peso substancial e à melhoria da resistência à insulina.   Remissão da Esteatose Hepática: A perda de peso após a cirurgia pode levar à remissão da esteatose hepática em até 90% dos pacientes. Essa melhora na saúde hepática é um dos principais fatores que incentivam a realização do procedimento.   Melhora da Função Hepática: A cirurgia bariátrica também está associada à melhora nas enzimas hepáticas e na função geral do fígado, reduzindo o risco de complicações associadas à esteatose hepática.   Melhora dos níveis de triglicérides e colesterol: A bariátrica contribui para a normalização dos níveis de lipídios, o que é fundamental para o tratamento da esteatose hepática.   Agravantes da Esteatose Hepática   Além da obesidade, outros fatores podem agravar a esteatose hepática, incluindo:   Sedentarismo: a falta de atividade física contribui para o acúmulo de gordura e resistência à insulina.   Dieta: dietas ricas em açúcar, gorduras saturadas e carboidratos refinados estão ligadas ao aumento da gordura no fígado.   Genética: predisposições genéticas podem influenciar a capacidade do fígado de metabolizar a gordura.   Doenças Metabólicas: condições como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia podem agravar a esteatose hepática.   Consumo excessivo de álcool: o álcool é um fator de risco importante para o desenvolvimento da doença hepática gordurosa.   Dislipidemia: niveis elevados de triglicérides e colesterol LDL também aumentam o risco da doença.   Uso de determinados medicamentos: alguns medicamentos, como corticosteroides e hormônios, podem contribuir para o desenvolvimento da esteatose hepática.   A esteatose hepática é uma condição grave que está intrinsecamente ligada à obesidade e a fatores de estilo de vida. A cirurgia bariátrica apresenta-se como uma solução promissora não apenas para a perda de peso, mas também para a reversão da esteatose hepática. No entanto, é essencial que os pacientes adotem hábitos saudáveis e mantenham um acompanhamento médico regular para garantir a saúde do fígado e prevenir complicações futuras. Caso precise de auxílio para tratamento da obesidade, entre em contato conosco!

A Relação Entre Obesidade e Câncer de Mama

A obesidade tem se tornado cada dia uma maior preocupação de saúde pública em níveis globais, principalmente por afetar diretamente a vida e o cotidiano de milhares de pessoas. Dentre os vários tipos de cânceres associados à obesidade, o câncer de mama é um dos mais pesquisados. Estima-se que cerca de 2,3 milhões de mulheres sejam afetadas pelo câncer de mama a cada ano, tornando-o o tumor mais comum entre as mulheres no mundo. Neste artigo, iremos investigar esta conexão entre obesidade e câncer de mama.   O Cenário Atual   Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é definida como um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30. Globalmente, cerca de 650 milhões de adultos são considerados obesos, e esse número continua a crescer. Segundo a OMS, em 2022, mais de 1,9 bilhão de adultos eram considerados acima do peso. Este aumento é atribuído a fatores como mudanças na dieta, sedentarismo e hábitos de vida contemporâneos.   Segundo o Atlas da Obesidade, a previsão é que em 2025, a estimativa seja de 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade. Já a incidência do câncer de mama, por sua vez, também está aumentando. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil estima cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama em 2024, tornando-se o tipo de câncer mais comum entre as mulheres.    Um estudo publicado no Journal of Clinical Oncology em 2020 indicou que mulheres com sobrepeso ou obesidade apresentaram um aumento de 30% a 50% no risco de câncer de mama em comparação às mulheres com peso saudável. Já uma pesquisa do European Journal of Cancer em 2021 mostrou que a obesidade foi associada a um aumento do risco de recidiva em mulheres diagnosticadas com câncer de mama, além de um aumento na mortalidade por câncer em mulheres obesas.   Fatores de Risco   A ligação entre obesidade e câncer de mama é complexa e envolve diversos mecanismos. Alguns dos principais fatores incluem:   Estrogênio: O tecido adiposo, presente em excesso nos indivíduos obesos, tem a capacidade de converter outros hormônios em estrogênio. Esse hormônio, por sua vez, pode estimular o crescimento das células mamárias, aumentando o risco de desenvolver câncer.   Inflamação crônica: A obesidade está associada a um estado inflamatório crônico no organismo. Essa inflamação pode promover o crescimento de células cancerígenas e dificultar a ação do sistema imunológico.   Resistência à insulina: A resistência à insulina, comum em pessoas obesas, pode levar a alterações hormonais que favorecem o desenvolvimento de tumores.   Alterações metabólicas: A obesidade está associada a diversas alterações metabólicas, como aumento dos níveis de triglicérides e colesterol, que podem influenciar o crescimento tumoral.   Impacto da Obesidade no Câncer de Mama   A obesidade não apenas aumenta o risco de desenvolver câncer de mama, mas também pode influenciar o prognóstico da doença. Estudos indicam que mulheres com obesidade e câncer de mama têm:   Tumores maiores: mulheres acima do peso tendem a ser maiores e mais agressivos no momento do diagnóstico.   Maior risco de metástase: a obesidade está associada a um maior risco de disseminação do câncer para outros órgãos.   Pior resposta ao tratamento: mulheres com obesidade podem apresentar menor resposta aos tratamentos convencionais para o câncer de mama.   Prevenção e Tratamento   A prevenção do câncer de mama passa por um estilo de vida saudável, que inclui:   Manutenção de um peso saudável: adotar uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente são fundamentais para prevenir o ganho de peso e reduzir o risco de câncer.   Aleitamento materno: o aleitamento materno está associado a uma redução do risco de câncer de mama.   Controle do tabagismo: o tabagismo é outro fator de risco para o câncer de mama.   Check-ups regulares: o acompanhamento médico regular com realização de mamografias e exames clínicos das mamas é essencial para o diagnóstico precoce do câncer.   Para as mulheres que já foram diagnosticadas com câncer de mama, o controle do peso pode ser uma importante ferramenta para melhorar o prognóstico da doença. Além disso, a perda de peso pode ajudar a reduzir os níveis de hormônios, diminuir a inflamação e melhorar a resposta ao tratamento. A prevenção da obesidade é fundamental nessa luta. Medidas como uma alimentação saudável e praticar regularmente atividades físicas são essenciais para reduzir o risco de desenvolvimentos de cânceres. Caso precise de auxílio, entre em contato com o Instituto de Medicina Sallet.

Qual é a relação entre a obesidade e o câncer?

A obesidade, condição globalmente crescente, tem sido cada vez mais associada a um risco aumentado para o desenvolvimento de diversos tipos de cânceres. A relação entre essas duas condições complexas é um tema de grande interesse para a comunidade científica e de saúde pública. A prevalência da obesidade tem aumentado consideravelmente, sendo classificada já como uma epidemia mundial. Neste artigo, exploraremos como essa relação se estabelece e quais os mecanismos envolvidos.   Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, mais de 1,9 bilhão de adultos eram considerados obesos. Este aumento é atribuído a fatores como mudanças na dieta, sedentarismo e hábitos de vida contemporâneos. Segundo o Atlas da Obesidade a previsão é que em 2025, a estimativa seja de 2,3 bilhões de adultos ao redor do mundo acima do peso, sendo 700 milhões de indivíduos com obesidade, isto é, com um índice de massa corporal (IMC) acima de 30.    Nos últimos anos, diversas pesquisas têm apontado uma relação preocupante entre a obesidade e o aumento do risco de desenvolvimento de certos tipos de cânceres. Entre eles, estão os localizados no trato digestivo: esôfago, estômago, pâncreas, fígado, vesícula biliar e intestino (cólon e reto); Os cânceres hormono-dependentes: mama (pós-menopausa), endométrio e ovário e alguns outros tipos, como: rins, meningioma, tireoide, mieloma múltiplo.   Como a Obesidade Aumenta o Risco de Câncer?   A obesidade não causa diretamente o câncer, mas torna o ambiente propício para o desenvolvimento da doença. Diversos mecanismos biológicos explicam essa associação:   A conexão entre obesidade e câncer pode ser explicada por diversos mecanismos biológicos:   Inflamação Crônica: A obesidade é frequentemente associada a um estado de inflamação crônica, que pode promover o desenvolvimento de câncer. A gordura acumulada libera citocinas inflamatórias que podem afetar a sinalização celular e contribuir para o crescimento tumoral.   Hormônios: A gordura corporal produz hormônios, como o estrogênio. Níveis elevados de estrogênio, especialmente em mulheres, estão relacionados a um risco aumentado de câncer de mama e endométrio.   Resistência à Insulina: A obesidade pode levar à resistência à insulina, resultando em altos níveis de insulina no sangue, que têm sido associados a um risco aumentado de câncer.   Alterações no Microbioma: A composição das bactérias intestinais pode ser alterada pela obesidade, o que pode impactar a inflamação e a resposta imune, influenciando o desenvolvimento do câncer.   Fatores de Risco e Prevenção   Além da obesidade, outros fatores de risco para o câncer incluem:   Idade: O risco de desenvolver câncer aumenta conforme a idade.   Histórico familiar: Ter parentes próximos que tenham câncer ou que tenham tido, aumenta esse risco.   Hábito de fumar: O tabagismo é um dos principais fatores de risco para diversos tipos de câncer.   Consumo excessivo de álcool: O consumo excessivo de álcool está associado a um maior risco de certos tipos de câncer.   Prevenção e Controle A relação entre obesidade e câncer destaca a importância de estratégias de prevenção. Promover hábitos saudáveis, como uma dieta balanceada e a prática regular de exercícios físicos, pode não apenas ajudar na manutenção de um peso saudável, mas também a reduzir o risco de vários tipos de câncer. Compreender essa conexão é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de intervenção. Caso precise de ajuda, conte com a equipe transdisciplinar do Instituto de Medicina Sallet e agende uma consulta.

Como alcançar bons resultados no pós-operatório da cirurgia bariátrica e metabólica

Tomar a decisão de realizar a cirurgia bariátrica é um processo que leva tempo e envolve uma série de fatores, por se tratar de um grande passo para uma nova vida. Por isso, o sucesso a longo prazo depende fundamentalmente de vários aspectos do pós-cirúrgico do paciente. O pós-operatório requer dedicação, disciplina e acompanhamento médico para garantir os melhores resultados. Este artigo explora os principais quesitos para alcançar e manter o êxito após a cirurgia bariátrica.  A cirurgia bariátrica e metabólica é uma alternativa eficaz para a perda de peso, especialmente quando outras abordagens, como dieta e exercícios, não geraram os resultados desejados. No entanto, para obter bons resultados após o procedimento, é fundamental adotar uma série de mudanças no estilo de vida e essas mudanças dependem especialmente do paciente bariátrico. “A gente sabe que o sucesso do tratamento da obesidade, seja cirúrgico ou outra técnica, depende muito do paciente fazer a parte dele. Eu diria que essa é a parte decisiva e quando vemos isso, ficamos muito felizes” afirma o especialista em cirurgia bariátrica e metabólica e CEO do Instituto de Medicina Sallet, Dr. José Afonso Sallet. É fundamental que todas as orientações médicas sejam respeitadas desde o instante imediato após a cirurgia. Como, por exemplo, iniciar a caminhada dentro do hospital. Essa simples atividade pode ajudar a prevenir trombose e embolia, além de favorecer o funcionamento intestinal e a mobilidade muscular. “Para nós,  enquanto equipe médica, preparar muito bem o paciente contando com o suporte da equipe transdisciplinar, operar, fazer tudo direitinho e dar suporte no pós, é o nosso ofício, é a nossa obrigação profissional. Mas o popstar dessa história é o paciente. Quer dizer, se você decide que vai fazer as coisas certas, você terá um bom resultado, na maioria das vezes até acima da média. Como ao contrário, também é verdade. Se você faz a cirurgia, joga a responsabilidade do resultado para a equipe cirúrgica e transdisciplinar, não assume a parcela de responsabilidade e não faz direito, você vai ter um bom resultado durante os primeiros anos e depois vai começar a ter reganho de peso” explica o Especialista Dr. José Afonso Sallet.   Além disso, há a importância do chamado trinômio de bom preparo, que é uma escolha adequada da melhor técnica cirúrgica para cada paciente, a técnica bem executada e acompanhamento no pós-operatório. “Nesses últimos 10 anos, nós temos mais de 15 mil pacientes operados dentro do protocolo ERAS, 97% desses pacientes, são internados no dia da cirurgia, operados e em 24 horas ou menos, recebem alta hospitalar. Nosso número de internações peri-operatória, é menos de 2,5%, isso avalia a qualidade da alta hospitalar que a gente dá aos nossos pacientes, enquanto os outros centros de excelência do mundo tem entre 5% a 6% de reinternação. Já a escolha da técnica vai depender obviamente do perfil psicológico do paciente em relação à alimentação, em relação ao perfil de hábito alimentar e aos exames de pré-operatório” comenta o cirurgião bariátrico Dr. José Afonso Sallet.   A Importância do Pós-Operatório   O pós-operatório da bariátrica é um período de grandes mudanças no corpo e na mente. É nesse momento que a perda de peso se intensifica e os hábitos alimentares precisam ser completamente revistos. Ao seguir as orientações médicas e adotar um estilo de vida saudável, você poderá: Perder peso de forma significativa e sustentável: A cirurgia reduz o tamanho do estômago, o que limita a quantidade de alimento que você consegue ingerir. No entanto, a perda de peso só será duradoura se você combinar a cirurgia com uma alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos.   Melhorar a saúde: A bariátrica pode reverter ou melhorar significativamente doenças como diabetes, hipertensão, apneia do sono e colesterol alto.   Aumentar a autoestima e qualidade de vida: Sentir-se bem consigo mesmo e ter mais disposição para realizar atividades do dia a dia são benefícios que vão muito além da perda de peso.   Dicas para um Pós-Operatório de Sucesso   Um dos pilares mais importantes para obter bons resultados após a cirurgia bariátrica é a adesão a uma nova rotina alimentar. Como o estômago é reduzido, o paciente precisa se adaptar a uma dieta mais restritiva em termos de volume e qualidade. Algumas recomendações incluem:   Alimentação saudável e balanceada: Priorize alimentos ricos em nutrientes, como frutas, legumes, verduras, carnes magras e grãos integrais. Pode parecer difícil, mas a alimentação será um fator importante para o emagrecimento.   Fracionamento das refeições: Fazer de cinco a seis pequenas refeições ao longo do dia ajuda a evitar desconfortos e a garantir o consumo adequado de nutrientes.   Mastigação lenta: Comer devagar e mastigar bem os alimentos é essencial para evitar problemas digestivos e garantir a saciedade.   Hidratação constante: inicialmente, o consumo de água será fracionado e feito de pouco em pouco, mas após esse período, ela pode ser sua aliada para o bom funcionamento do organismo e em ajudar a controlar a fome.   Suplementação: pacientes bariátricos precisam de suplementos de vitaminas e minerais, como ferro, vitamina B12, cálcio e vitamina D, devido à menor absorção de nutrientes pelo corpo após a cirurgia.   Compromisso com a Atividade Física   A prática regular de atividades físicas é um fator crucial para manter a perda de peso após a cirurgia. Exercícios ajudam a aumentar o gasto calórico, melhorar a saúde cardiovascular e fortalecer os músculos, prevenindo a perda de massa muscular, que é comum após grandes reduções de peso.   Pratique atividades físicas: os exercícios físicos são fundamentais para a perda de peso, fortalecimento muscular e melhora da saúde cardiovascular. Apesar de atividades aeróbicas terem de ser evitadas, comece com atividades leves e aumente a intensidade gradualmente. Foque em realizar exercícios de musculação.   Rotina regular: É importante que a atividade física se torne parte da rotina diária para garantir os melhores resultados a longo prazo. Tente inserir essa prática em alguns dias da semana e depois aumentar a constância aos poucos.   Acompanhamento Médico e Psicológico  

As 4 Principais Vitaminas para Idosos: Como Manter a Saúde e Prevenir Doenças na Terceira Idade

Manter uma dieta equilibrada e rica em nutrientes é essencial para a saúde em qualquer fase da vida, mas torna-se ainda mais crucial na terceira idade. Entre os nutrientes mais importantes estão as vitaminas, que desempenham papéis fundamentais na prevenção de doenças e no fortalecimento do sistema imunológico.   Os idosos apresentam condições peculiares que condicionam o seu estado nutricional. Alguns desses condicionantes são devidos às alterações fisiológicas próprias do envelhecimento, enquanto outros são influenciados pelas enfermidades presentes e por fatores relacionados com a situação socioeconômica e familiar. Os fatores mais importantes da má nutrição do idoso são os sociais, tais como perda do cônjuge, depressão, isolamento social e fonte de renda escassa.   Para um planejamento alimentar adequado do idoso é imprescindível a compreensão das peculiaridades inerentes às mudanças fisiológicas naturais do envelhecimento, da análise dos fatores econômicos, psicossociais e de intercorrências farmacológicas associadas às múltiplas doenças que interferem no consumo alimentar e, sobretudo, na necessidade de nutrientes. As doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e osteoporose são condições que também impactam na qualidade de vida da população idosa e tendem a aumentar com a idade.  E, com isso, também aumenta a vulnerabilidade às mais diversas condições, como as deficiências nutricionais.   Além disso, outros fatores relevantes para a má nutrição de idosos são: redução da sensibilidade por gostos primários como doce, amargo, ácido e salgado. A visão prejudicada, que pode levar à diminuição do apetite em decorrência da diminuição do reconhecimento dos alimentos e redução do prazer gastronômico. A capacidade de mastigação comprometida devido ao aparecimento frequente de cáries, o uso de próteses inadaptadas e à ausência de dentes. Além disso, a utilização de remédios por longo período de tempo que interferem na digestão, e absorção de nutrientes pode, também, ocasionar desnutrição nos idosos, além de propiciarem o aparecimento de anorexia.   De maneira geral, é recomendado especial atenção à ingestão de líquidos; Carboidratos, como arroz, massa, batata, frutas; Gorduras boas, como castanhas, nozes e abacate. Proteínas como, carne, peixe, frango. E também, é importante realizar o consumo de micronutrientes, como vitaminas e minerais.   A ausência de nutrientes pode afetar em diversos aspectos a terceira idade. Veja os sintomas das deficiências vitamínicas e micronutrientes observadas em idosos e quais os sintomas mais comuns:   Vitamina D: dores musculares e ósseas, fadiga, dificuldade de cicatrização, aumento de suscetibilidade a infecções e alterações de humor.   Cálcio: cãibras musculares, formigamento nas mãos e pés, unhas quebradiças, cáries e alterações dentárias, osteoporose e maior risco de fraturas.   Vitamina do Complexo B: confusão mental, dificuldade de concentração, falta de coordenação motora, anemia, dificuldade em andar e feridas nas mucosas como lábios e narinas.   Ferro: cansaço extremo, palidez, desejo de comer substâncias não alimentares como gelo, terra, tinta ou cinzas, feridas dolorosas nos cantos da boca, falta de apetite e queda de cabelo.   As principais vitaminas que os idosos devem incluir na sua dieta e considerar eventuais suplementações são:    Vitaminas do Complexo B: fundamentais para a saúde do sistema cardiovascular e para o bom funcionamento do sistema nervoso central.   Vitamina A: contribui para a saúde da pele e da visão.   Vitamina C: fundamental para o fortalecimento do sistema imunológico, tem funções cicatrizantes e na prevenção de doenças cardíacas.   Vitamina D: ajuda a manter ossos saudáveis, aumenta a força muscular e o metabolismo.   Dentre os minerais, especial atenção deve ser dada ao Ferro, Zinco e Cálcio. Além destes, idosos devem ter cuidado prioritário com a suplementação com creatina, aminoácido importante para auxiliar na manutenção da massa e força muscular.   Usufruir dos benefícios de uma suplementação nutricional individualizada pode elevar a qualidade de vida dessa população, ajudando a manter o estado nutricional, a saúde óssea e o sistema imunológico, além de previnir doenças, reduzir risco de quedas e fraturas e minimizar os sinais e sintomas inerentes à muitas das doenças.   Margaretth Arruda, Nutricionista clínica, Co-diretora e Coordenadora da Equipe Transdisciplinar do Instituto de Medicina Sallet.

Bem-estar e qualidade de vida do paciente bariátrico: como a atividade física pode atuar como ferramenta essencial

A saúde e qualidade de vida do paciente bariátrico exige o equilíbrio da chamada saúde integrativa. Harmonia entre corpo, mente e espírito. Mas a manutenção de um bem-estar elevado após a cirurgia exige mais do que a simples redução de peso. A qualidade de vida engloba aspectos emocionais, sociais e psicológicos e para alcançar um bem-estar integral, então é crucial adotar um estilo de vida que inclua atividades físicas regulares, uma boa alimentação e também, equilíbrio psicológico.   A qualidade de vida é diretamente influenciada por ações do dia a dia, como alimentação, hidratação, sono, atividade física e relações interpessoais. “O bem-estar físico e emocional vai englobar a saúde como um todo. Eu chamaria isso da rotina com autocuidado, visando qualidade de vida. Então, o que seria isso? Seriam pequenas ações do dia-a-dia como cuidar da alimentação, fazer melhores escolhas, hidratar-se e ter cuidados para uma melhor qualidade do sono” acrescenta a psicóloga Bianca Godoy, especialista em pacientes bariátricos do Instituto de Medicina Sallet.    Para pacientes bariátricos, a melhora do bem-estar pode ser observada em várias dimensões:   Aspectos Físicos: A perda de peso pode levar à redução de condições associadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono. No entanto, a recuperação física não termina com a cirurgia. Manter um peso saudável em longo prazo e garantir a funcionalidade do corpo é crucial.   Aspectos Emocionais: A mudança na imagem corporal e a adaptação a um novo estilo de vida podem gerar desafios emocionais. Ansiedade, depressão e questões de autoestima são comuns. O suporte emocional e psicológico é fundamental para uma recuperação plena.   Aspectos Sociais: A reintegração social e a melhoria nas relações interpessoais são frequentemente relatadas pelos pacientes bariátricos. A capacidade de participar de atividades sociais e de lazer é uma parte importante da qualidade de vida.   Atividade Física para Pacientes Bariátricos   A atividade física é fundamental para a qualidade de vida, mas deve ser individualizada e adaptada às necessidades do paciente. É importante desmistificar a ideia de que exercícios precisam ser um “culto ao corpo” e focar nos benefícios para a saúde em geral. O objetivo é encontrar um plano de ação que o paciente possa realizar e se sentir bem fazendo. “Temos que tratar o paciente dentro da sua individualidade. Eu preciso entender e respeitar essa individualidade, porque ao analisar a parte psicológica, tem muita gente que entende a atividade física como um castigo” comenta Walter de Oliveira Junior, orientador de atividade física do Instituto de Medicina Sallet.    Veja os diversos benefícios da atividade física para o paciente bariátrico:   Melhora da composição corporal: Exercícios físicos ajudam a preservar a massa muscular enquanto promovem a perda de gordura. Isso é crucial para evitar o efeito “flacidez” e melhorar a forma física geral.   Apoio ao metabolismo: A atividade física regular ajuda a regular o metabolismo, melhorar a sensibilidade à insulina e manter níveis saudáveis de colesterol. Esses efeitos são particularmente benéficos para pacientes que enfrentam desafios metabólicos pós-cirurgia.   Aumento da resistência e mobilidade: O exercício melhora a resistência cardiovascular e a mobilidade, o que pode ajudar na reintegração a atividades diárias e sociais. Para muitos pacientes, isso significa uma vida mais ativa e independente.   Saúde mental: A prática de atividades físicas é conhecida por liberar endorfinas, que são neurotransmissores que promovem sensações de bem-estar. Isso pode ajudar a mitigar sintomas de depressão e ansiedade, comuns após a cirurgia bariátrica.   Controle do peso a longo prazo: Manter um regime de exercícios é essencial para evitar o efeito sanfona e garantir que os resultados da cirurgia sejam sustentáveis. O exercício ajuda a queimar calorias e a manter um equilíbrio energético adequado.   De forma geral, a liberação para começar a prática de exercício físico é realizada após 30 dias do procedimento e é feita pelo cirurgião, com início progressivo para minimizar riscos. A palavra de ordem é mexer-se.   Recomendações de atividade física para pacientes bariátricos   Algumas atividades como exercícios aeróbicos, não são os mais indicados inicialmente e devem ser evitados. Atividades como musculação, pilates e crossfit podem ser melhores opções e exemplos de treinos funcionais adequados para pacientes bariátricos. Então, para maximizar os benefícios da atividade física, é importante seguir algumas diretrizes específicas:   Consulta com profissionais de saúde: Antes de iniciar qualquer programa de exercícios, é importante consultar um médico e um orientador de atividade física especializado. Eles podem ajudar a criar um plano de exercícios seguro e eficaz.   Começo gradual: Pacientes bariátricos devem começar com atividades de baixo impacto, como caminhada, natação ou ciclismo, e aumentar gradualmente a intensidade conforme a condição física melhora.   Consistência e variedade: A consistência é fundamental para colher os benefícios a longo prazo. Além disso, variar os tipos de exercícios pode prevenir o tédio e estimular diferentes grupos musculares.   Integração com outras estratégias de saúde: A atividade física deve ser complementada com uma dieta equilibrada e acompanhamento médico regular para garantir uma recuperação e manutenção ideais.   Papel do Psicólogo no Pós-Operatório:   O psicólogo ajuda o paciente a lidar com os aspectos emocionais da cirurgia bariátrica e a adaptar seus hábitos. É importante desmistificar o medo que alguns pacientes têm do psicólogo, pois ele está lá para auxiliar no processo. O objetivo é melhorar a autoestima e a qualidade de vida do paciente. “O papel do psicólogo também está na psicoeducação do paciente, para que ele entenda todo o movimento da cirurgia bariátrica. Além de desmistificar muitos mitos da cirurgia bariátrica, é importante entender as diferenças entre um corpo magro e um corpo emagrecido pela cirurgia bariátrica. As expectativas desse paciente têm que estar claras e alinhadas desde o pré até o pós-operatório” complementa a psicóloga Bianca Godoy do Instituto de Medicina Sallet.    A contraindicação da cirurgia bariátrica só é feita em quadros psiquiátricos que não estão estáveis. Se houver tratamento para o quadro, não há contraindicação. Para casos de pacientes dependentes de álcool ou drogas, o período mínimo de abstinência é

Obesidade Infantil e Adolescente: Prevenção, Riscos e Tratamento

A obesidade infantil e na adolescência tem se tornado uma epidemia global, com consequências graves para a saúde física e mental das crianças e adolescentes. Este fenômeno é influenciado por uma combinação complexa de fatores genéticos, comportamentais, ambientais e sociais. A obesidade infantil começa a ser observada por volta dos 2 anos de idade e pode ser identificada com exames laboratoriais gerais. Além disso, também pode ser diagnosticada pelo Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 35 ou curvas da OMS de Z-score.    Pais com obesidade têm 80% de chances de ter filhos também obesos, esse número cai para 10% para pais com peso normal. A cada 5 crianças obesas, 4 terão obesidade na fase adulta. Por isso, a prevenção da obesidade deve ser iniciada já na fase intrauterina. Estudos mostram que fatores como a nutrição materna, o ganho de peso gestacional e a exposição a substâncias nocivas durante a gravidez podem influenciar significativamente o risco de obesidade no bebê. A adoção de hábitos alimentares saudáveis, controle do ganho de peso e a prática de atividades físicas pela gestante, além do monitoramento de condições como diabetes gestacional, são medidas essenciais para garantir um ambiente intrauterino saudável. Essas práticas não apenas reduzem o risco de obesidade na infância, mas também contribuem para a saúde geral do indivíduo ao longo da vida. “Na verdade, é sabido que a prevenção à obesidade deve ser iniciada logo na pré-concepção. A mulher, quando pensar em engravidar, terá que adequar hábitos de vida e alimentares. É aquilo que chamamos de programação metabólica, que ocorre principalmente na gestação e até os dois anos da infância” explica a especialista em pediatria e nutróloga, Camila Seo.   Além disso, o aleitamento materno é recomendado até os 6 meses de vida e é um alimento poderoso nesse momento. Por ser produzido para atender cada bebê individualmente, ele protege contra infecções e promove saciedade. “O leite materno atuará de forma benéfica desde bebezinho até a fase adulta, ensinando o indivíduo a identificar-se satisfeito ou não. Por isso, a amamentação é um fator protetivo para a obesidade”, acrescenta a especialista Camila Seo.    Após essa fase, iniciam-se os cuidados maternos essenciais relacionados à introdução alimentar. Esta fase desempenha um papel crucial na prevenção da obesidade infantil e na promoção de hábitos saudáveis ao longo da vida. Durante os primeiros anos, as crianças estão estabelecendo suas preferências alimentares, e essa é a oportunidade ideal para introduzir uma variedade de alimentos nutritivos que favoreçam o crescimento e o desenvolvimento equilibrado. Além disso, a introdução alimentar realizada de forma gradual e consciente ajuda a criar uma relação positiva com a comida, incentivando escolhas alimentares saudáveis no futuro. “O papel da família é, de fato, tentar diversificar a oferta para que a criança tenha muitas opções e consiga se identificar com alimentos de mais de um grupo alimentar e não seja aquele adulto que só consegue consumir carboidratos e produtos ultraprocessados, com adição de açúcar. Esse é o grande receio: que a criança forme um paladar extremamente seletivo e só consiga consumir alimentos de calorias vazias, que não trazem benefício nutricional, tampouco ao desenvolvimento e formação dessa criança” conta a cirurgiã Mariane Campos, especialista em aparelho digestivo.   A seguir, exploraremos a prevenção, os riscos e o tratamento da obesidade em crianças e adolescentes.   Causas da Obesidade Infantil e Adolescente   As causas da obesidade infantil são multifatoriais e envolvem fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Entre os principais fatores, destacam-se:   Alimentação inadequada: Consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sódio, e baixo consumo de frutas, legumes e verduras.   Sedentarismo: Diminuição da atividade física nas escolas e em casa, devido ao tempo excessivo em frente às telas (televisão, computador, celular).   Fatores genéticos: A predisposição genética pode influenciar o ganho de peso, mas não é a única causa.   Fatores socioeconômicos: A obesidade é mais prevalente em grupos sociais com menor renda, que têm menor acesso a alimentos saudáveis e espaços para a prática de atividades físicas.   Riscos   A obesidade na infância e adolescência está associada a uma série de riscos para a saúde que podem perdurar ao longo da vida:   Problemas de Saúde Física: As crianças e adolescentes obesos estão em maior risco de desenvolver doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol elevado e problemas articulares. A gordura abdominal excessiva também pode afetar o funcionamento do fígado e aumentar o risco de apneia do sono.   Impactos Psicológicos: A obesidade pode levar a problemas de autoestima e saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e distúrbios alimentares. A pressão social e o estigma associado ao peso também podem afetar o bem-estar emocional dos jovens.   Risco de Obesidade Adulta: Crianças obesas têm uma probabilidade maior de permanecer obesas na idade adulta, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, câncer e outros problemas de saúde graves.   Prevenção   A prevenção da obesidade infantil começa com a promoção de hábitos saudáveis desde cedo. Mas, a educação dos pais e cuidadores sobre nutrição e a importância da atividade física é fundamental. Algumas estratégias eficazes incluem:   Dieta Equilibrada: Incentive o consumo de uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, enquanto limita o consumo de alimentos processados, ricos em açúcares e gorduras saturadas. Use estratégias desde cedo para que as crianças encarem a alimentação de forma lúdica, com participação nas escolhas alimentares, com pratos coloridos de alimentos diversificados e as inserindo no processo de preparação do alimento.   Atividade Física Regular: Promova a prática de atividades físicas diárias, recomendadas em pelo menos 60 minutos por dia. As crianças devem ser encorajadas a participar de esportes e brincadeiras ao ar livre.   Ambiente Familiar: Crie um ambiente familiar que favoreça a saúde, com refeições em família, limite do tempo de tela e incentivo a comportamentos ativos.   Educação e Conscientização: Implemente programas educacionais em escolas e comunidades que enfatizem a importância de um estilo de vida saudável e que desmistificam a obesidade.   Tratamento  

Padrões Alimentares: A Jornada Antes e Depois da Cirurgia Bariátrica

A cirurgia bariátrica ou cirurgia metabólica, procedimento que modifica o sistema digestivo, é um marco na vida de muitas pessoas. Além da perda de peso, ela tem se mostrado uma opção eficaz não só para o tratamento da obesidade, mas também no tratamento de comorbidades associadas, como diabetes tipo 2 e hipertensão. No entanto, o sucesso a longo prazo dessa cirurgia não depende apenas do procedimento em si, mas também de uma mudança significativa nos padrões alimentares dos pacientes bariátricos, exigindo uma nova relação com a comida.   Antes da cirurgia, muitos pacientes lutam contra o sedentarismo e hábitos alimentares que contribuem para o ganho excessivo de peso. Esses maus hábitos alimentares podem incluir porções excessivas, alimentos ultraprocessados, falta de planejamento nas refeições, compulsividade alimentar relacionada a emoções, baixo consumo de nutrientes e dietas radicais. O acompanhamento nutricional é fundamental para o sucesso do processo da cirurgia bariátrica e para uma melhora de estilo de vida. “A obesidade é uma doença crônica e multifatorial. Existem algumas fases da vida nas quais ela pode se desenvolver com uma frequência maior: infância, adolescência e gestação. Quando ocorre o aumento de peso nesses períodos, as células adiposas crescem em tamanho e quantidade, e não desintegram-se mais. Consequentemente, para perder o peso extra adquirido, o paciente faz dieta e essas células apenas murcham. Por não conseguir manter uma dieta restritiva por muito tempo, o paciente volta a comer mais e essas células tornam a armazenar novamente gordura. Assim, cria-se o efeito sanfona” explica Eliane Romantini, nutricionista especialista em bariátrica no Instituto de Medicina Sallet há mais de 25 anos.   O papel do nutricionista em pré e pós-bariátrica é orientar o paciente sobre os alimentos permitidos e aqueles a serem evitados, a quantidade ideal, a importância da mastigação e a importância da suplementação de macro e micronutrientes. Além disso, o especialista também pode auxiliar na identificação e no manejo de possíveis intercorrências nutricionais. “É bastante importante trabalharmos com o paciente conceitos como mastigação, fracionamento e hidratação, algo muito exigido após o primeiro mês, que é quando ele sai daquela dieta líquida e pastosa e começa adentrar de novo na consistência sólida. A maioria dos nossos pacientes não têm o hábito de descansar o talher no prato e estabelecer ritmos alimentares mais lentos, tampouco de mastigar adequadamente. Esses conceitos são simples mas fundamentais para uma melhor adaptação pós-operatória” acrescenta a nutricionista especialista em bariátrica, Ana Beatriz Guiesser.     A Transformação após a Cirurgia Bariátrica    A cirurgia bariátrica impõe restrições físicas à alimentação, o que impõe uma mudança radical nos hábitos alimentares. As principais mudanças observadas após a cirurgia incluem redução de tamanho e o fracionamento das porções, uma mastigação mais cuidadosa, seleção de alimentos mais nutritivos, melhor ingestão de água e a suplementação feita de forma correta. “Um ponto muito importante é a necessidade que a gente vai ter, com um estômago reduzido de tamanho, de comer volumes menores e mais vezes ao dia. O planejamento alimentar orientado irá promover uma perda de peso assistida e segura, garantindo que os nutrientes estejam compondo o plano alimentar de nossos pacientes. O paciente bem orientado não diz ‘ah eu vou comer quando eu sentir necessidade’. Ele aprenderá o que comer no café da manhã, no lanchinho, no almoço e em todas as demais refeições do dia para que tenha um equilíbrio nutricional” conta a especialista Ana Beatriz.   Alimentação Pós-Operatória   Após a cirurgia, a alimentação passa por fases progressivas, adaptando-se à nova capacidade do estômago reduzido. As etapas geralmente incluem:   Dieta líquida: Nos primeiros dias, a alimentação é líquida e coada, com foco em caldos, sucos, água de coco e suplementos nutricionais.   Dieta pastosa: Após alguns dias, a dieta progride para alimentos pastosos, como purês e cremes, para estimular a mastigação.   Dieta semilíquida: A dieta semilíquida inclui alimentos macios e picados, como carnes moídas, legumes cozidos e frutas amassadas.   Retorno à alimentação sólida: gradualmente, o paciente retorna à alimentação sólida, com foco em escolhas saudáveis e equilibradas.   Padrões Alimentares após a Cirurgia Bariátrica   Após a cirurgia bariátrica, a mudança nos padrões alimentares é crucial para garantir a perda de peso eficaz e a saúde a longo prazo.  Os novos padrões alimentares geralmente incluem:   Redução do tamanho das porções: Devido à capacidade reduzida do estômago, as porções devem ser significativamente menores. Isso ajuda a controlar a ingestão de calorias e a promover a saciedade com menos alimento.   Foco em Alimentos Nutritivos: A dieta pós-cirurgia é geralmente rica em proteínas, vitaminas e minerais, e baixa em açúcares e gorduras. Alimentos como carnes magras, peixes, ovos, legumes e grãos integrais tornam-se a base da alimentação.    Divisão das Refeições ao Longo do Dia: Em vez de três grandes refeições, os pacientes são aconselhados a consumir várias pequenas refeições e lanches ao longo do dia para evitar a sensação de fome e garantir uma ingestão adequada de nutrientes.    Hidratação Adequada: A ingestão de líquidos é fundamental, mas deve ser separada das refeições para evitar o desconforto e a diluição dos nutrientes. Bebidas sem calorias, como água e chá, são preferidas.   Consciência dos Sinais de Fome e Saciedade: Após a cirurgia, é importante prestar atenção aos sinais de fome e saciedade para evitar a superalimentação e promover uma alimentação equilibrada.   Suplementação Nutricional: Devido à capacidade reduzida de ingestão de alimentos e uma absorção de nutrientes levemente diminuída, muitos pacientes precisam de suplementos vitamínicos e minerais para evitar deficiências nutricionais.   Desafios Pós-Bariátrica   A adaptação aos novos hábitos alimentares após a cirurgia bariátrica pode ser desafiadora. Alguns dos desafios mais comuns incluem:   Refluxo: A cirurgia, a depender da técnica, pode eventualmente causar azia e refluxo, exigindo ajustes simples na dieta.   Síndrome de Dumping: caracterizada por sintomas como náuseas, vômitos e diarreia, pode ocorrer após a ingestão de alimentos ricos em açúcar.   Restrições sociais: A necessidade de seguir uma dieta especial, principalmente no primeiro mês de pós-operatório, pode dificultar a participação em eventos sociais. No

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